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O que presidente Kauwe, da BYU-Havaí, aprendeu sobre ‘crescer em revelação’ ao longo de sua vida

O presidente Kauwe compartilhou vários exemplos pessoais de sua vida para mostrar como usar a oração para buscar orientação do Pai Celestial, ao tomar decisões importantes

O presidente da BYU-Havaí, John S.K. Kauwe III, e sua então futura esposa, Monica Mortenson, eram parceiros de corrida antes de se tornarem um casal.

Os dois foram apresentados pelo primo do presidente Kauwe, mas tiveram pouca interação até se encontrarem em uma corrida de 10km em um feriado de 4 de julho.

Eles logo perceberam que estavam treinando para a mesma maratona e que seus dois parceiros de corrida desistiram. Os dois começaram a correr juntos e, depois de várias centenas de quilômetros, começaram a namorar.

“Tivemos muitas conversas sobre aspectos importantes da vida e da fé enquanto corríamos”, lembrou o presidente Kauwe durante o devocional de abertura do semestre do outono [no hemisfério norte]. “Houve talvez centenas de momentos em que senti uma confirmação sobre nosso relacionamento.”

Quando ele finalmente apresentou ao Senhor sua decisão cuidadosamente ponderada de que queria se casar com ela, “senti muito claramente a inspiração de que já havia recebido minha resposta muitas vezes.”

Ao discursar para os alunos reunidos no Cannon Activities Center no campus de Laie, Havaí, na terça-feira, 6 de setembro, o presidente Kauwe usou a história de seu namoro com a irmã Kauwe como uma das várias ilustrações pessoais das diferentes maneiras pelas quais o Senhor responde às orações.

O presidente da BYU-Havaí, John S.K. Kauwe III, discursa durante o devocional de abertura do semestre de outono na terça-feira, 6 de setembro de 2022, no Cannon Activities Center em Laie, Havaí.
O presidente da BYU-Havaí, John S.K. Kauwe III, discursa durante o devocional de abertura do semestre de outono na terça-feira, 6 de setembro de 2022, no Cannon Activities Center em Laie, Havaí. | Monique Saenz, BYU–Hawaii

Muitos estudantes estão, ou estarão, tomando decisões importantes que afetarão a trajetória de suas vidas, observou o presidente Kauwe. Em seu caso, ele é grato por ter navegado nessas decisões com a ajuda da irmã Kauwe e do Espírito.

“Meu propósito hoje é discutir como podemos usar melhor a oração para obtermos apoio e orientação de nosso Pai Celestial, ao tomarmos decisões importantes em nossa vida”, disse o presidente Kauwe.

Ele começou seu discurso recapitulando alguns dos princípios básicos e escrituras associadas à oração, incluindo Tiago 1:5-7, Morôni 10:3-5 e Doutrina e Convênios 9:7-9.

Resumindo, ele lembrou aos alunos: “Precisamos reconhecer que o Senhor está lá para nos ajudar. Precisamos orar com frequência e sobre todas as coisas. Precisamos encontrar um lugar tranquilo onde possamos abrir nosso coração com real intenção. Precisamos pedir confirmação após cuidadosa preparação, estudo, trabalho e ação. E, finalmente, devemos ouvir.”

Se as pessoas fizerem isso dia a dia, mês a mês, ano a ano, então, como disse Presidente Russell M. Nelson, “você crescerá no princípio da revelação.”

Há momentos em que a resposta à oração será uma garantia espiritual de que a resposta já foi recebida, explicou o presidente Kauwe, como sua experiência sobre se deveria ou não se casar com Monica.

Mas, disse o presidente Kauwe, também houve momentos em que o Senhor respondeu diretamente às orações, falando por meio do Espírito e comunicando a confirmação de uma decisão, como quando ele estava se candidatando à pós-graduação.

Depois de ficar noivo de Monica, ele começou a fazer entrevistas para universidades de pós-graduação e foi aceito em três programas diferentes. Depois de uma visita ao campus da Universidade de Washington, ele ligou para Monica e lhe disse que achava que era o caminho certo. Naquela noite, eles oraram sobre essa decisão. O presidente Kauwe lembrou que se sentia calmo, confiante, “simplesmente em paz.”

Na manhã seguinte, ele e Monica compartilharam sua confirmação mútua do Pai Celestial sobre onde deveriam estudar.

“Não sei exatamente o porquê, mas claramente Deus sabia que nossas experiências e oportunidades na Universidade de Washington, em St. Louis, nos preparariam de maneiras importantes, o suficiente para Ele dirigir nosso caminho”, disse o presidente Kauwe.

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Ele e a irmã Kauwe também tiveram experiências em que estudaram alguma coisa, chegaram a uma conclusão e receberam instruções claras de que a resposta era “Não.”

Pouco depois de chegar a St. Louis, os Kauwes decidiram comprar uma casa. Eles encontraram uma casa, fizeram uma oferta e o vendedor fez uma contraproposta. Eles oraram sobre o preço da contraproposta, e o presidente Kauwe disse que experimentou o mais forte “estupor de pensamento” (Doutrina e Convênios 9:7-9) que já teve.

Eles disseram ao corretor de imóveis que o negócio estava encerrado e, embora se sentissem pressionados a mudar de ideia, seguiram a orientação que receberam do Senhor.

“Não sei todas as razões pelas quais aprendemos nossa lição dessa maneira”, disse o presidente Kauwe, “mas todo estudante de pós-graduação que comprou uma casa quando chegamos a St. Louis foi pego pelas difíceis condições econômicas que impediram a valorização dos imóveis em 2009. Fomos poupados desse desafio e estávamos bem-posicionados para começarmos nossa vida depois da pós-graduação, devido a esta orientação do Senhor.”

Ao se aconselharem com o Senhor, as pessoas devem ser humildes o suficiente para aceitarem Suas respostas, e fiéis o suficiente para realizá-las, mesmo quando forem difíceis, continuou o presidente Kauwe.

Vários anos atrás, o presidente Kauwe servia como bispo de sua ala. Eles moravam em “um bairro maravilhoso” com muitos amigos queridos. O presidente Kauwe também estava ocupado ensinando e administrando um laboratório de pesquisa, quando seu pai ficou gravemente doente.

Eles acrescentaram às suas vidas já ocupadas a necessidade de apoiarem a mãe do presidente Kauwe, cuidarem da casa e do quintal de seus pais e visitarem seu pai no hospital. A longa viagem até a casa de seus pais logo se tornou excessiva.

“Por mais que eu ame meus pais, não queria deixar nossa ala”, relembrou o presidente Kauwe. “Eu queria continuar dirigindo até lá e encontrar uma maneira de fazer tudo.”

Após cuidadoso estudo e discussão, eles se ajoelharam em oração para dizerem ao Pai Celestial que achavam que deveriam se aproximar de seus pais. “Eu queria desesperadamente que a resposta fosse um estupor de pensamento”, disse o presidente Kauwe.

Em vez disso, ambos sentiram uma confirmação do Senhor. “Fiquei com o coração partido”, disse ele, mas a família deles foi muito abençoada por seguir aquela direção.

“Meu pai faleceu apenas quatro anos depois. Pudemos ter experiências com meus pais e com nossos novos vizinhos que definiram nossa família e nossa fé, que nunca poderiam ter ocorrido de outra forma.”

O presidente Kauwe observou que, em alguns casos, as pessoas estão escolhendo entre várias coisas boas que levariam a diferentes resultados desejáveis. Nesses casos, elas devem seguir em frente com fé, com o que acham que é certo.

Em alguns casos, o Senhor permite que as pessoas prossigam sem revelação direta. Em outros casos, Ele intervirá ou lhes dirá para mudarem de direção, como quando os Kauwes planejavam comprar uma casa em St. Louis. “Descobrimos que, se estivermos praticando o processo de revelação, Ele nos dará a direção de que precisamos no momento e da maneira que precisamos.”

O presidente Kauwe lembrou aos alunos que ouçam. “É tão fácil neste mundo encher seu coração e mente com conteúdo, e nunca ter tempo para ouvir. Ouça depois de orar.”

Dê um passeio pelo campus ou pelo terreno do templo, sem a distração de um telefone ou fones de ouvido, ele incentivou os ouvintes. “Permita à sua mente alguma clareza para contemplar os aspectos importantes de sua vida e do futuro. Você deve fazer esforços conscientes para permitir que o processo de revelação aja com mais frequência em sua vida.”

A irmã Monica Kauwe discursa durante o devocional de abertura do semestre de outono na BYU–Havaí no Cannon Activities Center em Laie, Havaí, na terça-feira, 6 de setembro de 2022.
A irmã Monica Kauwe discursa durante o devocional de abertura do semestre de outono na BYU–Havaí no Cannon Activities Center em Laie, Havaí, na terça-feira, 6 de setembro de 2022. | Camille Jovenes, BYU–Hawaii

‘Não tenham medo’

Em seu discurso, a irmã Kauwe compartilhou quatro maneiras para ajudar os alunos a entenderem e controlarem melhor o medo.

Primeiro, “não se esqueçam de sua verdadeira identidade como filhos amados de Deus.”

No devocional mundial para jovens adultos no início deste ano, Presidente Nelson exortou os ouvintes a lembrarem de que “em primeiro lugar, você é um filho de Deus, um filho do convênio, um discípulo de Jesus Cristo.”

Conhecer sua fonte divina de força, disse a irmã Kauwe, pode ajudá-los a superarem os medos.

Segundo, reservem tempo para fazerem consistentemente as pequenas coisas que convidam o Espírito.

Algumas das pequenas coisas podem incluir oração familiar e pessoal, estudar as escrituras, frequentar as reuniões da Igreja ou ser atencioso ou gentil ao interagir com os outros, disse a irmã Kauwe.

“Se fizermos nossa parte, o Senhor fará a Dele para nos ajudar a superarmos quaisquer desafios e medos que surjam em nosso caminho.”

Terceiro, sirvam. Aproveitar as oportunidades de servir ajudará as pessoas a não se concentrarem em seus medos, disse a irmã Kauwe.

Ela citou Martin Luther King Jr., que fez esta observação sobre a parábola do bom samaritano. “Imagino que a primeira pergunta que o sacerdote e o levita fizeram foi: ‘Se eu parar para ajudar este homem, o que acontecerá comigo?’ Mas pela própria natureza de sua preocupação, o bom samaritano inverteu a pergunta: ‘Se eu não parar para ajudar este homem, o que acontecerá com ele?’”

Quarto, “cerquem-se de pessoas que irão ajudá-los e apoiá-los enquanto vocês seguem o caminho do convênio.”

A irmã Kauwe se lembrou de quando foi designada para falar no devocional pela primeira vez como esposa do presidente da BYU–Havaí. “O medo e o sentimento de inadequação tomaram conta de mim”, disse ela.

Uma amiga e mentora lhe enviou uma mensagem lembrando-a da ajuda do Senhor. “Ela me ajudou a lembrar que o Senhor me conhece e me ajudará...”, disse a irmã Kauwe. “Que diferença boas amizades e relacionamentos positivos fizeram em meus esforços para viver o evangelho e superar meus medos e desafios pessoais. Escolham amigos que possam fazer isso por vocês.”

O presidente da BYU–Havaí, John S.K. Kauwe III, e sua esposa, irmã Monica Kauwe, cumprimentam os alunos após o devocional de abertura do semestre de outono na terça-feira, 6 de setembro de 2022, no Cannon Activities Center em Laie, Havaí.
O presidente da BYU–Havaí, John S.K. Kauwe III, e sua esposa, irmã Monica Kauwe, cumprimentam os alunos após o devocional de abertura do semestre de outono na terça-feira, 6 de setembro de 2022, no Cannon Activities Center em Laie, Havaí. | Monique Saenz, BYU–Hawaii
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