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‘Poder na manutenção de registros’: Como a Igreja de Jesus Cristo está reunindo sua história global e por que isto é importante

A manutenção de registros na Igreja deve nos apontar para o Salvador Jesus Cristo. ‘Ele está nos detalhes. Para mim, isto faz parte de um milagre que está em andamento’, diz Matt Heiss, do Departamento de História da Igreja

O passado dos santos dos últimos dias está repleto de histórias verdadeiras, inspiradoras e experiências de fé edificantes, vividas por membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em todo o mundo.

Matthew K. Heiss tem documentado uma parte importante desta história.

Desde 1987, Heiss trabalha com o Departamento de História da Igreja e viaja pelo mundo para registrar, coordenar e treinar outras pessoas na coleta de dados sobre a história da Igreja.

Há poder na manutenção de registros”, disse ele. “Minha perspectiva dos registros e sua importância, especialmente dentro do contexto da história da Igreja, mudou de um recurso histórico para uma fonte potencial, onde o Espírito pode se manifestar. E, em última análise, acredito que esta é a direção que a manutenção de registros na Igreja deve nos apontar: para o Salvador Jesus Cristo. Ele está nos detalhes. Para mim, isso faz parte de um milagre que está em andamento.”

Matt Heiss, à esquerda, do Departamento de História da Igreja, oferece treinamento na República Democrática do Congo.
Matt Heiss, à esquerda, do Departamento de História da Igreja, oferece treinamento na República Democrática do Congo. | Fornecida por Matt Heiss

Registrando a história da Igreja

Heiss é membro da Divisão Global de Suporte e Treinamento da Igreja, na Biblioteca de História da Igreja. Sua missão é coletar, preservar e compartilhar registros que documentam o início da Igreja, que testemunham a relação do Senhor com Seus filhos, que documentam o progresso da Igreja, incluindo como ela muda ao longo do tempo e como se adapta a diferentes culturas e configurações.

Registrar histórias faz parte de um encargo das escrituras encontrado em Doutrina e Convênios 21:1. Heiss considera o discurso “Oh! Lembrai-vos, Lembrai-vos”, de Presidente Henry B. Eyring, em 2007, quase como uma “constituição” para o trabalho de coleta e preservação de registros.

“É realmente apenas sobre esta noção de ver a mão do Senhor se mover na história”, disse ele. “Anote, capture, preserve. Por quê? Porque testifica.”

Matt Heiss, do Departamento de História da Igreja de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com Japhet Kiiza, que estava no primeiro grupo de pessoas a ser batizado na Tanzânia. Kiiza está apontando para si mesmo em uma foto naquele dia histórico.
Matt Heiss, do Departamento de História da Igreja de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, com Japhet Kiiza, que estava no primeiro grupo de pessoas a ser batizado na Tanzânia. Kiiza está apontando para si mesmo em uma foto naquele dia histórico. | Fornecida por Matt Heiss

Heiss, que logo estará se aposentando, foi responsável pelas operações de história da Igreja na Europa, África e Oriente Médio. Junto com entrevistas em inglês, ele fala um pouco de russo e alemão. Quando necessário, ele conta com a ajuda de um tradutor.

Desde 2009, Heiss e outros têm treinado santos dos últimos dias, incluindo casais missionários, em todo o mundo, sobre como reunir a história da Igreja. Os membros locais aprimoram o trabalho porque falam o idioma, entendem sua cultura e contexto, e podem fazer um trabalho melhor do que um estrangeiro, disse Heiss.

“A maioria são membros locais, documentando sua própria história”, disse ele.

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Tecnologia para registrar a história da Igreja

Quando Heiss começou a viajar, ele carregava um gravador de fita cassete com qualidade de estúdio, um microfone, mais de 6 kg de baterias D e até 100 fitas cassete.

“Quando eu ia a lugares na Europa Oriental ou na África, sabia que seria muito difícil encontrar essas coisas, então tinha que empacotar tudo o que precisava”, disse ele.

Em uma viagem a Moscou, na Rússia, guardas da fronteira inspecionaram sua mala, encontraram suas fitas cassete e ficaram preocupados com seu propósito no país. Ele havia entrevistado os primeiros conversos da Igreja. Ele fez uma oração silenciosa enquanto falavam com ele em russo, uma língua que ele mal entendia.

“Eles me deixaram passar”, disse ele. “Minhas preces foram atendidas.”

Viajar com equipamentos é muito mais fácil agora. Em novembro passado, Heiss esteve na África do Sul, Quênia e Tanzânia. Ele usou um pequeno gravador digital com um grande cartão de memória e um pen drive, o que lhe permitiu gravar 100 horas de entrevistas. O gravador cabia em seu bolso e precisava apenas de duas pilhas AA.

“Eu tinha tudo o que precisava para trabalhar por três semanas. Foi incrível”, disse. “Este é um exemplo de como a tecnologia mudou minha carreira.”

Heiss também capturou registros e histórias valiosas, utilizando videoconferência. Há mais de um ano, ele usou o Zoom para entrevistar um dos primeiros membros da Igreja na Guiné-Bissau, um pequeno país da África Ocidental.

Matt Heiss, do Departamento de História da Igreja, trabalha para registrar a história da Igreja em um local na Tanzânia.
Matt Heiss, do Departamento de História da Igreja, trabalha para registrar a história da Igreja em um local na Tanzânia. | Fornecida por Matt Heiss

Confirmação de um batismo realizado à meia-noite

Uma das experiências de coleta de história mais poderosas que Heiss teve envolveu sua própria árvore genealógica.

Quando criança, se costumava contar a história de que sua bisavó fora batizada à meia-noite na Alemanha, com medo de que a polícia prendesse e deportasse os missionários. Anos mais tarde, enquanto trabalhava no Departamento de História da Igreja, encontrou o registro do batismo de sua avó e fez uma cópia.

Alguns anos depois, ele examinou os nomes dos missionários no registro. E se um desses élderes tivesse mantido um diário e registrado algo sobre seu batismo?

“Que tiro no escuro”, disse ele. “Qual seria a chance de um desses dois missionários ter seu diário nos arquivos da Igreja?”

Heiss não encontrou nada com o primeiro missionário, mas o segundo missionário tinha um diário. Acontece que um colega de trabalho de Heiss o encontrou no eBay e pagou alguns dólares por ele. Heiss localizou o diário e abriu na data do batismo.

“Ele havia anotado que havia batizado minha bisavó à meia-noite e chegou em casa à 1 hora da madrugada. Então a história era verdadeira”, disse Heiss, que a compartilhou com sua família. “Isso se tornou uma terna misericórdia muito poderosa em minha vida.”

Matt Heiss, do Departamento de História da Igreja, com santos dos últimos dias, incluindo sua tradutora (de camisa amarela), na área de Chyulu Hills, no Quênia.
Matt Heiss, do Departamento de História da Igreja, com santos dos últimos dias, incluindo sua tradutora (de camisa amarela), na área de Chyulu Hills, no Quênia. | Fornecida por Matt Heiss

Conselhos para se preservar a história de sua família

Para os interessados em documentar sua própria história, aqui vai o conselho de Heiss:

“Faça-o antes que seja tarde demais.”

Heiss sugeriu gravar entrevistas básicas com parentes mais velhos, criar linhas de tempo e identificar pessoas em fotos. Faça disso um “esforço espiritual” e tenha uma oração em seu coração, disse ele.

“Acredito que capturar a história da Igreja é, ou deveria ser, um esforço espiritual”, disse ele. “Quando começo a falar com as pessoas e vamos um pouco além das coisas superficiais, há um espírito que entra naquele cenário que ativa a memória. ... Gostaria apenas de encorajar as pessoas a terem uma perspectiva espiritual de todo o trabalho de reunir a história, e dizer que o Espírito estará presente."

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