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Irmã Craven compartilha três lições sobre a separação das águas do Jordão

Durante um devocional para a Ensign College, a irmã Craven resumiu as lições em três frases: ‘Primeiro a entrar. Permanecer firme. Último a sair.’

Após vagarem no deserto durante 40 anos, os israelitas finalmente receberam permissão do Senhor para entrarem na terra prometida. Para chegarem lá, eles precisavam atravessar o rio Jordão, que era profundo e transbordava sobre todas as suas ribanceiras.

“Imaginem a cena”, disse a irmã Rebecca L. Craven aos estudantes da Ensign College durante o devocional na terça-feira, 29 de novembro, realizado no Assembly Hall na Praça do Templo. 

Os sacerdotes que carregavam a arca da aliança conduziram todo o povo de Israel até a margem do rio. “Então, com muita fé, e talvez até um pouco de apreensão, eles colocaram os pés na água”, disse ela.

De acordo com as escrituras, as águas só se separaram e se levantaram quando os pés dos sacerdotes “se molharam na borda”. Os sacerdotes, no entanto, “[permaneceram] firmes em seco no meio do Jordão”, até que todo o povo Israel tivesse atravessado o rio (Josué 3:15, 17).

A irmã Craven acrescentou que “[permaneceram], pois, os sacerdotes que levavam a arca, no meio do Jordão, em pé, até que se cumpriu tudo” (Josué 4:10).

Depois de relatar este milagre do Velho Testamento, a irmã Craven compartilhou três princípios, ou lições, que podemos aprender com os sacerdotes que carregaram a arca pelo leito seco do rio. Ela resumiu os princípios em três frases curtas: “Primeiro a entrar. Permanecer firme. Último a sair.”

Irmã Rebecca L. Craven, segunda conselheira na presidência geral das Moças, discursa para estudantes reunidos no Assembly Hall na Praça do Templo em Salt Lake City, na terça-feira, 29 de novembro de 2022.
Irmã Rebecca L. Craven, segunda conselheira na presidência geral das Moças, discursa para estudantes reunidos no Assembly Hall na Praça do Templo em Salt Lake City, na terça-feira, 29 de novembro de 2022. | Laryssa Gasparini, Ensign College

‘Primeiro a entrar’

Um rapaz recentemente lhe perguntou se seria errado servir missão, se ele não tivesse o desejo de fazê-lo. A irmã Craven disse que pensou rapidamente em uma longa lista de coisas que ela não tinha grande desejo de fazer, como discursar na conferência geral. 

“No entanto, tenho um desejo primordial e poderoso que me impulsiona a fazer as coisas que eu talvez não deseje tanto”, disse ela. “Esse desejo motivador é o meu amor por nosso Salvador, Jesus Cristo. Quero segui-Lo e viver os convênios que fiz com Ele.”

Esse desejo exige que ela às vezes faça coisas que são difíceis, testam sua confiança ou fazem com que ela saia de sua zona de conforto.

A irmã Craven incentivou os ouvintes a pensarem em nomes de indivíduos que levam uma vida consagrada, e com os quais o Senhor pode contar. “Eles são os primeiros para quem telefonamos, e os que ficam até o trabalho ser concluído. Eles são aqueles que admiramos e respeitamos porque são os ‘primeiros a entrar’, bem como os que ‘entram de corpo e alma’”.

A melhor maneira de desenvolvermos essa atitude de sermos o “primeiro a entrar” é colocarmos Jesus Cristo no centro de nossa vida, disse a irmã Craven.

“Estamos dispostos a confiar que o Senhor abrirá um caminho para que façamos as coisas que Ele nos pediu? As coisas que são difíceis? As coisas que são desconfortáveis? Ou as coisas que exigem nosso tempo?

“Podemos confiar Nele quando nem sempre sabemos o que está por vir? Ou quando não temos respostas para todas as perguntas? É claro que podemos. O Pai Celestial e Jesus Cristo nos conhecem. Eles nos amam. E Eles querem que encontremos alegria e sucesso em nossos esforços justos”, disse ela.

“Sejamos os ‘primeiros a entrar.’”

‘Permanecer firme’

Embora deva ter sido difícil suportar o peso da arca enquanto todos os homens, mulheres e crianças israelitas atravessavam o Jordão, os sacerdotes não vacilaram. “Eles permaneceram firmes.”

A qualquer momento, nosso compromisso de permanecermos firmes em nossas convicções e convênios pode ser testado, disse a irmã Craven.

“As distrações e intromissões de Satanás estão por toda parte. Ao compreendermos que nossa natureza é divina, que nosso destino é eterno e, consequentemente, termos a confiança de que o Espírito Santo nos guiará e nos alertará, não seremos surpreendidos pelas névoas de escuridão tão prevalentes no mundo de hoje.”

Assim como o Senhor instruiu os sacerdotes a permanecerem firmes por meio do conselho do profeta Josué, Ele guia Seu povo hoje por meio de profetas vivos, declarou a irmã Craven.

Vários anos atrás, a irmã Craven e seu marido, o irmão Ron Craven, visitaram uma floresta tropical localizada em um parque nacional na América Central. Eles contrataram um guia, que era um naturalista treinado e lhes apontou as mais belas plantas, animais, sapos e insetos. “O que aprendemos e vivenciamos foi extraordinário”, relembrou a irmã Craven.

Ela e o marido logo perceberam que outras pessoas na trilha pareciam estar simplesmente caminhando pelo parque. “Elas não estavam vendo o que estávamos vendo ou aprendendo o que estávamos aprendendo sobre o fabuloso ambiente em que nos encontrávamos. Elas não tinham um guia.”

Esses indivíduos não estavam apenas cegos em relação aos tesouros escondidos da floresta tropical, mas também aos perigos ao nosso redor, observou a irmã Craven, como uma rã venenosa ou uma víbora.

A irmã Craven e seu marido logo compararam sua experiência ao evangelho. “Como seria trilhar o caminho da vida sem a orientação dos profetas vivos, das escrituras e da revelação pessoal? O que deixaríamos de ver que abençoaria e embelezaria nossa experiência terrena? Quais perigos não saberíamos evitar?”

Seguir os conselhos, advertências e convites de nossos profetas vivos ajudará as pessoas a se levantarem e permanecerem firmes em qualquer circunstância, testificou ela.

Irmã Rebecca L. Craven, segunda conselheira na presidência geral das Moças, discursa para estudantes reunidos no Assembly Hall na Praça do Templo em Salt Lake City, na terça-feira, 29 de novembro de 2022.
Irmã Rebecca L. Craven, segunda conselheira na presidência geral das Moças, discursa para estudantes reunidos no Assembly Hall na Praça do Templo em Salt Lake City, na terça-feira, 29 de novembro de 2022. | Laryssa Gasparini, Ensign College

‘Último a sair’

Quando o marido da irmã Craven era criança, ele e seus irmãos adoravam brincar nos grandes fardos de feno empilhados no celeiro de seu avô. Infelizmente, chegar ao celeiro exigia que os meninos passassem pelo curral de Billy, um touro gigantesco e premiado, que acordava, bufava, berrava e batia com as patas no chão sempre que alguém passava.

O avô dizia às crianças: “Ah, não se preocupem com Billy; ele se mostra, mas não age.” Em pouco tempo, ele retornava para seu canto e voltava a dormir.

“Será que às vezes somos como Billy?” perguntou a irmã Craven. “Recebemos um novo chamado, ouvimos um excelente discurso em uma reunião, lemos algo inspirador ou recebemos uma inspiração significativa. Despertamos de nosso sono. Ficamos motivados e entusiasmados com todos os tipos de boas intenções e, depois de um dia ou dois, retornamos para nosso canto, deitamos e voltamos a dormir.”

Poucos dias antes de seu sogro, Rulon Craven, sucumbir a um tipo de leucemia, seu dedicado bispo, Jerry Cook, foi à sua casa. O bispo Cook também estava lutando contra o câncer, mas seus conselheiros empurraram sua cadeira de rodas por uma ladeira íngreme até a casa de Rulen.

“Foi uma jornada difícil naquela tarde fria de janeiro, mas vestido com seu terno e gravata, o bispo Cook estava determinado a ministrar uma última vez a um amado membro de seu rebanho”, disse a irmã Craven.

O bispo Cook foi um “exemplo divino de uma vida consagrada”, disse ela. Durante o tempo em que o bispo Cook viveu após a visita, “ele perseverou lindamente. Prometo que o Senhor nos sustentará quando decidirmos permanecer, elevar e amar as pessoas ao nosso redor.”

As pessoas não devem correr mais rápido do que podem, disse a irmã Craven: “No entanto, aplicar os princípios simples exemplificados pelos sacerdotes que carregaram a arca ― primeiro a entrar, permanecer firme e último a sair ― pode ajudar em nosso empenho de prestarmos contas a nosso amoroso Pai, ao honrarmos nossos convênios, nossas convicções e nossos compromissos. Eu os convido a refletirem sobre como esses princípios podem abençoá-los em seus estudos, empregos e relacionamentos”.

O exemplo de Jesus Cristo de ‘Primeiro a entrar. Permanecer firme. Último a sair.’

Quando o Pai Celestial apresentou o plano de salvação no Grande Conselho dos Céus e perguntou, “A quem enviarei?” O Salvador respondeu: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8, Moisés 4:2). 

A irmã Craven disse: “Ele foi o primeiro a entrar.”

Em preparação para Seu ministério, o Salvador jejuou por 40 dias. Satanás apresentou-Lhe tentações, mas Jesus Cristo resistiu corajosamente, dizendo: “Vai-te, Satanás” (Mateus 4:10).

“Cristo permaneceu firme”, disse a irmã Craven.

Durante Seu sofrimento no Jardim do Getsêmani ou na cruz, Jesus poderia ter interrompido Sua dor agonizante. “No entanto, por causa de Seu amor por Deus e por cada um de nós, e devido aos compromissos assumidos, Ele terminou o que havia começado. Ele foi até o fim. ‘Está consumado’, foram Suas últimas palavras mortais.”

Jesus Cristo não partiu até que Sua obra estivesse completa, disse a irmã Craven. “Que bênção é sermos guiados por Ele. Confiarmos Nele. Segui-Lo como Seus verdadeiros discípulos: dispostos a comparecermos, realizarmos o trabalho e apagarmos as luzes ao sairmos.”

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