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Um cobertor de cada vez: Desejo de ajudar crianças refugiadas se torna iniciativa global

Julie Farr with her two daughters, Lindsay Farr Harper and Alexis Farr Silva, collecting blankets in the summer of 2021 for their non-profit organization, Hearts Tied Together. Crédito: Julie Farr
Julie Farr posted her blanket project on JustServe.org and received more than double the amount she had hoped for in return. The blankets were sent to Armenia in the summer of 2021. Crédito: Julie Farr
Julie Farr had the seeds of service planted in her heart when she was a missionary in Bangkok. Thailand in the early 1980s. Crédito: Julie Farr
Dennis Farr has hauled hundreds of. blankets in and out of trucks and up and down stairs ever since the Hearts Tied Together non-profit began in 2016. Crédito: Julie Farr
Personal cards and notes are attached to each fleece blanket, to "tie" the donor to the recipient, and the recipient to the donor for the Hearts Tied Together project. Dec. 2021. Crédito: Julie Farr
A Hearts Tied Together donor tag pinned to a blanket for a refugee child carries the handwritten note of the donor, who is also a young child. Crédito: Julie Farr

Julie Farr certa vez perguntou a si mesma: “O que uma pessoa pode fazer?” A resposta a essa pergunta resultou em mais de 5 mil cobertores enviados a pessoas ao redor do mundo. 

Farr estabeleceu a organização Hearts Tied Together [Corações Atados] em 2016, com a esperança de dar um cobertor de poliéster com nós nas pontas, e um caloroso cartão de boas-vindas, a crianças refugiadas que estavam se estabelecendo em Utah. Agora, a Hearts Tied Together se tornou uma organização de caridade sem fins lucrativos que arrecada cobertores para pessoas e grupos de todas as idades que estejam passando por necessidades.

Os cobertores vêm com um cartão ou bilhete escrito à mão para “atar” o coração dos doadores ao dos recebedores, e vice-versa.

Cartões e bilhetes escritos à mão são fixados a cada cobertor de poliéster, para “atar” o coração do doador ao do recebedor, e vice-versa, para o projeto da organização Hearts Tied Together. Dezembro de 2021.
Cartões e bilhetes escritos à mão são fixados a cada cobertor de poliéster, para “atar” o coração do doador ao do recebedor, e vice-versa, para o projeto da organização Hearts Tied Together. Dezembro de 2021. | Crédito: Julie Farr

“Temos algumas fotos de cartões de doadores que nos fizeram sorrir e que nos trouxeram lágrimas. Temos fotos de cobertores que nos fizeram dizer: Uau! Reconhecemos que, sem a ajuda de milhares de doadores, não teríamos conseguido estabelecer esta organização”, disse Farr.

A irmã Reyna I. Aburto, segunda conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, destacou recentemente o projeto de serviço de Farr em suas contas de mídia social.
A irmã Aburto compartilhou uma foto de um dos cartões de um doador no Facebook e no Instagram, e escreveu o seguinte: “Embora eles nunca se encontrem pessoalmente, adoro o fato de que estas mensagens ajudam os que servem e os que recebem a se sentirem mais próximos uns dos outros. Estas irmãs são apenas um exemplo de como podemos elevar e servir aos outros — seja ao redor do mundo ou em nossas próprias comunidades.”

A irmã Aburto pediu então que as pessoas compartilhassem quaisquer projetos de serviço dos quais haviam participado recentemente. Farr conversou com Church News sobre como seu projeto de serviço cresceu.

“A organização foi iniciada com a crença de que estamos todos atados como filhos de Deus, e que uma pessoa pode fazer a diferença na vida da outra”, disse Farr, que é membro da Ala Pleasant View 3, na Estaca Pleasant View Utah.

As sementes do serviço

Julie Farr teve as sementes do serviço plantadas em seu coração quando serviu como missionária em Bangkok, Tailândia, no início da década de 1980. Esta foto foi tirada em junho de 1981.
Julie Farr teve as sementes do serviço plantadas em seu coração quando serviu como missionária em Bangkok, Tailândia, no início da década de 1980. Esta foto foi tirada em junho de 1981. | Crédito: Julie Farr

Farr serviu na Missão Bangkok Tailândia, no início dos anos 80, e foi designada para ensinar entre os refugiados do sudeste asiático no Campo de Refugiados Phanat Nikhom, como parte da “Welfare Services Unit for Refugees” [Unidade de Serviços de Bem-Estar para Refugiados] na Tailândia. Essa experiência plantou as sementes do serviço e do amor pelos refugiados em seu coração. E isso a levou a fazer a pergunta: “O que uma pessoa pode fazer?”, durante a crise dos refugiados de 2015 a 2016.

Farr ouviu dois discursos na conferência geral de abril de 2016. O primeiro foi proferido pela irmã Linda K. Burton, “Era Estrangeiro”, e o segundo por Élder Patrick Kearon, “Abrigar-se da Tempestade”. Depois, Presidente Dieter F. Uchtdorf, na época segundo conselheiro na Primeira Presidência, se emocionou ao falar sobre sua própria experiência como refugiado, e Farr sabia que precisava agir de acordo com as impressões que havia recebido.

Naquela mesma noite, ela teve a ideia de criar uma organização e dar a ela o nome de “Hearts Tied Together”. Farr e sua família configuraram o site e outros recursos necessários para divulgar o projeto. Em seguida, eles começaram a arrecadar cobertores para distribuí-los onde fosse necessário. 

Estudantes, grupos da Igreja, conferências de jovens, escoteiros, famílias, grupos comunitários e cívicos e muitos outros ataram nós em cobertores de poliéster que foram doados à organização Hearts Tied Together nos últimos cinco anos. A organização também aceita cobertores novos de qualquer tipo. 

“Cada cobertor é doado com amor, e posso sentir isso ao recebê-los”, disse Farr.

Intervenção divina

Em 2016, a organização Hearts Tied Together respondeu a um pedido para ajudar armênios da Igreja Apostólica Armênia de Salt Lake City. Isso iniciou sua parceria e, nos últimos cinco anos, 3.197 cobertores foram enviados à Armênia. 

No verão passado, Farr postou um projeto no ServirAgora.org para arrecadar mais cobertores para pessoas na Armênia. Ela esperava arrecadar 500 — e acabou recebendo 1.379 cobertores, mais do que o dobro da quantia. Esses cobertores foram doados a refugiados, recém-nascidos, um orfanato, uma ala hospitalar pediátrica e um abrigo para mulheres e crianças maltratadas na Armênia. 

Julie Farr postou seu projeto de arrecadar cobertores no ServirAgora.org, e recebeu mais do que o dobro da quantia que esperava. Os cobertores foram enviados à Armênia no verão de 2021.
Julie Farr postou seu projeto de arrecadar cobertores no ServirAgora.org, e recebeu mais do que o dobro da quantia que esperava. Os cobertores foram enviados à Armênia no verão de 2021. | Crédito: Julie Farr

Arrecadar, catalogar e depois enviar todos esses cobertores de uma só vez foi uma tarefa e tanto para Farr e sua família. A organização é composta principalmente por Julie Farr, seu marido, Dennis Farr, e suas filhas, Lindsay Farr Harper e Alexis Farr Silva. Eles dizem que sabem que a intervenção divina ajudou a fazer com que o envio dos cobertores fosse possível.

“Não poderíamos ter realizado este grande projeto em tão pouco tempo sem a ajuda de amigos e familiares em todo o estado de Utah, os quais atuaram como pontos de arrecadação em St. George, Cedar City, Springville, Provo, Salt Lake City, Bountiful e Ogden. Vivenciamos uma história de milagres ao transportarmos os cobertores de St. George a Salt Lake City, chegando ao local de envio quase em cima da hora. Foi uma resposta a orações”, disse Farr.

Um cobertor de cada vez

Nos Estados Unidos, os cobertores da Hearts Tied Together foram doados às seguintes organizações e instituições: Catholic Community ServicesInternational Rescue CommitteeUtah Refugee ConnectionYour Community ConnectionFamily PromiseYouth FuturesLantern House, departamentos de polícia, NPHY (para jovens de rua em Las Vegas), Curt’s Cuddles, e Christmas Box House

Desde o início, Farr quis que todos os cobertores fossem catalogados. Ela manteve registro do nome do doador ou do grupo, do tamanho do cobertor e de quaisquer mensagens especiais. E ela disse que algumas das mensagens foram a melhor parte disso.

O marido de Julie Farr, Dennis, já colocou e retirou centenas de cobertores dentro e fora de caminhonetes, além de subir e descer escadas com eles, desde que a organização sem fins lucrativos, Hearts Tied Together, foi estabelecida em 2016.
O marido de Julie Farr, Dennis, já colocou e retirou centenas de cobertores dentro e fora de caminhonetes, além de subir e descer escadas com eles, desde que a organização sem fins lucrativos, Hearts Tied Together, foi estabelecida em 2016. | Crédito: Julie Farr

Cada doador é incentivado a fazer o download de um cartão de doação do site Hearts Tied Together e, em seguida, escrever uma mensagem pessoal para fixar a seu cobertor. Farr disse que muitas dessas mensagens têm sido ternas e profundas. Quando os cobertores são doados sem um cartão, os membros da família Farr escrevem sua própria mensagem. As crianças mais novas às vezes fazem um desenho para o destinatário.

“Muitas vezes, lembro-me de minha pergunta inicial: ‘O que uma pessoa pode fazer?’”, disse Farr. “Agora, esta é a minha resposta para cada indivíduo que contribuiu para este projeto: ‘Cada pessoa pode e fez a diferença — com um cobertor de cada vez. Obrigada.’”

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