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Respostas a oito perguntas feitas a Presidente Oaks e Presidente Eyring sobre revelação nos conselhos

President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, speaks during an interview in Salt Lake City on Wednesday June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, speaks during an interview in Salt Lake City on Wednesday June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, speaks during an interview in Salt Lake City on Wednesday June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, walk to their offices in Salt Lake City on Wednesday June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, walk to their offices in Salt Lake City on Wednesday June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, speak during an interview in Salt Lake City on Wednesday June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, speak during an interview in Salt Lake City on Wednesday June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
Presidente Russell M. Nelson, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e seus conselheiros, Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, e Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
Presidente Russell M. Nelson, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e seus conselheiros, Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, e Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Russell M. Nelson, of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, and his counselors, President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, attend their weekly First Presidency meeting at the Church Administration Building in Salt Lake City on Wednesday, June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Russell M. Nelson, of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, walks into weekly First Presidency meeting at the Church Administration Building in Salt Lake City on Wednesday, June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News
Presidente Russell M. Nelson e seus conselheiros, Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro, e Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro, participam de uma reunião da Primeira Presidência, realizada diariamente de terça a sexta-feira no Edifíc Crédito: Jeffrey D. Allred, Church News
President Russell M. Nelson, of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, and his counselors, President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, attend their weekly First Presidency meeting at the Church Administration Building in Salt Lake City on Wednesday, June 16, 2021. Jeffrey D. Allred, Deseret News
President Russell M. Nelson, of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, and his counselors, President Dallin H. Oaks, first counselor in the First Presidency, and President Henry B. Eyring, second counselor in the First Presidency, attend their weekly First Presidency meeting at the Church Administration Building in Salt Lake City on Wednesday, June 16, 2021. Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News

No ano passado, o Church News publicou uma série intitulada “Dentro da Sede da Igreja”. “Os artigos, podcasts e vídeos da série destacam o sistema de conselhos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, incluindo o Conselho da Primeira Presidência, o Conselho do Quórum dos Doze Apóstolos e os conselhos executivos que supervisionam o trabalho do templo e história da família, da obra missionária, e do sacerdócio e família. A série também analisou como a revelação nos conselhos pode ser aplicada em estacas, alas e famílias. 

Abaixo encontra-se a transcrição de uma entrevista com Presidente Dallin H. Oaks e Presidente Henry B. Eyring sobre o que eles aprenderam a respeito da revelação nos conselhos.

1. Por que a Igreja de Jesus Cristo é governada por conselhos?

President Oaks: Permitam-me começar dizendo que, quando o Profeta Joseph Smith foi chamado, ele ensinou ao mundo e a todos nós, pela primeira vez, que o primeiro princípio sobre o plano de salvação é o fato de que ele foi apresentado por nosso Pai Celestial em um grande conselho no céu. Portanto, como santos dos últimos dias, começamos com conselhos no plano de salvação.

2. Qual é a força dos conselhos?

President Eyring: A força dos conselhos vem, em grande parte, da fé das pessoas que participam dessas reuniões. Se elas, em conjunto, sentem que há algo que o Senhor quer que seja feito, mas ainda não sabem o que é, há uma chance de que, unidas em sua fé, elas poderão descobrir a vontade do Senhor. Mas não se trata realmente de uma tomada de decisão. Os participantes formam um grupo revelador quando os conselhos funcionam da maneira que devem funcionar. 

O homem que está sentado ao meu lado é um grande exemplo disso. Cada vez que uma questão é apresentada à Primeira Presidência, é divertido vê-lo [Presidente Oaks] abordar o assunto de maneira um pouco diferente da minha. E após conversarmos por um tempo, sempre chegamos à mesma conclusão.

President Oaks: Exatamente. Essa é uma explicação maravilhosa de como um conselho funciona. Se tivermos a liberdade de falar o que está em nossa mente —

President Eyring: E se as outras pessoas estiverem ouvindo, com a atitude de que: “Ele pode realmente ter recebido algo do Senhor que ainda não recebi”, ou “Oh, talvez haja uma maneira de combinarmos as duas sugestões” —

President Oaks: Então o processo resulta em união, o que é algo que vem do Senhor. Esta é a maneira pela qual o Senhor nos abençoa. Quer seja no relacionamento entre marido e mulher, ou em uma presidência das Moças ou do quórum de élderes, todos esses são exemplos de conselhos com os quais lidamos. Buscamos a revelação, alcançamos a união e nos qualificamos para as bênçãos.

President Eyring: Sim. A propósito, sempre alcançamos a união, mesmo com diferentes experiências de vida. Quando levamos um assunto em consideração, sei que ele foi juiz e excelente advogado, e verá algumas coisas que eu não posso enxergar.  E é interessante que ele geralmente diz após uma reunião: “Bem, abordamos o assunto de maneira diferente, e saímos unidos no final.” 

President Oaks: Isso é verdade. Essa é uma boa descrição de como um conselho funciona. Ele vê problemas e fatos relevantes que eu nem sabia que existiam. E então, aplico meu discernimento e minha experiência, e quando terminamos, ouvimos a vontade do Senhor por meio daquele que preside no conselho. Essa é uma parte essencial de um conselho. 

Aliás, nem todo conselho é um conselho de tomada de decisão. A Primeira Presidência é um conselho de tomada de decisão. Mas alguns conselhos funcionam como conselhos de discussão. Após o processo que o Presidente Eyring descreveu, a decisão não é necessariamente tomada nesse conselho, como que por votação. Às vezes, o propósito do conselho é informar o grupo que preside, como um bispado em um conselho de ala. E eles talvez sejam unos de coração e mente e anunciem a decisão no conselho. Mas é perfeitamente apropriado e esperado que eles digam: “Vamos levar isso em consideração.” 

3. O que torna os conselhos na Igreja diferentes dos conselhos em ambientes seculares? Qual é a diferença entre consenso e concessão?

President Eyring: Na Igreja, os conselhos se tratam de revelação. Chegar a um consenso não significa que eu simplesmente tenha que concordar com ele. Deve ser porque já o escutei o suficiente para dizer: “Ah!” Pode não ser a opinião que ele ou eu tínhamos no início — pode ser algo que percebemos em conjunto.

President Oaks: E realmente, a revelação é o objetivo final do conselho, seja revelação no conselho, revelação aos participantes, ou revelação aos líderes presidentes. E é verdade que nossos conselhos funcionam melhor com o consenso do que com a concessão. 

A concessão sugere que eu tenho uma posição, que ele tem uma posição. Nós negociamos. Cada um de nós abre mão de algo. Por outro lado, a próxima etapa, e um passo melhor, é o consenso. Procuramos uma maneira de chegar a um acordo sobre o assunto. Não nos vemos abrindo mão de nada. Concordamos com uma solução melhor do que aquela com a qual havíamos chegado ao conselho.

Talvez tenhamos chegado a um consenso, mas o Senhor, por meio de Seus servos, tenha algo mais em mente. Pode ser que este não seja o momento para tomarmos uma decisão, ou precisamos de mais tempo para considerá-la, ou qualquer outro motivo. Portanto, podemos considerar isto em três níveis.

Presidente Russell M. Nelson, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e seus conselheiros, Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, e Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, participam de sua reunião semanal da Primeira Presidência no Edifício Administrativo da Igreja em Salt Lake City, na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021.
Presidente Russell M. Nelson, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e seus conselheiros, Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, e Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, participam de sua reunião semanal da Primeira Presidência no Edifício Administrativo da Igreja em Salt Lake City, na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021. | Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News

President Eyring: A propósito, o que você está dizendo é que, qualquer que seja o nível, geralmente há alguém que toma uma decisão. Eu já ouvi o líder dizer: “Tenho o sentimento de que há alguém na sala que ainda não tomou uma decisão. Abordaremos este assunto novamente em uma outra ocasião.” E isso é interessante. Eu já vi isso acontecer mais de uma vez. 

President Oaks: Esse é um caso no qual o líder presidente recebeu revelação, a qual prevaleceu sobre o consenso aparente.  

President Eyring: Sim, parecia que havíamos chegado a um consenso. De fato, a primeira vez que estive em uma reunião na qual o Quórum dos Doze Apóstolos estava reunido, fui apenas um observador. Pensei que eles haviam chegado, após muitas diferenças de opinião, a um consenso. E o Presidente da Igreja, que estava sentado em sua cadeira, disse: “Sinto que há alguém na sala que ainda não tomou uma decisão. Abordaremos o assunto novamente em uma outra ocasião.” À medida que todos saiam da sala, um dos irmãos, membro dos Doze, disse: “Obrigado,” Então, ele havia sentido isso. 

Aliás, esse é um padrão muito alto. O ideal seria que houvesse consenso suficiente para que as decisões fossem tomadas pelo grupo, no sentido de que o Profeta pudesse sentir que as pessoas não alcançaram um consenso apenas para se relacionarem bem, mas que elas realmente chegaram a mesma conclusão.

President Oaks: Aqui está outro exemplo sobre o mesmo princípio. Isto é algo que vivenciei quando estava aprendendo a participar de um conselho. Eu ainda tinha meus 20 e tantos anos. Eu havia sido chamado como o segundo conselheiro na presidência da Estaca Chicago Sul. Em uma das primeiras reuniões, o presidente da estaca disse: “Precisamos construir uma sede da estaca.” Tínhamos 12 ou 13 unidades em nossa estaca e apenas duas delas tinham lugares para se reunirem. E ele disse: “Precisamos construir uma sede da estaca que possa acomodar várias alas.” Isso simplesmente faz parte das atividades de uma estaca. Esta era uma grande estaca que abrangia mais de 160 km em uma direção e 130 km na outra. Então a primeira pergunta foi: “Onde iremos construí-la?” E ele disse: “Acho que a sede de nossa estaca deve ser construída em Naperville. O que vocês acham?” O primeiro conselheiro disse que achava que era uma boa ideia. E eu disse: “Creio que é uma má ideia.” 

Portanto, passamos um pouco mais de tempo discutindo o assunto. Eu achava que tinha boas razões para que isso fosse considerado uma má ideia. Em seguida, o presidente da estaca disse sabiamente: “Vamos orar sobre isso e retomar o assunto em nossa próxima reunião.” E então, fui para casa. Eu tinha concordado em orar sobre isso, então o fiz, quase que mecanicamente. E no instante em que apresentei esse assunto ao Senhor, tive a impressão mais forte que já havia recebido: “Você está errado. Saia do caminho.” 

Em nossa próxima reunião semanal, indiquei que estava de acordo. O conselho havia servido seu propósito. Agora, o objetivo do conselho foi introduzir um assunto e me estimular a orar. E com o benefício da revelação, eu concordei. Havíamos alcançado o que o Senhor queria — a união.  E a sede da estaca foi construída. E sim, ela pode ser encontrada nos subúrbios ao oeste de Chicago. Não é onde pensei que deveria estar localizada, mas é onde o Senhor queria que estivesse.

President Eyring: Sua contribuição por meio da revelação foi poder ouvir a resposta: “Você está errado.” 

President Oaks: Sim, e ela foi muito clara. Vejam que isso é o resultado de uma discussão em um conselho. Os conselhos nem sempre produzem consenso ou revelação imediata. Mas eles fazem a obra seguir adiante. 

President Eyring: Na verdade, um bom líder de um conselho é muito sensível a isso, não para tentar forçar a unanimidade ou o consenso, mas para esperar até que realmente aconteça.

President Oaks: Ao refletir sobre essa experiência, sempre fui grato pelo presidente da estaca não ter dito: “Bem, creio que o Senhor me disse que a sede da estaca deveria ser construída em Naperville, tenho o seu apoio?” Eu teria dito: “Sim.” Eu o teria apoiado. Mas o processo não estaria completo.

Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, fala durante uma entrevista em Salt Lake City na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021.
Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, fala durante uma entrevista em Salt Lake City na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021. | Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News

4. Por que é importante que a voz de cada membro de um conselho seja ouvida?

President Oaks: Em algum lugar, eu ouvi o princípio: “na abundância de conselhos, há sabedoria.” Às vezes, temos as pessoas que, juntas, podem produzir o resultado de um conselho. E, às vezes, apenas temos que introduzir o assunto. Então isso se torna um motivo para buscarmos as opiniões e as percepções de muitas outras pessoas.

President Eyring: Obviamente, uma das vantagens de termos mais pessoas é que, se todas obtiverem a mesma revelação, elas darão mais apoio à decisão final. Portanto, esta é uma das razões pelas quais um bom líder de um conselho espera, porque se as pessoas puderem chegar a um consenso real e inspirado, então elas serão muito mais solidárias no momento da ação. Mas, se levarmos isso ao extremo, e dissermos: “Bem, então, quanto mais pessoas, melhor”, será inútil, porque levará muito tempo. Geralmente, leva tempo para as pessoas receberem revelação. 

Na verdade, muitas vezes fazemos referência ao conselho no céu. Vocês se lembram do resultado? O Pai Celestial apresentou Seu plano. E, de fato, além de não chegarem a um consenso, um terço dos participantes se retiraram. Não creio que o propósito do conselho no céu foi obter consenso. Foi dar às pessoas a oportunidade de saberem que elas podiam escolher. Mas isso é algo diferente. O Pai Celestial não realizou esse conselho para obter opiniões. Ele queria dar às pessoas a oportunidade de dizerem “eu aceito” ou “eu não aceito”; 

President Oaks: Relacionado a esta pergunta, se encontra algo que tenho observado com admiração e desejo de maior compreensão. O Senhor organizou Sua Igreja de uma maneira específica, e essa maneira dá origem aos conselhos, cuja composição Ele prescreveu. Mas é a Sua maneira, e nós nos sujeitamos à Sua maneira, e nem sempre entendemos as razões para isso. Uma das coisas interessantes é que, no topo da hierarquia da Igreja, temos um conselho formado por três pessoas. E no próximo nível, temos um conselho formado por doze indivíduos. E então, prosseguimos para outras organizações na Igreja – como um bispado, que é formado por três pessoas – e posso ver a sabedoria nisso. Mas não nos foi dado o motivo, apenas recebemos o padrão.

President Eyring: É bom dizermos: “Ainda não sabemos todas as razões pelas quais o Senhor faz isso da maneira que faz.”

5. O que vocês aprenderam com a liderança de Presidente Russell M. Nelson ao servirem com ele no Quórum dos Doze Apóstolos e agora na Primeira Presidência?

President Oaks: Estive sentado ao lado do Presidente Nelson por quase 34 anos, antes de seu chamado como Presidente da Igreja, e de meu chamado para servir na Primeira Presidência. No Quórum do Doze, o Presidente Nelson era um membro do Conselho dos Doze Apóstolos. Ele não tinha o poder de tomar decisões.  E o que aprendi ao servir com Presidente Nelson é que ele é um homem diferente quando o manto do Senhor está sobre ele. Isso faz com que ele se torne o Profeta do Senhor, o Presidente da Igreja restaurada e a pessoa que tem a última palavra a respeito das decisões a serem tomadas na Igreja. Eu observo que ele toma decisões e oferece conselhos de um modo muito diferente do que vi durante os 34 anos em que estive sentado ao seu lado no Quórum dos Doze.

Presidente Russell M. Nelson, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, chega à reunião semanal da Primeira Presidência no Edifício Administrativo da Igreja em Salt Lake City, na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021.
Presidente Russell M. Nelson, de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, chega à reunião semanal da Primeira Presidência no Edifício Administrativo da Igreja em Salt Lake City, na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021. | Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News

President Eyring: Posso dizer que servi em três Primeiras Presidências, e que cada presidente agiu de maneira diferente. Mas o que todos eles tiveram em comum foi um sentimento de grande consideração por seus conselheiros e a maneira como buscavam saber quais eram suas opiniões.” Presenciei isso com todos eles. Homens muito diferentes, com estilos completamente diferentes. Alguns deles nos deram tarefas específicas e outros, não. O que eles tinham em comum era um grande respeito por nossos conselhos. Não que eu acredite que eles precisassem disso. Nunca tive o sentimento de que fizemos muita diferença, mas eles são muito bons nisso. O Presidente Nelson é simplesmente incrível nesta categoria.  Quando eu permanecia calado, eles diziam: “Hal, você tem algo em sua mente. O que é? Diga.” Todos eles faziam isso.

6. Quais outras qualidades de liderança podem ajudar os conselhos a trabalharem bem? O que a pessoa que preside pode fazer para ajudar o conselho a funcionar bem?

President Oaks: Bem, uma coisa é o respeito pelos membros do conselho. O Presidente Eyring descreveu isso muito bem. Outra coisa é uma compreensão dos princípios dos conselhos, porque um princípio de um conselho é que todos devem ter a oportunidade de serem ouvidos. Agora, as pessoas devem estar atentas a isso, especialmente em um conselho com um número maior de participantes. A melhor parte da sabedoria é abster-se de dar sua opinião sobre cada pequeno detalhe e reservar tempo para aquilo que realmente contribuirá para o resultado e para a revelação que buscamos. Entre os membros do conselho, o respeito pelo tempo, e com relação ao líder presidente, a consideração e o respeito pelos indivíduos que estão presentes — essas coisas são importantes.

President Eyring: E então, é claro, já o dissemos tantas vezes, o conselho só funciona se eles escutarem uns aos outros, com a expectativa de que eles possam aprender algo. Isso se aplica ao líder e a cada membro do conselho. Escutem e estejam abertos à possibilidade de que, por meio da experiência e do ponto de vista de outra pessoa, o Senhor pode revelar Sua obra mais claramente a vocês. Aliás, é difícil alcançarmos uma verdadeira unanimidade porque isso leva tempo. 

Creio que outro ponto é que devemos levar, perante o conselho, os assuntos que podem ser tratados durante a reunião. Se for um assunto muito complicado, uma longa lista, ou uma ata com 30 questões a serem discutidas, não conseguiremos realizar muitas coisas. Devemos incluir apenas o suficiente na ata para que todos tenham a oportunidade de compartilhar seus sentimentos e obter revelação. Portanto, a ata faz uma grande diferença.

President Oaks:  Presidente Eyring levantou um ponto muito importante. “Tenho pensado muitas vezes que, a eficácia do conselho depende, em grande parte, do presidente ao preparar a ata de maneira sensata e segui-la. 

President Eyring: Já servi em quatro sumos conselhos em minha vida e, às vezes, por volta das 23 horas, eu me perguntava: “Será que tínhamos que falar sobre tantas coisas? 

President Oaks: Às vezes, fiz essa mesma observação no conselho — estou falando agora da presidência da estaca e do sumo conselho — algumas vezes fiz essa observação ao dizer: “Já são 23h e, de acordo com a minha experiência, o Espírito do Senhor se retira por volta das 22h. Não seria bom adiarmos esse assunto?”

President Eyring: A ata faz muita diferença, assim como a habilidade do líder de permitir que as pessoas falem e depois manter o assunto por tempo suficiente para obter o verdadeiro consenso, o que é a revelação conjunta.

Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, fala durante uma entrevista em Salt Lake City na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021.
Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, fala durante uma entrevista em Salt Lake City na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021. | Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News

7. Este padrão de aconselhamento que rege todas as coisas na sede da Igreja também pode abençoar e fortalecer as famílias. Vocês poderiam falar sobre a força do aconselhamento nas famílias?

President Oaks: O princípio de aconselhamento em nenhum lugar é mais importante do que no relacionamento entre marido e mulher, e em seu relacionamento como pais com seus filhos, ou com qualquer outro parente ou pessoa que possa estar vivendo com eles. Os princípios dos quais falamos sobre a busca de revelação, sobre administrar a ata para que ela seja razoável e procurar ouvir todos os participantes, definindo claramente o tópico da discussão cuja responsabilidade é de quem preside, todos eles se aplicam com o mesmo nível de importância na família e em qualquer organização da Igreja.

President Eyring: Adoro esta pergunta porque, sejamos francos, um conselho familiar depende da idade das crianças. No que diz respeito à família, existem verdadeiras limitações sobre o quanto se pode alcançar no contexto deste ideal do qual estamos falando. Mas ouçam as pessoas, ouçam uns aos outros e se respeitem mutuamente. Isso se aplica ao marido e à mulher: eles ouvem um ao outro e têm fé? Por fim, a decisão tem que ser tomada e as crianças podem não estar de acordo com o que foi decidido. Acho que um conselho familiar é um verdadeiro desafio para se alcançar o que estamos falando, particularmente em uma situação como esta: “Tenho três adolescentes e duas crianças pequenas, e agora teremos uma discussão que resultará em uma revelação em conjunto.” Isso apresenta um certo desafio.

President Oaks: O mandamento de honrar pai e mãe é importante para os conselhos de família. E devemos lembrar que vários conselhos familiares têm que ser realizados por uma viúva, um viúvo, ou uma pessoa divorciada. Todos esses conselhos exigem modificações, e honrar os pais é uma parte muito importante disso.

Leia mais: 8 princípios que ajudam a tornar nossos conselhos de estaca, ala ou família mais eficazes

President Eyring: Acredito que o ideal do aconselhamento é aplicável à família. Pode ser difícil implementá-lo, mas devemos tentar. Tentem ter o espírito de um conselho o tanto quanto puderem. A ideia de sentar com seus adolescentes e dizer: “Agora teremos um conselho” — creio que é melhor quando o conselho simplesmente acontece, em vez de dizermos: “A propósito, convoquei uma reunião.”

President Oaks: Os melhores conselhos que tive com meus filhos adolescentes foram realizados ao redor da mesa de jantar. Tínhamos uma regra de que todos estariam presentes para o jantar e quaisquer exceções tinham que ser aprovadas pelos pais. Nunca tivemos a televisão ou o rádio ligados. Hoje em dia, não teríamos telefones celulares ligados. Era um momento no qual a família se reunia para algo agradável. Não tivemos a mesma formalidade que podemos ter em outro tipo de conselho, mas realizamos mais coisas durante o jantar do que em um conselho formal.

President Eyring: Na verdade, nossos jantares eram muito interessantes. Havia uma livre troca de ideias em minha família, ao ponto que, quando fui chamado para servir no Bispado Presidente como conselheiro do Bispo [Robert D.] Hales, ele disse: “Onde você aprendeu a falar sobre as coisas com tanta eloquência? Eu respondi: “Foi ao redor da mesa de jantar em casa.” Mas, de fato, a mesa da família é onde descobriremos o quanto realmente podemos trabalhar juntos e nos aconselharmos. 

8. Qual é o papel do Salvador nos conselhos?

President Eyring: O ideal é que o Senhor esteja dirigindo cada conselho. Esse é o pensamento que gostaríamos de ter no conselho. Esperamos que o líder sinta isso, e que cada membro do conselho diga: “Se esta é uma questão importante, este é Seu conselho, e vamos descobrir qual é Sua visão.”  Isso é um pouco idealista, mas acredito que seja a verdadeira resposta à sua pergunta.

President Oaks: Esse é um grande princípio. Não temos nenhum ensinamento bíblico, que eu me lembre, que seja diretamente aplicável ao aconselhamento em conjunto. O que mais sabemos sobre o Salvador é o fato de que Ele ensinou. Por exemplo, no Livro de Mórmon, fica bastante claro em 3 Néfi que há certas coisas que Ele ensinou àqueles que foram chamados para os Doze. Em seguida, Ele se voltou para a multidão e os ensinou. Isso demonstra, de certa forma, os princípios do aconselhamento. Ele não disse a todos o que escolheu dizer àqueles que haviam sido chamados para uma determinada posição.

President Eyring: E permitam-me apenas mencionar um outro ponto. Eu realmente acho que Ele tem uma opinião sobre tudo. Lembrem-se de que o Salvador disse a Samuel que “anotasse”. Isto mostra um pequeno detalhe, o qual Samuel registrou. Ele tinha uma visão. Costumo pensar que Ele provavelmente é assim a respeito de tudo. 

President Oaks: Creio que há outro exemplo disso no Livro de Mórmon. Em várias passagens, Ele diz que nos dará mais conhecimento quando tivermos aceitado o que Ele já nos ensinou. Há mais coisas que não sabemos. E portanto, Ele tem uma opinião a respeito de quando estaremos prontos para o conhecimento adicional que Ele deseja nos dar. 

Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, à direita, e Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, caminham em direção a seus escritórios em Salt Lake City na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021.
Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, à direita, e Presidente Henry B. Eyring, segundo conselheiro na Primeira Presidência, caminham em direção a seus escritórios em Salt Lake City na quarta-feira, dia 16 de junho de 2021. | Crédito: Jeffrey D. Allred, Deseret News

President Eyring: Creio que o meu ideal de um conselho é dizer: “Vamos fazer o que for preciso para descobrirmos a vontade do Senhor.” Acredito que Ele tem opiniões sobre tudo. E creio que o que estamos tentando fazer é descobrir o que Ele gostaria que fosse feito.

President Oaks: Além disso, Ele tem conhecimento de tudo e do futuro, portanto, estamos procurando nos encaixar nesse plano. Presidente Nelson tem falado com frequência sobre o caminho do convênio. E sabemos que os filhos de Deus estão em lugares diferentes no caminho do convênio. Alguns estão completamente fora do caminho, outros estão mais avançados, ao passo que alguns estão apenas começando. Ajudar as pessoas que se encontram em diferentes partes do caminho do convênio faz parte da função dos conselhos.

President Eyring: Eu vejo as coisas dessa maneira. Outras pessoas talvez não as vejam desse modo, mas eu as vejo. Isso também faz com que eu tenha muita cautela. Durante minha época como membro dos Doze — provavelmente fui o membro júnior dos Doze por mais tempo do que qualquer outro apóstolo nesta dispensação — quando chegava a hora de tomarmos decisões, eles começavam com o membro mais novo do quórum e perguntavam: “Qual é a sua posição? E então, durante anos, eu dizia: “Oh, espero ter a resposta correta” porque, pela conversa, eu ainda não havia conseguido entender onde os membros seniores do quórum haviam chegado. Eu pensava: “Oh, abençoa-me para que eu não seja o único que não compreendeu.” 

Portanto, não é fácil. Obtermos a vontade do Senhor é um trabalho difícil. E os conselhos, quando os realizamos, são a melhor maneira que conhecemos para obtê-la.”

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