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Frente a frente com a História: As máscaras mortuárias de Joseph Smith e Hyrum Smith

Death masks of Hyrum and Joseph Smith are photographed at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
Death masks of Hyrum and Joseph Smith are photographed at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
Death masks of Hyrum and Joseph Smith are photographed at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
Death masks of Hyrum and Joseph Smith are photographed at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
Death masks of Hyrum and Joseph Smith are photographed at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
Death masks of Hyrum and Joseph Smith are photographed at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
Brielle Fawson, 14, and Savannah Carter, 12, of Grantsville, look at the death masks of Hyrum and Joseph Smith at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
The death masks of Joseph and Hyrum Smith are displayed at the Church History Museum in Salt Lake City on Thursday, June 13, 2019. Crédito: Laura Seitz, Deseret News
Máscara mortuária Dibble, de Joseph Smith Jr. Crédito: Museu da História da Igreja
Máscara mortuária Dibble, de Hyrum Smith. Crédito: Museu da História da Igreja
Máscaras mortuárias Dibble, de Joseph Smith Jr., à esquerda, e Hyrum Smith, à direita. Crédito: Museu da História da Igreja
Uma vista lateral da máscara mortuária Dibble, de Joseph Smith Jr Crédito: Museu da História da Igreja
Máscara mortuária Dibble, de Hyrum Smith. Crédito: Museu da História da Igreja
Máscara mortuária Dibble, de Joseph Smith Jr. Crédito: Museu da História da Igreja

Nota do editor: Este artigo foi originalmente publicado em inglês em 26 de junho de 2019 e traduzido agora para nossos leitores de português na celebração do 178° do martírio de Joseph e Hyrum Smith. Foram feitos pequenos ajustes ao original.

No final da manhã de 28 de junho de 1844, os corpos de Joseph Smith Jr. e de seu irmão, Hyrum, chegaram a Nauvoo, Illinois. Eles foram levados para George Cannon, pai do subsequente líder da Igreja, George Q. Cannon, e um fabricante de móveis por profissão, que também atuava como agente funerário local, pois fabricava caixões e armários. Com a ajuda de alguns outros, ele lavou os corpos e os preparou para que suas famílias os vissem dentro de apenas algumas horas.

O rosto de Hyrum, coberto de hematomas, tinha um buraco no lado esquerdo causado por uma bala de calibre .54, e com o clima quente e úmido de junho, ambos os corpos provavelmente começaram a inchar e se deteriorar, mesmo enquanto estavam sendo preparados para as máscaras mortuárias e o enterro.

Os corpos de Joseph e Hyrum foram posicionados sentados e uma moldura foi construída em torno de sua cabeça para que os moldes fossem feitos de seu rosto. Os moldes demoraram uma hora ou mais para secar antes que pudessem ser removidos sem distorcer as feições do Profeta e de seu irmão.

William Rowley, que era um estucador por profissão, mais tarde fez as máscaras a partir dos moldes. Mas primeiro, eles precisavam secar por pelo menos um dia antes que ele pudesse aplicar o gesso.

As máscaras produzidas nunca estiveram em posse da família Smith. Atualmente elas estão em exibição no Museu de História da Igreja, onde visitantes de todo o mundo podem ficar “frente a frente” com o Profeta Joseph e seu irmão Hyrum.

‘Este é o nosso Profeta’

A fabricação de máscaras mortuárias estava em prática há pelo menos várias décadas antes da época do martírio.

“Provavelmente a mais conhecida naquela época era a de Napoleão”, disse Mark Staker, curador da Divisão de Locais Históricos do Departamento de História da Igreja.

Máscara mortuária Dibble, de Joseph Smith Jr.
Máscara mortuária Dibble, de Joseph Smith Jr. | Crédito: Museu da História da Igreja

Geralmente máscaras mortuárias eram feitas para indivíduos famosos ou proeminentes. Então, fazer essas máscaras mortuárias “sugeriu uma admiração em relação a Joseph e Hyrum: Estes são homens importantes. Este é o nosso Profeta. Queremos lembrá-los.”

Muitas máscaras mortuárias não sobreviveram ao longo dos séculos. Em ambientes úmidos, o gesso não dura muito tempo. No entanto, Utah oferece um clima melhor para a sobrevivência das máscaras mortuárias que estão em posse da Igreja. “Estamos em um ambiente muito seco e, portanto, é bastante fácil mantê-las preservadas”, explicou Staker.

Como fazer uma máscara mortuária

Sam Weston, docente do Museu de História da Igreja, tem realizado uma pesquisa independente do martírio de Joseph e Hyrum Smith a mais de 10 anos. Em seus esforços para obter uma abordagem prática para vivenciar a História da Igreja, Weston pratica a confecção de máscaras mortuárias a partir de cópias das que estão no museu. Os métodos que ele usa incluem técnicas modernas, bem como aquelas que teriam sido usadas em 1844.

Ele também descobriu que fazer máscaras mortuárias requer um certo nível de habilidade para acertar. “Não é algo que você aprende imediatamente”, disse ele.

Máscara mortuária Dibble, de Hyrum Smith.
Máscara mortuária Dibble, de Hyrum Smith. | Crédito: Museu da História da Igreja

Os moldes precisam de tempo suficiente para secar, a ponto de não serem distorcidos quando retirados dos rostos, disse ele, e “leva quase 24 horas, pela minha experiência, para que eles estejam secos o suficiente para receberem uma nova camada de líquido.”

Os moldes podem ser usados apenas uma vez, explicou Weston. “Você faz o molde, aplica o gesso, e o molde fica bastante destruído ao tirar a máscara mortuária. Algumas pessoas dizem que talvez se tenham criado vários moldes naquele dia. Mas, para ser honesto, eu não acredito que eles tenham tido tempo.”

Uma característica que aparece na máscara de Hyrum é uma distorção, ou inchaço, no lado esquerdo do rosto, próximo ao nariz, onde ele foi baleado. “A suposição é que há uma bola de algodão ou algo lá dentro que criou aquela protuberância… que eles encheram o buraco com algodão para fazer a máscara mortuária”, explicou Staker. “Provavelmente foi um trapo ou algo assim, mas eles preencheram aquele buraco, então há uma característica lá que veio de onde ele foi baleado.”

Máscaras em exposição

Acredita-se que as máscaras estiveram em posse de George Cannon até sua morte, em 1844. Naquele ponto, William Rowley as obteve.

De acordo com Staker, Rowley então vendeu as máscaras para Philo Dibble, um amigo próximo de Joseph Smith, em 1849 por US$ 100: o equivalente a seis meses de salário de um trabalhador da época, em Winter Quarters.

“Ele as exibiu em todo (…) o território de Utah por décadas”, disse ele. “Então, as pessoas diziam: ‘Ah, sim, eu as vi. Não são mais novidade’, e ele então as vendeu para um artista, James (Henry) Brown.”

Máscaras mortuárias Dibble, de Joseph Smith Jr., à esquerda, e Hyrum Smith, à direita.
Máscaras mortuárias Dibble, de Joseph Smith Jr., à esquerda, e Hyrum Smith, à direita. | Crédito: Museu da História da Igreja

A família de Brown então vendeu as máscaras para Wilford C. Wood, que dedicou grande parte de sua vida a comprar e preservar artefatos e terras históricas da Igreja, enquanto viajava pelo país. As máscaras foram exibidas em seu museu particular em Bountiful, Utah, por várias décadas.

Após a morte de Wood, algumas peças de sua coleção foram doadas à Igreja por suas filhas, Leilah Glade e Mary W. Cannon. Em 1990, elas doaram folhas não cortadas de uma cópia original da edição de 1830 do Livro de Mórmon, bem como as máscaras mortuárias [em inglês] para o Departamento de História da Igreja.

Em 19 de maio de 1990, as máscaras mortuárias foram colocadas em exposição permanente no Museu de História e Arte da Igreja (desde então renomeado como Museu de História da Igreja).

Elas estiveram em exibição na exposição “The Heavens Are Opened” [Os Céus Estão Abertos], inaugurada em 29 de setembro de 2015. Exceto por curtos períodos de tempo em que passaram de uma exposição para outra, as máscaras estão em exibição desde 1990.

Um segundo conjunto de máscaras mortuárias

O Museu de História da Igreja tem dois conjuntos de máscaras mortuárias de Joseph e Hyrum Smith em sua coleção. O que está em exibição, é conhecido como o conjunto Dibble, em homenagem a Philo Dibble, e que a família Cannon doou ao Museu.

O segundo conjunto é conhecido como máscaras de pedestal, devido aos pedestais na parte de trás de cada uma delas.

Onde ou como as máscaras de pedestal se originaram não está claro. Staker está pesquisando sua origem, mas não pode dizer com certeza quando ou como elas foram feitas.

As máscaras mortuárias Dibble de Joseph e Hyrum Smith são exibidas no Museu de História da Igreja em Salt Lake City na quinta-feira, 13 de junho de 2019.
As máscaras mortuárias Dibble de Joseph e Hyrum Smith são exibidas no Museu de História da Igreja em Salt Lake City na quinta-feira, 13 de junho de 2019. | Crédito: Laura Seitz, Deseret News

“Parece que eles provavelmente envernizaram as primeiras (máscaras mortuárias) para dar uma boa proteção e depois fizeram outro molde das primeiras para fazer as segundas”, disse ele ao Church News.

John Taylor, terceiro presidente da Igreja, que estava presente na Cadeia de Carthage durante o martírio, possuía as máscaras de pedestal, as quais levou para um artista na Inglaterra, junto com alguns esboços de Joseph e Hyrum, disse Staker. “John Taylor reuniu um pequeno comitê de pessoas que conheceram Joseph pessoalmente, e ele (o artista) criou bustos de Joseph e Hyrum a partir das máscaras mortuárias.”

Estes bustos foram vendidos aos membros da Igreja, mas quebravam facilmente. De acordo com Staker, apenas um busto de Joseph e Hyrum sobreviveu até hoje; o de Joseph está na coleção do Museu de História da Igreja e o de Hyrum pertence à Daughters of the Utah Pioneers [Sociedade das Filhas dos Pioneiros de Utah].

As máscaras de pedestal fornecem alguns detalhes que as máscaras Dibble não possuem.

De acordo com Staker, o conservador do museu fez alguns trabalhos de restauração nas máscaras, na região do cabelo de Joseph e no queixo de Hyrum, deixando as partes reparadas com um gesso branco. “Ele fez isso sem saber que existiam os bustos de pedestal”, disse Staker. “E assim, os bustos de pedestal realmente têm melhores informações, porque têm detalhes que foram perdidos e danificados ao longo do tempo nestas máscaras mortuárias.”

Se alguém comparar as máscaras de pedestal com as máscaras Dibble, disse Weston, descobrirá que “o queixo de Hyrum é um pouco menor que as máscaras Dibble. Ele também tem uma fenda no queixo, que é um detalhe que não vemos nas máscaras Dibble.”

As máscaras mortuárias de pedestal de Hyrum e Joseph Smith são fotografadas no Museu de História da Igreja em Salt Lake City na quinta-feira, 13 de junho de 2019.
As máscaras mortuárias de pedestal de Hyrum e Joseph Smith são fotografadas no Museu de História da Igreja em Salt Lake City na quinta-feira, 13 de junho de 2019. | Crédito: Laura Seitz, Deseret News

Representando o Profeta

Muitos artistas usaram as máscaras mortuárias como referência para retratar com mais precisão Joseph e Hyrum Smith em esculturas e pinturas. No entanto, essas obras podem não ser totalmente precisas.

As máscaras refletem a aparência de Joseph e Hyrum, disse Weston, “mas se parecem com o dia seguinte à sua morte.”

Tendo visitado Carthage uma vez em 27 de junho, ele relatou que estava fazendo 40°C com 99% de umidade. “A distorção desses órgãos nesse período de 24 horas deve ser considerada; especialmente porque eles morreram violentamente. …. Então elas provavelmente são uma representação próxima, mas eu não gosto de dizer que era assim que Hyrum e Joseph se pareciam.”

Staker observou que, mais tarde na vida, John Taylor mencionou em uma carta que as máscaras mortuárias não se pareciam com Joseph e Hyrum Smith. “Ele parecia pensar que elas foram úteis antes, porque as levou para a Inglaterra”, acrescentou Staker, mas é um lembrete de que as máscaras refletem mudanças em seus corpos depois que morreram.

“Até que encontremos uma fotografia, se é que existe uma, as evidências sugerem que uma fotografia de (Joseph) provavelmente nunca foi tirada [então] nunca saberemos exatamente como ele era.”

Tecnologia do século XXI

Embora alguns detalhes sobre as máscaras mortuárias possam nunca ficar claros com o tempo, a tecnologia moderna pode revelar mais alguns segredos.

Por exemplo, Weston não tem certeza de que os moldes foram utilizados em Nauvoo em 1844. Devido à ambiguidade dos documentos históricos, as máscaras Dibble poderiam ter sido criadas a qualquer momento entre 1844 e 1849.

“Esperamos fazer alguns testes aqui neste verão [dos E.U.A.], em conjunto com o museu, para determinarmos a composição das máscaras Dibble e de pedestal”, disse Weston. Ao escanearem as máscaras, eles podem determinar a composição do gesso e identificar se o material veio de uma área de Nauvoo ou não.

“Isso pode nos ajudar a determinar exatamente quando elas foram criadas.”

Uma vista lateral da máscara mortuária Dibble, de Joseph Smith Jr
Uma vista lateral da máscara mortuária Dibble, de Joseph Smith Jr | Crédito: Museu da História da Igreja

Mas as máscaras mortuárias já ajudaram a resolver uma questão sobre os corpos de Joseph e Hyrum Smith.

Em 1928, a Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (agora conhecida como Comunidade de Cristo) transferiu os corpos de Joseph, Hyrum e Emma Smith antes que o rio Mississippi submergisse seus túmulos. Quando os restos mortais foram exumados, eles foram cuidadosamente fotografados e medidos antes de serem enterrados novamente.

No entanto, uma controvérsia começou a surgir na década de 1990, quando foram feitas alegações de que os corpos de Joseph e Hyrum foram identificados erroneamente e colocados nas sepulturas erradas.

Em um artigo de 2013 publicado pela Mormon Historical Studies, uma organização independente, Curtis G. Weber explicou como ele usou as máscaras mortuárias de Joseph e Hyrum Smith, as fotografias de seus crânios de 1928, as medidas de frenologia de Joseph Smith em 1840 e princípios anatômicos estabelecidos para determinar profundidade do tecido, e assim identificar conclusivamente os restos mortais de cada irmão.

Joseph e Hyrum Smith estão nas sepulturas corretas, de acordo com as conclusões de Weber.

Itens sagrados

Ver as máscaras mortuárias pessoalmente pode ter um impacto profundo no espectador, disse Staker, inclusive para estudiosos que não são membros da Igreja.

“Eu me lembro de um deles ter dito: ‘Uau, isso é como olhar para a verdadeira cruz de Jesus Cristo’”, disse ele.

Olhando para o gesso de que são feitas as máscaras Dibble, Staker acredita que os materiais provavelmente vieram da mesma pedreira da qual o Templo de Nauvoo Illinois estava sendo construído. “Eles estavam trabalhando no templo naquele momento, então provavelmente este é o mesmo calcário moído do templo, que eles usaram para fazer as máscaras mortuárias”, disse ele.

Estes objetos que fornecem lembranças físicas da vida e morte de Joseph e Hyrum Smith foram e continuam sendo tratados com cuidado. Por causa da preservação desses itens, os visitantes do Museu de História da Igreja podem ficar frente a frente com estes artefatos do martírio.

Alan Morrell, curador de artefatos do Museu de História da Igreja, auxiliou na pesquisa para este artigo.

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