Depois que seu marido faleceu, a irmã Susan H. Porter, a futura presidente geral da Primária, percebeu que ela tinha um novo rótulo: viúva. Embora ela fosse alguém que havia experimentado a morte de um cônjuge, ela sentia que esse rótulo não a definia.
“Pensei comigo mesma, isso não é quem eu sou”, disse ela ao Church News, durante uma entrevista, em um recente episódio de podcast. “Esta é uma experiência que eu tive, uma experiência muito importante, uma experiência muito profunda. Mas não é quem eu sou, eu sou Susan.”
A presidente Porter disse que a compreensão a ajudou a reformular como ela pensa sobre as experiências de vida e como ela interage com os outros. Ela foi lembrada de que existem identificadores universais que são mais importantes e que não dependem daquilo que acontece na vida. Em primeiro lugar, ela é uma filha de Deus.
É uma verdade que ela ensinou a crianças em todo o mundo no ano passado, enquanto servia como primeira conselheira na presidência geral da Primária, e que continuará a enfatizar quando começar a servir como presidente geral da Primária, no dia 1º de agosto.
“Espero que em nossas interações uns com os outros … usemos o convite recente de Presidente [Russell M.] Nelson, quando ele falou sobre os três identificadores mais importantes”, disse ela, referindo-se à mensagem do profeta aos jovens adultos sobre quem eles são como filhos de Deus, filhos do convênio e discípulos de Jesus Cristo.
O falecimento de seu esposo
Seu marido, Élder Bruce D. Porter, lutou contra uma insuficiência renal por quase 15 anos antes de falecer em dezembro de 2016. Na época, Élder Porter presidia a Área Europa Leste como Setenta Autoridade Geral.

A presidente Porter foi batizada e recebeu o dom do Espírito Santo aos 8 anos de idade. “Nunca em minha vida isso significou mais para mim do que na época em que meu marido faleceu”, disse ela. “Eu senti literalmente a força desse dom. Senti que estava sendo sustentada pelas mãos amorosas de nosso Pai Celestial, por meio do dom do Espírito Santo.”
Durante os anos em que Élder Porter passou por sérios problemas de saúde e desde seu falecimento, a presidente Porter disse que compreendeu a tristeza que há no coração dos membros da Igreja quando a vida não se direciona como eles esperavam.
“Como falei em vários locais no ano passado, [vi que] as pessoas buscam conexão”, disse ela. Várias irmãs vieram até ela e se abriram sobre seus desafios, como perder o marido, perder um filho, ter um membro da família afastado da Igreja, ou não ter a oportunidade de se casar.
“Elas querem se conectar com alguém que possa saber como é não ter todas as bênçãos que desejam naquele momento específico de sua vida. E ver que ainda podemos seguir em frente e ainda podemos oferecer algo à A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.”
Os 3 rótulos mais importantes

A presidente Porter é mãe de quatro filhos e avó de 12. Ela é uma esposa e filha. Ela foi criada em uma família onde o evangelho de Jesus Cristo foi ensinado por sua mãe, e seu pai não era membro da Igreja. Em diferentes momentos de sua vida, ela foi aluna, assistente de laboratório, professora de Matemática e voluntária. Agora ela será a presidente geral da Primária.
Embora reflitam experiências de vida, essas designações não são os rótulos mais importantes da presidente Porter.
Como Presidente Nelson ensinou: “…nenhum outro identificador deveria remover, substituir ou ter prioridade sobre estas três duradouras denominações: ‘filho ou filha de Deus’, ‘filho ou filha do convênio’ e ‘discípulo ou discípula de Jesus Cristo.’”
Estas “três designações duradouras” se aplicam a todos os que foram batizados e fizeram convênios com Deus, independentemente de idade, estado civil, nacionalidade ou qualquer outro identificador.
“O mais importante é como honramos esses três rótulos mais importantes”, disse a presidente Porter. “O mais importante não é se tive a oportunidade de me casar ou se tive a oportunidade de ter filhos, mas como honramos esses rótulos mais importantes de ser um filho de Deus. Como estamos honrando nossos convênios? Como estamos sendo discípulos de Cristo?
“Deixe que eles sejam proeminentes, e então outras experiências de vida certamente delinearão nossa vida, nossa perspectiva e nossas experiências, mas isso não define quem realmente somos.”
