Julie Hales, da Estaca Midland Michigan, nunca tinha ouvido falar de “construção de árvores” antes de fazer um estágio remoto de história da família pela BYU-Idaho. Agora, ela vê a construção de árvores como “uma ótima atividade a nível iniciante na pesquisa genealógica”, e algo que os jovens de sua estaca descrevem como divertido e fácil.
Em seu estágio, Hales trabalhou com o Brigham Young University Record Linking Lab [Laboratório de Vinculação de Registros da Universidade Brigham Young] para planejar e executar um projeto que envolvia o desenvolvimento da Árvore Familiar do FamilySearch.
Em um esforço para “Map the Mitten” [Mapear a Luva] – título de seu projeto foi apropriadamente nomeado como referência ao formato do estado de Michigan –, Hales se concentrou em adicionar registros de condados dentro de sua estaca, envolvendo o maior número possível de jovens.
No final de junho, foi realizado um evento de lançamento do projeto. Desde então, cerca de 37.000 contribuições foram feitas (fontes e novas pessoas adicionadas ao FamilySearch), sendo cerca de 3.200 delas, novas pessoas. Embora o estágio de Hales tenha terminado, o projeto ainda está em andamento. Sua meta é fazer 100.000 adições ao FamilySearch.
“Descobrimos que é uma maneira muito legal e valiosa de ensinar habilidades de pesquisa em um nível muito mais acessível”, disse Hales sobre a construção de árvores. “Se as pessoas em sua própria família têm todas essas grandes barreiras de tijolos e simplesmente não sabem por onde começar, esta é uma maneira de começar e aprender habilidades de pesquisa e praticá-las muitas e muitas vezes.”

Como ‘Mapear a Luva’
Com o apoio dos líderes da estaca, Hales recrutou e treinou cerca de 20 mentores adultos e jovens para usarem as ferramentas de pesquisa e vinculação [em inglês]. Eles ajudaram os membros da estaca a aprenderem como adicionar registros dos censos de 1910-1940 ao FamilySearch, documentarem pessoas existentes e adicionarem novas pessoas.
Aulas sobre como “Mapear a Luva” foram realizadas no acampamento das Moças durante o verão. Líderes e consultores de templo e história da família em toda a estaca também ajudaram no projeto.
Para manterem a comunicação e compartilharem inspiração com os participantes, Hales criou uma conta no Instagram e enviou um boletim de notícias semanal. O boletim incluía um gráfico do progresso geral até o momento, um voluntário em destaque, uma seção sobre habilidades de expansão, metas para a próxima semana e um desafio “O que há de errado com este registro”: a primeira pessoa a enviar a resposta correta ganhava um vale-presente para sorvete.
Kayla Deibel, uma jovem de 14 anos da estaca de Hales, foi uma das muitas jovens participantes. Ela usou o Goldie May [em inglês], um aplicativo de pesquisa de história da família, para anexar registros do censo à árvore genealógica compartilhada no FamilySearch. Ela anotou todos os IDs do FamilySearch de pessoas com quem é relacionada e encontrou vários para os quais pode reservar e realizar batismos.

“Comecei a perceber que essas pessoas são mais do que apenas nomes”, disse Kayla ao Church News.
Ela ficou emocionada quando encontrou uma pessoa que tem três irmãos como ela, e outra com data de nascimento próxima ao seu aniversário. “Há um monte de coisas diferentes com as quais pude me conectar, em vez de apenas ficar tipo ‘Oh, é uma pessoa aleatória de uma data aleatória’”, disse ela.
O ‘porquê’ por trás de ‘Mapear a Luva’
O entusiasmo de Kayla e testemunho sobre a história da família é o que Hales espera para todos os jovens de sua estaca.
“Olho para os jovens de minha estaca e penso em todas as bênçãos de se engajar neste trabalho… e quero isto para eles”, disse Hales. “Quero que percebam que têm um lugar no mundo.
“Sinto que existem tantas forças de desunião no mundo, e acredito que a história da família é uma daquelas coisas que tem o potencial de unificar todos, porque você começa a perceber: ‘Sou membro de uma família. Eu sou um membro de uma família maior. Eu sou um membro de uma comunidade.’”
Hales também fez descobertas pessoais com “Mapear a Luva.” Com a ascendência pioneira remontando à Europa, Hales não achava que tivesse qualquer conexão com Michigan.
“Quando comecei a procurar, comecei a encontrar todos esses primos em oitavo, nono e décimo graus que realmente vivem na pequena comunidade em que moro em Michigan”, disse Hales. O mais divertido, ela acrescentou, foi descobrir que uma jovem de sua ala, cujas raízes familiares remontam à sua cidade há gerações, é sua prima.
“Se você procurar bastante, você tem conexões”, ela aprendeu.
Para aqueles que desejam iniciar um projeto de história da família em sua comunidade, Hales disse: “Apenas entre e comece. … Existem ferramentas e opções por aí. Então as encontre e faça a pesquisa, e convide outras pessoas a fazerem isto com você.”
Para saber mais sobre o projeto “Map the Mitten”, visite a página do Facebook do BYU Recording Linking Lab [em inglês].

