Nota do editor: Este artigo foi originalmente publicado em inglês em 16 de setembro de 2018 e atualizado com novas informações sobre a idade das moças.
Ao serem questionadas sobre como se sentem em relação a se tornarem irmãs ministradoras, algumas moças disseram estar um pouco nervosas. No entanto, também fizeram questão de relatar que a empolgação em assumirem mais responsabilidades como moças supera qualquer receio. Embora as moças, a partir do mês de janeiro em que completam 14 anos de idade, tenham recebido essa nova oportunidade de servirem em uma designação formal, as moças mais jovens também estão ansiosas para ampliarem seu nível de ministração. Todas as nossas moças são extraordinárias!
As moças da Igreja são extremamente capazes e possuem inúmeros talentos que estão prontas para compartilharem com outras pessoas. Elas serão uma força valiosa para o bem ao participarem da obra de salvação daqueles a quem servem. Ella Nielsen, de South Jordan, Utah, compartilhou como ela acreditava que as moças poderiam ministrar, dizendo: “Você pode perguntar às pessoas como elas estão e se certificar de que estão bem, se estão felizes e como está sua vida”. Pode ser tão simples quanto isso.
Élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Apóstolos, nos relembra em seu livro “One by One” [“Um a um” – em inglês], que “cada um de nós, como discípulo do Mestre, tem a responsabilidade de servir ao próximo e reconhecer que, aquilo que fazemos realmente importa, mesmo que pareça pequeno ou insignificante.”
Atos simples de serviço realizados por nossas jovens irmãs ministradoras abençoarão a vida de muitos, à medida que aprendem a se tornarem discípulas mais dedicadas de Jesus Cristo.
As moças logo percebem como a união em suas famílias da ala aumentará, à medida que elas servem como irmãs ministradoras.
“Acho que isso nos ajudará a conhecer mais pessoas da nossa ala”, compartilhou uma moça. “Já conhecemos as moças e agora isso nos ajudará a conhecer os adultos.”
Com essa nova oportunidade, vemos as bênçãos espirituais concedidas, não apenas às irmãs a quem as moças servem, mas também às próprias moças. Uma moça chamada Katie Varga compartilhou seu entusiasmo em servir, dizendo: “Consigo exercer minha fé com mais regularidade. Posso prestar meu testemunho na casa das pessoas quando achar que devo, e isso me ajudará a saber que a Igreja é verdadeira.”
Em uma época em que os relacionamentos pessoais foram amplamente substituídos por amizades virtuais, muitos jovens em todo o mundo frequentemente carecem de habilidades sociais e de comunicação básicas. Esta oportunidade adicional para as moças servirem as ajudará a desenvolverem a confiança necessária para conversarem e se conectarem com outras pessoas de maneira pessoal. Elas se tornarão mais semelhantes ao Salvador ao aprenderem a ter mais compaixão, compreensão e paciência. Julgarão menos as outras pessoas, serão mais capazes de discernirem necessidades e mais aptas a agirem de acordo com os sussurros do Espírito.
Observamos uma aceleração do crescimento espiritual à medida que as moças olham para além de si mesmas, percebem as necessidades dos outros ao seu redor e agem para ajudarem a suprir essas necessidades. Ao fazerem isso, elas viverão mais plenamente os convênios que fizeram no batismo de carregarem os fardos umas das outras, consolarem os que precisam de consolo, serem testemunhas de Deus, de servirem ao Senhor e de guardarem Seus mandamentos (ver Mosias 18:8-10).
Grace Rogers, uma moça de Centerville, Utah, descobriu que a ministração é um pouco diferente do que ela imaginava. “A princípio, pensei que se tratava de ensinar e dar uma lição. Isso até que tive a oportunidade de ministrar à irmã (Carol) McIlrath. Para mim, ministrar agora significa construir amizades e estar presentes uns para os outros.”
Nossa esperança é que todas as moças, a partir do mês de janeiro do ano em que completam 14 anos de idade, sejam consideradas para uma designação como irmãs ministradoras. Essas designações podem ser determinadas em conselho entre a presidente da Sociedade de Socorro, presidente das Moças, líderes do sacerdócio e pais. Algumas moças que talvez não possam servir de maneiras tradicionais podem receber uma designação adequada às suas habilidades. Todas as moças têm dons que podem beneficiar outra irmã de alguma forma, e a bênção para as moças que servem é imensurável.
Ao servirem nessa nova função, as moças construirão amizades com irmãs mais velhas e experientes da Sociedade de Socorro. Esse relacionamento as ajudará a aprenderem e compreenderem o propósito da organização da Sociedade de Socorro, à qual em breve pertencerão. Ao ministrarem juntas, as irmãs da Sociedade de Socorro podem ter um impacto positivo significativo na vida de suas jovens companheiras, as ensinando e orientando em suas designações.
Carol McIlrath, de Centerville, Utah, vê um benefício maravilhoso em ter uma jovem irmã como sua ministradora.
“Que prazer é ter uma moça vindo ministrar para mim”, disse McIlrath. “Ela traz consigo uma visão jovem e revigorante do evangelho e me desafia a tentar ser melhor. Estou muito animada para conhecer melhor os jovens da ala.”
À medida que as moças aprendem a servir e ministrar, sentirão o amor do Salvador mais profundamente em suas vidas. Elas perceberão que, ao estenderem a mão para ajudar ‘um a um’, estão servindo ao próprio Salvador e se tornando Suas discípulas.
O falecido Élder Joseph B. Wirthlin, do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou: “Os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo sempre se preocuparam com cada pessoa. Jesus Cristo é nosso maior exemplo. Ele estava cercado por multidões e falou a milhares, mas sempre Se preocupou com as pessoas individualmente.”
