Encerrando a sessão da manhã de domingo da conferência geral de abril de 2025, Presidente Dallin H. Oaks, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, disse que o Salvador Jesus Cristo sofreu para “pagar o preço e conceder perdão pelos pecados dos quais nos arrependemos”.
A Expiação do Salvador apaga todos os pecados dos quais nos arrependemos e dá a Ele o poder de nos socorrer em nossas enfermidades mortais, continuou Presidente Oaks.
Ele também observou que o dom do Espírito Santo é conferido àqueles que se arrependem e são batizados com água.
“As pessoas que têm essa remissão de pecados, e depois renovam regularmente sua purificação por meio do arrependimento diário e ao viverem de acordo com os convênios que fizeram por meio da ordenança do sacramento, se qualificam para a promessa de que o Espírito Santo, o Espírito do Senhor, ‘pode... estar sempre com elas’ (Doutrina e Convênios 20:77)”, disse ele.
Presidente Oaks estava entre os vários oradores durante a 195ª Conferência Geral Anual que abordaram o tema do arrependimento.
Por exemplo, Élder Neil L. Andersen, do Quórum dos Doze Apóstolos, abriu a sessão da tarde de sábado reafirmando a posição da Igreja sobre o tema do aborto: “Por Seu decreto, nós a valorizamos e preservamos; e escolhemos a continuação da vida, uma vez que ela é concebida.”
Mas para qualquer pessoa que tenha experimentado a dor profunda e o arrependimento de ter feito ou participado de um aborto, o perdão e a cura são possíveis, testificou Élder Andersen.
“O perdão pode vir por meio do milagre de Sua graça expiatória, quando nos voltamos para Ele com um coração humilde e arrependido”, disse ele.
Alegria e arrependimento

Mais tarde, durante a sessão da manhã de domingo, a irmã Tamara W. Runia falou para aqueles que às vezes sentem que o arrependimento e o perdão funcionam para todos, menos para eles: “Alguns pensam: ‘Como eu sempre cometo os mesmos erros, acho que é assim que eu sou.’ Aqueles que, tal como eu, têm dias em que o caminho do convênio parece muito íngreme, quase como uma caminhada de convênio.”
A irmã Runia, que é a primeira conselheira na presidência geral das Moças, disse que houve um tempo em que ela media seu relacionamento com o Salvador pela perfeição com que vivia. Ela achava que uma vida obediente significava nunca precisar se arrepender; e quando cometia erros, o que era frequente, ela se distanciava de Deus, acreditando que Ele estava decepcionado com ela.
Mas desde então ela aprendeu que isso não é verdade, disse a irmã Runia. E se alguém espera até estar limpo o suficiente ou perfeito o suficiente para se aproximar do Salvador, ele perdeu o ponto principal, disse ela.
“Testifico que, embora Deus se preocupe com nossos erros, Ele se preocupa mais com o que acontece depois que erramos”, disse a irmã Runia. “Será que vamos nos voltar a Ele repetidas vezes? Por acaso vamos permanecer neste relacionamento de convênio?”
Pode ser desanimador ouvirmos as palavras do Senhor, “Se me amais, guardai meus mandamentos” quando não guardamos todos os mandamentos. Mas nos arrepender também é um mandamento, disse a irmã Runia, acrescentando que os mandamentos são um caminho para longe da dor.

“Então, quando o Senhor diz, ‘Arrependei-vos, arrependei-vos’, que tal imaginá-Lo dizendo, ‘Eu amo você. Eu amo você’”, disse a irmã Runia. “Imaginem que Ele está suplicando que deixem para trás a conduta que lhes causa dor, convidando-os a saírem das trevas e a se voltarem para a Sua luz.”
O convite ao arrependimento é uma expressão do amor de Deus, continuou a irmã Runia. E dizer “sim” a esse convite é uma expressão de nosso amor por Ele. Imaginem o sorriso radiante do Salvador cada vez que uma pessoa se arrepende.
“Seu arrependimento não sobrecarrega Jesus Cristo; ele ilumina Sua alegria”, disse a irmã Runia, acrescentando: “Não permanecemos no caminho do convênio jamais comentendo erros. Permanecemos no caminho nos arrependendo todos os dias. E quando estamos nos arrependendo, Deus nos perdoa sem nos envergonhar, sem nos comparar e sem nos repreender por estarmos nos arrependendo da mesma coisa que fizemos na semana passada.”
A irmã Runia disse que achegar-se a Cristo significa perguntar a Ele: “Pode me ajudar?”, com esperança, com uma garantia revelada de que Seus braços estão sempre estendidos. Essa nova visão do arrependimento significa que, “mesmo que não tenhamos uma obediência perfeita, tentamos oferecer uma obediência afetuosa, escolhendo permanecer, de novo e de novo, porque O amamos.”
Revelação pessoal e arrependimento

Falando durante a sessão da noite de sábado, Élder James R. Rasband, Setenta Autoridade Geral, destacou como o arrependimento geralmente precede a revelação pessoal.
O plano de salvação do Pai Celestial é um plano de misericórdia, disse ele, e essa misericórdia é particularmente evidente em momentos em que imploramos por perdão, como quando, no Bosque Sagrado, o jovem Joseph Smith clamou ao Senhor por misericórdia. Três anos depois, o anjo Morôni apareceu a Joseph Smith depois que ele orou pelo perdão de todos os seus “pecados e imprudências” (Joseph Smith—História 1:29).
“De alguma forma, o fato de reconhecer que precisava de misericórdia que somente o Senhor poderia proporcionar, ajudou a abrir as janelas do céu”, disse Élder Rasband sobre Joseph Smith.
Esse padrão de revelação, após um apelo por misericórdia, é familiar nas escrituras, disse ele. Por exemplo, Enos ouviu a voz do Senhor somente após orar por perdão (Enos 1:1–8), e a conversão do pai do rei Lamôni começou com sua oração: “Abandonarei todos os meus pecados para conhecer-[T]e” (Alma 22:18).
“Talvez não sejamos abençoados com essas mesmas experiências extraordinárias, mas para aqueles que às vezes têm dificuldades de sentir que receberam respostas às orações, buscar a misericórdia do Senhor é uma das maneiras mais poderosas de sentir o testemunho do Espírito Santo”, disse Élder Rasband.
Cura e arrependimento

Élder Scott D. Whiting, Setenta Autoridade Geral, também abordou o tema do arrependimento, ao discursar na sessão da tarde de domingo.
Ele disse que, quando Adão e Eva comeram do fruto proibido no Jardim do Éden, eles transgrediram uma lei dada diretamente pelo Pai Celestial. Eles perceberam que estavam nus, e Lúcifer os tentou a se esconderem de Deus.
O impulso de se esconder, o que ele chamou de segunda tentação, depois de fazer algo errado (a primeira tentação) é um comportamento humano natural, disse Élder Whiting. Nossa força para evitar as primeiras tentações melhora continuamente, à medida que nos esforçamos para nos tornarmos mais semelhante ao Salvador.
“Cultivamos a fé em Jesus Cristo quando nos arrependemos diariamente e guardamos convênios que nos revestirão de poder”, disse Élder Whiting.
Ele continuou dizendo que, se sofremos uma lesão física, nossa condição irá se deteriorar e pode até se tornar uma ameaça à vida, se não procurarmos atendimento médico adequado. Isso também é verdade para feridas espirituais, exceto que feridas espirituais podem ameaçar nossa salvação eterna.
Não se escondam daqueles que podem oferecer o apoio necessário, disse Élder Whiting, tais como bons bispos, presidentes de ramo e outros líderes da Igreja.
“Em vez disso, aproveitem o poder milagroso de cura da Expiação de Jesus Cristo”, disse Élder Whiting. “Esse é o verdadeiro propósito de nossa existência: obter um corpo enfraquecido e mortal que seja ‘sujeito a toda sorte de enfermidades’ (Mosias 2:11) e que sucumbirá, infelizmente, a muitas primeiras tentações; progredirá mesmo quando cairmos nessas tentações; e buscará ajuda divina depois disso, para que possamos nos tornar mais semelhantes ao nosso Salvador e ao Pai Celestial.”
Humildade e arrependimento

Por fim, Élder Christopher H. Kim, Setenta Autoridade Geral, falou durante a sessão da tarde de domingo sobre como o arrependimento diário traz humildade ao coração. A humildade, por sua vez, ajuda as pessoas a sempre terem o Espírito Santo com elas.
Além disso, quando depositamos nossa confiança no Senhor e dependemos Dele, receberemos apoio em nossas provações, problemas e aflições.
“Se nos arrependermos sinceramente, nos humilharmos e confiarmos no Senhor, nosso coração será abrandado”, disse Élder Kim. “Ele então derramará Seu Espírito e nos mostrará os mistérios do céu. Acreditaremos em todas as palavras que Ele ensinou, e nosso entendimento se aprofundará.”
