Em seu primeiro discurso na conferência geral como o 18º Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em abril deste ano, Presidente Dallin H. Oaks convidou os santos dos últimos dias a escolherem amar as outras pessoas, “mesmo que elas demonstrem pouco ou nenhum amor por nós.”
Presidente Oaks citou as palavras do Salvador: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).
Os seguidores de Cristo, disse ele, “[devem] procurar viver em paz e amor com outros filhos de Deus que não compartilham de nossos valores e não têm as obrigações dos convênios que fizemos” (“Vivos em Cristo”, conferência geral de abril de 2026).
Presidente Oaks convidou os seguidores de Cristo a seguirem-No, evitando contendas e adotando a linguagem e os métodos dos pacificadores. “Em nossa família e em outros relacionamentos pessoais, evitemos tudo o que é agressivo e que leva ao ódio. Que busquemos ser santos, assim como nosso Salvador.”
Seis meses depois, durante a conferência geral de outubro de 2026 no domingo, 4 de outubro, o Profeta do Senhor reiterou uma mensagem de amor e união, declarando: “O evangelho de Jesus Cristo é para todos.”
Presidente Oaks ensinou que o Senhor ama todas as pessoas e estende a mão a todos, em todos os lugares. Ele citou 2 Néfi 29:7: “Não sabeis que há mais de uma nação? Não sabeis que [E]u, o Senhor vosso Deus, criei todos os homens e que me lembro dos que estão nas ilhas do mar? E que governo nas alturas dos céus e embaixo, na Terra; e revelo [M]inha palavra aos filhos dos homens, sim, a todas as nações da Terra?”
Ao longo da conferência geral de outubro de 2026, vários líderes da Igreja ecoaram o amoroso chamado do Profeta, oferecendo aplicações práticas de como aumentar a paz e a união nos relacionamentos pessoais, nas famílias, nas alas, nas comunidades e em outros contextos.
Jesus Cristo oferece unidade
Em seu discurso na tarde de domingo, Presidente Dieter F. Uchtdorf, Presidente em Exercício do Quórum dos Doze Apóstolos, falou sobre como a obra do Salvador une as pessoas de maneira pacífica.
O Salvador reuniu pessoas “de diferentes contextos sociais e pediu que servissem juntas em cargos de confiança. Ministrou tanto aos pobres quanto aos ricos. E hoje, continua a convidar todos a se achegarem a Ele.”
Enquanto Satanás procura dividir, Jesus Cristo oferece união, ensinou Presidente Uchtdorf.
“Na Igreja do Salvador, não são nossos pontos de vista políticos, culturais ou interesses pessoais que nos unem. É o nosso amor a Deus e ao próximo. É o nosso compromisso com os convênios que fizemos com Jesus Cristo e com o Seu evangelho restaurado. Somos ‘um em Cristo.’”
Quanto mais as pessoas se aproximarem de Cristo, mais próximas estarão umas das outras, disse Presidente Uchtdorf.
“Quando mantemos o foco em Cristo, as coisas mesquinhas e superficiais dificilmente valem a pena. Aprendemos a ver como Ele vê, olhando para o coração em vez da aparência externa.”
Aos santos dos últimos dias em todo o mundo, Presidente Uchtdorf convidou: “Façam parte da união centralizada em Cristo que estamos tentando construir. Ela seria incompleta sem vocês. Venham e vejam, venham e ajudem, venham e façam parte.”
Ele testificou: “Quanto mais unidos em Cristo estivermos e quanto mais desejarmos construir pontes e não paredes, mais nossa vida pessoal, nossa família, nossa comunidade e nossa nação poderão sentir a presença e as bênçãos celestiais de Deus.”
‘Ame como Jesus’
Na tarde de sábado, Élder Ronald A. Rasband, do Quórum dos Doze Apóstolos, falou sobre como lidar com uma situação que às vezes pode causar afastamento ou danos aos relacionamentos: quando um ente querido escolhe abandonar o caminho do evangelho.
Muitos corações sofrem por entes queridos que se afastaram do Senhor, observou Élder Rasband, mas, por desígnio divino, cada pessoa deve escolher, por si mesma, seguir Jesus Cristo.
“Peço que entreguem a Jesus Cristo o seu desespero em relação a essas almas que se rebelaram. Não podemos mudar seu coração, mas Ele pode; Ele é um Deus de milagres”, disse Élder Rasband.
Jesus Cristo é a personificação perfeita do amor, e o amor pode influenciar positivamente aqueles que se desviaram.
No entanto, amar aqueles que se desviaram não significa recuar ou aprovar as decisões e ações dos outros. “Amar é demonstrar interesse genuíno pela vida das pessoas, por suas conquistas e desafios. Amar é estar presente de braços abertos e com um semblante alegre. Amar é elevar as pessoas com fé e esperança em nosso Senhor e Salvador”, ensinou Élder Rasband.
O filho pródigo voltou para casa. “O que o trouxe de volta? Foi o amor. Ele sabia onde encontrá-lo. O amor, irmãos e irmãs, é a resposta para nos conectarmos com nossos entes queridos. Nosso Pai estende os braços protetores para nós e para aqueles que ainda estão distantes Dele e de Seu Filho. Ele nos pede que façamos o mesmo”, declarou Élder Rasband.
Defendendo a verdade com amor
Como penúltimo orador da 196ª Conferência Geral Semestral, Élder Clark G. Gilbert, do Quórum dos Doze Apóstolos, relatou que certa vez ficou frustrado com um amigo que antes fora espiritualmente fiel, mas passou a atacar a Igreja.
“Em vez de reconhecer a tensão do momento ou que ele poderia estar sofrendo por outros motivos, eu retruquei com raiva. Posso ter vencido o debate, mas perdi o Espírito e deixei de ajudar meu amigo, que estava em dificuldade. Naquele dia, defendi a verdade, mas o fiz sem amor ou caridade”, disse ele.
Élder Gilbert incentivou os ouvintes a defenderem a verdade com amor, buscando pontos em comum e a serem uma luz ou um exemplo para as outras pessoas. “A melhor maneira de ajudar uma pessoa a guardar seus convênios é guardar nossos próprios convênios”, disse Élder Gilbert.
Ser uma luz para as pessoas abrirá mais portas do que qualquer argumento incisivo jamais abrirá, continuou ele.
Élder Gilbert disse aos ouvintes a se manterem fiéis à verdade, mesmo ao compartilharem o evangelho. “Quando tentamos amar as pessoas minimizando as leis de Deus, nós nos separamos daquele que mais as ama. O Salvador demonstrou amor pela mulher apanhada em adultério. Mas Ele também a instruiu: ‘Vai-te, e não peques mais’ (João 8:11)”.
Para os discípulos de Jesus Cristo, a verdade e o amor sempre caminharão juntos, ensinou Élder Gilbert. “Creio que ensinar a verdade com amor será a marca registrada dos discípulos de Cristo nos últimos dias. Para alguns, isso exigirá mais convicção. Para outros, mais caridade.”
‘Eu vejo você’
No discurso da presidente Rosemary K. Chibota, presidente geral da Primária, na manhã de domingo, a nova líder compartilhou um princípio que pode ajudar lares, alas, escolas e comunidades a “se tornarem lugares de pertencimento, cura e amor.”
No Zimbábue, país natal da presidente Chibota, a saudação sul-africana “Sawubona” significa “eu vejo você.”
“Essa saudação é muito mais do que um simples ‘olá’. É um reconhecimento do valor e da humanidade de outra pessoa. Ela quer dizer: ‘Eu te reconheço. Eu te respeito. Você é importante’”, explicou a presidente Chibota.
Jesus Cristo exemplificou perfeitamente esse princípio. “Onde outros viam rótulos, Ele via filhos e filhas amados de Deus”, disse ela.
A presidente Chibota convidou outros a orarem para enxergarem as pessoas como Ele as vê e a tratá-las de acordo. “Quando vemos as pessoas como o Salvador as vê, o amor e o serviço surgem naturalmente.”
Presidente Chibota disse aos ouvintes: “Eu vejo vocês. Mais importante ainda, seu Pai Celestial os vê. Seu Salvador, Jesus Cristo, os vê. Eles sabem seu nome, conhecem suas circunstâncias, seus dons e seu potencial divino. Ao aprendermos a ver a nós mesmos e uns aos outros como Eles os veem, nosso lar, ala, escola e comunidade se tornarão lugares de inclusão, cura e amor.”
Linguagem dos pacificadores
Citando o conselho de Presidente Oaks na conferência geral de abril, Élder Alfred Kyungu, Setenta Autoridade Geral, convidou os santos dos últimos dias a adotarem a linguagem dos pacificadores.
“É um exercício espiritual identificar a linguagem e as expressões que precisamos abandonar e substituí-las por palavras e frases que tragam paz onde quer que estejamos e em todos os momentos”, disse Élder Kyungu.
Em vez de usarmos palavras e linguagem que intensificam sentimentos de raiva, decepção e frustração, “adotemos palavras que incentivem a compreensão e a paz. Precisamos escolher uma linguagem que fortaleça a confiança e preserve os relacionamentos”, disse ele. Exemplos incluem: “Obrigado”, “Desculpe-me” e “Eu perdoo você.”
Élder Kyungu disse aos ouvintes: “Arrependamo-nos das palavras duras e das expressões que magoaram nossos amigos, líderes, colegas ou familiares. Oremos por uma comunicação pacífica entre nós, sejam quais forem nossas diferenças de opinião. Utilizemos uma linguagem que eleve, edifique, conforte e aproxime as pessoas.”
A paz que o Salvador oferece é real, testificou Élder Kyungu. “Ela é poderosa e começa conosco, com nosso coração, nossas escolhas e nossas palavras.”
