James O’Donnell sabia que queria ser organista depois de ouvir seu avô tocar. Seu avô era médico e organista amador, que tinha um órgão em casa.
“Ele tinha um daqueles primeiros órgãos Hammond no porão, com uma pedaleira clássica completa e um alto-falante”, disse O’Donnell. “Parecia a Catedral de St. Paul [em Londres, Inglaterra] quando ele tocava. Eu simplesmente, por algum motivo, adorei. …
“Eu só queria [tocar órgão] e gostei de tudo o que representava, gostei de tudo sobre [o intrumento] e me vi fazendo aquilo.”
O’Donnell é agora professor de Prática de Órgão na Yale School of Music [Faculdade de Música de Yale] e no Yale Institute of Sacred Music [Instituto de Música Sacra de Yale] em New Haven, Connecticut, e foi organista na Abadia de Westminster e na Catedral de Westminster, ambas em Londres, Inglaterra.
Ele se apresentará na série Tabernacle Organ Virtuoso Performance [em inglês] na sexta-feira, 19 de maio, às 19h30 [horário local] no Tabernáculo de Salt Lake, em Salt Lake City, e transmitido no canal do YouTube do Coro do Tabernáculo na Praça do Templo [em inglês]. Sua apresentação incluirá obras selecionadas de Johann Sebastian Bach, César Franck, Olivier Messiaen e Charles-Marie Widor.
“É o que chamam de órgão icônico. E, claro, é um lugar icônico”, disse ele sobre o órgão do Tabernáculo e o Tabernáculo de Salt Lake. “Estou muito emocionado por estar aqui. É a primeira vez que toco esse instrumento...
“É um instrumento maravilhoso, cheio de cor e muito coeso. Estou animado.
O’Donnell, que é católico, já esteve em Salt Lake City para conferências musicais e se apresentou na Catedral de Madeleine em fevereiro de 2019. Ele conheceu os músicos de lá por meio de uma conferência da igreja católica quando era o Mestre de Música na Catedral de Westminster em Londres, Inglaterra, e manteve contato quando foi para a Abadia de Westminster. Os músicos da catedral também foram para Londres.
O’Donnell serviu como organista e mestre dos coristas na Abadia de Westminster por 23 anos, sendo responsável por todos os aspectos musicais do trabalho da abadia, treinando e regendo o Coro da Abadia em seus serviços diários, gravações, concertos e transmissões. Ele também dirigiu a música para o funeral da Rainha Elizabeth II em setembro de 2022, e outros eventos nacionais.
“Na abadia, fazíamos música e cantávamos todos os dias”, disse O’Donnell. Há oito serviços estatutários por semana. Havia uma escola de coral residente; cantores profissionais ou vigários leigos; e uma equipe de organistas.

Tocar órgão, seja em um concerto ou em um serviço religioso, é mais do que apenas um organista tocando, disse O’Donnell.
“É sobre a música, a comunicação e a interpretação, e realmente oferecer a música e sua mensagem sobre a música para as pessoas”, disse O’Donnell.
No concerto de sexta-feira, ele espera que os ouvintes gostem, sejam eles interessados em música de órgão ou estejam apenas por acaso na Praça do Templo.
“Espero que eles pensem ‘Esta é uma ótima música e quero ouvir mais disso’”, disse ele. “Eu só espero que as pessoas, quando virem, gostem e vejam este incrível Tabernáculo e o órgão.”
Aprendendo a tocar música
Conforme ele foi aprendendo a tocar e a explorar a música, ele disse que havia muita música em sua casa e muitas oportunidades de aprendizado. “O que funcionou para mim foi estar em um ambiente muito aberto, onde não fui forçado a praticar”, disse O’Donnell.
Como seu interesse era o órgão, ele aprendeu primeiro a tocar piano. Quando atingiu “um certo estágio de proficiência com o piano” e suas pernas estavam longas o suficiente para alcançarem os pedais, ele começou a estudar órgão por volta dos 11 anos.

“Tive muita sorte com meus professores. Eles foram excelentes e me incentivaram”, disse. Ele começou no Royal College of Music por meio de um programa para alunos do ensino médio. Mais tarde, ele foi para a Universidade de Cambridge e conseguiu seu primeiro emprego como organista.
A certa altura, ele tentou tocar instrumentos de sopro, mas “não estava dando certo para mim, então paramos.”
O’Donnell disse que aprender a cantar, inclusive cantar em coros, pode ajudar no treinamento de jovens aspirantes a músicos.
“Eu tive muita sorte. Consegui fazer minha profissão na música”, disse. Eu trabalhei em um lugar incrível, e tem sido ótimo. E ainda é.
Como assistir à transmissão
Este concerto será transmitido ao vivo no canal do YouTube do coro [em inglês] às 19h30 [horário de Salt Lake City] da sexta-feira, 19 de maio, e estará disponível sob demanda após o término da apresentação.
Sobre o órgão do Tabernáculo
O órgão de tubos do Tabernáculo tem cinco teclados e 206 fileiras de tubos, estando entre os maiores instrumentos do mundo. Seus tubos dourados são feitos de aduelas de madeira de Utah, e ainda contribuem para o som do famoso instrumento hoje.
O órgão do Tabernáculo remonta a 1867, quando foi colocado em serviço pela primeira vez, com cerca de 700 tubos, de acordo com o site do Coro do Tabernáculo [em inglês]. O estrutura não foi concluída até 1869 e o designer e construtor de órgãos, Joseph Ridges, um carpinteiro e marceneiro de profissão, e sua equipe, continuaram a trabalhar nele.
Desde então, o órgão foi ampliado e reformado. Um novo órgão, com alguns tubos do órgão anterior, foi instalado na década de 1940 e também foi ampliado. Atualmente, o órgão possui 11.623 tubos.

A série The Tabernacle Organ Virtuoso Performance Series
Este é o segundo de quatro concertos virtuosos agendados para este ano. Viktor Billa, organista e solista ucraniano, que é organista da Trinity United Methodist Church [Igreja Metodista Trinity United] em Tallahassee, Flórida, se apresentou em fevereiro.
No final deste ano, a série contará com Daniel Kerr, presidente do Departamento de Música e professor de órgão da BYU-Idaho, em 18 de agosto, e Brian Mathias, organista do Tabernáculo, em 3 de novembro. Cada apresentação será no Tabernáculo de Salt Lake às 19h30, sempre nas sextas-feiras agendadas, de acordo com a programação no site do Coro do Tabernáculo [em inglês].


