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Pequenas coisas têm grande impacto para missionários na Guatemala

Como pequenas coisas têm impactado os missionários da Guatemala e os membros que os servem

Disponível em:Inglês | Espanhol

CIUDAD VIEJA, GUATEMALA — Elizabeth Lopez de Sánchez acredita no poder das pequenas coisas. De pequena estatura, Lopez provou ser uma grande força para o bem, em seu chamado como presidente da Sociedade de Socorro da Estaca Antigua Guatemala, localizada na capital colonial do país e arredores, no departamento (estado) de Sacatapequez.

“Ela está ministrando constantemente, durante todo o domingo e durante toda a semana”, disse a síster Roxanne Probst, que lidera a Missão Guatemala Antigua ao lado de seu marido, o presidente Marcus F. Probst. Os missionários latinos às vezes chegam com apenas um conjunto extra de roupas em um saco de lixo, observou a síster Probst, mas os esforços de Lopez para arrecadar roupas adequadas e outros acessórios, fizeram uma grande diferença no número e na prontidão dos missionários.

Sua influência ajudou a estaca a aumentar sua força missionária, com a ajuda das presidentes da Sociedade de Socorro nas oito alas da estaca. Quando ela iniciou este projeto, há dois anos, disse Lopez, havia sete missionários da estaca de Antigua servindo. Atualmente, há 42.

Missionaries stand with donated suitcases in a hallway in Guatemala.
Missionários da Estaca Antigua Guatemala, chamados para servir em Honduras e no México, recebem malas doadas no escritório da Missão Guatemala Antigua. | Elizabeth López

Lopez compartilhou alguns de seus pensamentos e experiências, durante uma entrevista na capela de Ciudad Vieja, onde foi a primeira pessoa a ser batizada após a dedicação do prédio em 1994. Ela e seu marido, Juan Carlos Sánchez, um carpinteiro e marceneiro, têm vivido em Ciudad Vieja durante toda a vida, criando seus três filhos, os quais escolheram servir missão.

A white cathedral stands amid a plaza.
A praça e a catedral em Ciudad Vieja, Guatemala. | Laurie Williams Sowby

Ela expressou gratidão por duas missionárias que não a ignoraram porque ela tinha apenas 15 anos; ela foi o único batismo daquelas sísteres. “O evangelho mudou minha vida”, disse Lopez, “e quero ajudar outras pessoas a conhecê-lo.”

A advertência de uma autoridade geral durante a pandemia da COVID-19, de que “precisamos de mais missionários para acelerarmos o trabalho” permaneceu com Lopez, e ela decidiu ajudar os missionários a se prepararem para partirem em missão.

“Uma das coisas mais difíceis para os missionários são os recursos”, explicou Lopez. “Como Sociedade de Socorro, coletamos roupas missionárias adequadas e agora temos malas”, graças às remessas trimestrais de malas doadas por meio de uma fundação nos Estados Unidos.

O projeto ajudou mais de 100 missionários, incluindo a filha da própria Lopez, que fez parte do primeiro grupo, e desde então voltou da Costa Rica, e seus dois outros filhos. Um deles serve agora na Missão Argentina Bahía Blanca e o outro começou recentemente a servir na Missão Argentina Salta.

Elder Delwin Elian Sánchez López is serving in the Argentina Bajia Blanca Mission.
O élder Delwin Elian Sánchez López serve na Missão Argentina Bahia Blanca. Foto fornecida em março de 2024. | Courtesy Sánchez López family
Elder Luis Carlos Sánchez López serves in the Argentina Salta Mission.
O élder Luis Carlos Sánchez López serve na Missão Argentina Salta. Foto fornecida em março de 2024 | Courtesy Sánchez López family
Sariah Abigail Sánchez López stands for a photo.
Sendo a mais velha de três irmãos, Saria Abigail Sánchez López serviu missão na Costa Rica. | Courtesy Sánchez López family

Do presidente da estaca, Lopez obtém uma lista de jovens que planejam servir missão nos próximos seis meses e trabalha para ajudá-los a se prepararem. “Podemos conseguir tudo o que precisamos para um missionário em uma semana”, disse ela. “Se precisarem de alguma coisa, peço a todas as oito presidentes da Sociedade de Socorro.”

A preparação vai além da roupa e de uma mala para carregá-la. Quando ela ouve falar de vacinas gratuitas em algum lugar, ela organiza uma viagem de ônibus para futuros missionários e acompanha o grupo até a clínica. Ela também os acompanha ao dentista ou consultório médico, caso necessitem desse apoio.

Ela comemora quando eles partem e novamente quando retornam. Neste meio tempo, Lopez escreve uma breve mensagem de encorajamento para cada missionário todas as semanas em sua conta de mídia social. Nos aniversários, ela garante que uma carta escrita à mão seja entregue às famílias, que as famílias a reproduzem e enviam ao missionário. Quando o missionário volta para casa, a carta original está esperando.

E ela pode citar, mesmo sem olhar uma lista, os nomes e as designações missionárias de cada missionário que ela ajudou a preparar. Sobre seus esforços contínuos para apoiá-los, Lopez diz que simplesmente deseja que esses élderes e sísteres saibam que alguém em casa está ciente de seu serviço e se preocupa com eles.

Tal apoio faltou durante a sua própria missão, disse ela. Batizada contra a vontade do pai quando tinha 18 anos, Lopez mais tarde serviu uma missão. Ela continua sendo o único membro da Igreja em sua família. Seu marido também foi batizado como converso; na verdade, os dois se conheceram na capela da Ala Ciudad Vieja. Ele serviu missão em El Salvador e cinco meses depois que ela voltou de Quetzaltenango, Guatemala, eles se casaram no Templo da Cidade da Guatemala, Guatemala.

Elizabeth López and Juan Carlos Sánchez stand for a photo after being married.
Elizabeth López e Juan Carlos Sánchez comemoram depois de estarem casados e selados no Templo da Cidade da Guatemala, Guatemala, em dezembro de 2001. | Courtesy Sánchez López family

Lopez disse que aprendeu em sua missão que “meu chamado não é por um período de tempo, mas para sempre”, ajudando missionários futuros e atuais em um trabalho importante. Tendo concluído a parte teórica do seu programa de licenciatura em Ciências Jurídicas e Sociais, Lopez adiou por enquanto a tese e o estágio, para apoiar financeiramente os seus três filhos missionários. Ela espera um dia retomar aos estudos e se formar como advogada.

Enquanto isso, ela continuará oferecendo algumas breves palavras de encorajamento todas as semanas, escrevendo uma carta de aniversário, lembrando o nome e a missão de alguém, acompanhando futuros missionários às clínicas de vacinação e ajudando a arrecadar roupas missionárias.

“Isso não requer grandes esforços”, enfatizou ela. “Pequenas coisas importam.”

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