Em um mundo de vozes concorrentes, discernir a voz do Senhor pode parecer mais difícil do que nunca. Mas Rosalynde Welch, diretora associada do Instituto Neal A. Maxwell da BYU, diz que há um livro de escritura que está equipado para ajudar: Doutrina e Convênios.

Em um recente episódio do podcast do Church News [ambos em inglês], Welch descreveu Doutrina e Convênios como uma evidência de que Cristo conhece Seu povo e continua a falar hoje.
“O Salvador deseja conhecer e ser conhecido por cada um de nós”, disse ela. “Ele permanece conosco. Ele permanece em nós, se O recebermos.”
Tradução espiritual: Tornando a revelação pessoal
Welch explicou que Doutrina e Convênios oferece uma janela para os processos revelatórios. “O Senhor fala a Seus profetas ... em sua fraqueza e de acordo com sua linguagem”, disse ela, referindo-se a Doutrina e Convênios 1. Isto convida os leitores a acreditarem que Ele fará o mesmo com eles.
Assim, estudar as escrituras se torna um tipo de tradução espiritual. Quando o Senhor fala com Emma Hale Smith ou Martin Harris, Ele está falando com todos os Seus filhos. “Precisa haver um pouco de tradução, conforme passamos da situação do indivíduo que recebeu a revelação, para sua aplicação em nossa própria vida”, disse Welch.
O processo pode abrir a porta para encontros pessoais com Cristo. “O amor que irradia [do Salvador] para vocês pelo intermediário do profeta, não é diminuído”, disse ela.
Temas para se encontrar Jesus Cristo
Welch recentemente ajudou a publicar o recurso "Themes in the Doctrine and Covenants“ [Temas em Doutrina e Convênios - em inglês]. Ela compartilhou que uma abordagem temática pode aprofundar a aplicação pessoal.
Ela explicou que o objetivo de rastrear temas através de Doutrina e Convênios é o mesmo de qualquer escritura: mudar corações e converter, acrescentando: “Para nos proporcionar experiências em que possamos sentir o Espírito, conhecer melhor o Salvador e ser transformados por esse encontro.”
Welch fez referência ao ensinamento de Presidente Russell M. Nelson sobre "hesed“, uma palavra hebraica que denota “um relacionamento, próprio de um convênio, no qual ambas as partes devem ser leais e fiéis uma à outra”, como um exemplo de como o estudo temático pode iluminar o caráter de Cristo.
Uma lente para ‘pensar celestial’
Um tema emergente é o papel das ordenanças em manifestar o poder de Deus. Refletindo sobre Doutrina e Convênios 84:20–21, ela descreveu o significado de “o poder da divindade” ser “manifestado”.
Ela explicou que “manifestar” significa tornar algo visível. “As ordenanças são uma maneira pela qual o Senhor Se torna visível e presente para nós.”
Welch chamou o templo de uma “lente” que focaliza a perspectiva e alinha os discípulos com as prioridades divinas. “Nossos convênios dão forma aos nossos esforços e à nossa visão de para onde estamos indo”, disse ela, acrescentando que eles “nos permitem 'pensar celestial‘."
A esperança do arrependimento
De repreensões severas a Martin Harris, ao gentil encorajamento para Hyrum Smith, as primeiras seções revelam como o Senhor trabalha pessoalmente com Seus filhos.

Welch explicou que o arrependimento é profundamente esperançoso. “Podemos mudar, podemos ser melhores do que somos, com a ajuda do Senhor.”
Aceitando os dons de Deus
A revelação do Senhor a Emma Smith na seção 25, pode servir como um modelo. Ela foi chamada para consolar, exortar e liderar. O Senhor via Emma “como capaz, forte, poderosa”.
“Ele a chamou para assumir esses poderes”, disse Welch. “Ele a viu de uma maneira que nem ela mesmo era capaz de ver a si mesma.”
Welch observou que o Senhor faz o mesmo por todos os Seus filhos: “O Senhor nos vê de maneiras que nem nós mesmos conseguimos nos ver. Ele nos oferece oportunidades. Ele nunca nos forçará a aceitá-las, mas Ele as oferecerá para descobrirmos dons que não percebíamos ter.”
Quando o tempo se torna um templo
“O Dia do Senhor é um dia de simplicidade e de alegria”, disse Welch. “É uma redução radical apenas para o básico de nosso relacionamento com Deus.”
Ela citou o filósofo judeu Abraham Heschel, que descreveu o Sabbath como um templo no tempo: “Se o observarmos plenamente a cada semana, isso constituirá um sétimo de nossas vidas” disse ele.
Ao escalar o Monte Whitney, o pico mais alto dos Estados Unidos, Welch usou um machado para subir por um corredor com neve, passo a passo, como uma escada. Ela comparou essa imagem com a lei do Senhor, descrita no Discurso de King Follett, como uma “escada” que leva a Deus.
"A conferência geral é uma oportunidade de recebermos mais da lei do Senhor. Ele vai nos revelar uma nova seção da escada", disse ela. “O que acontece, é que nosso caráter muda, nossa natureza muda, e nos tornamos mais semelhantes ao nosso Salvador.”
Deus está ‘conosco’ — ainda
Welch voltou ao testemunho que molda sua leitura das escrituras: Cristo quer ser conhecido e recebido.
“O Jesus da história ... é agora uma presença viva em minha vida e na vida que compartilho em comunidade com os santos”, disse ela. “Ele é solidário com nossas alegrias e com nossos sofrimentos. Ele permanece conosco, Ele permanece em nós, se O recebermos.”

