Quando Samantha Dalby, estudante do ensino médio, foi aceita como a delegada da Geórgia para o National Youth Science Camp [Acampamento Nacional de Ciência para Jovens], um prestigiado programa de quatro semanas de ciência e atividades ao ar livre na região selvagem do estado norte-americano da Virgínia Ocidental, ela ficou exultante.
Havia apenas uma coisa que diminuiu sua empolgação: ter que perder a igreja por três semanas.
Felizmente, não muito tempo após o início do acampamento, ela conheceu Benjamin Chiu, representante de Utah, pois percebeu que ele era membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, após ter visto sua mochila com o logotipo For the Strength of Youth [Para o Vigor da Juventude].
Dalby disse que encontrar outros membros da Igreja no acampamento foi uma resposta às suas orações.
“Eu estava nas nuvens.”

Logo, Dalby também conheceu Breanne Graham, representante do estado da Virgínia, que havia contatado Chiu antes do acampamento, para perguntar se ele é membro da Igreja. Graham disse que presumiu que ele fosse, quando leu sua introdução afirmando que ele era de Utah e tocava órgão.
Por último, o trio se encontrou com Ellie Kinghorn, a representante da Virgínia Ocidental, que também é membro da Igreja.
“Significou muito para mim o fato de que eu não era a única membro da Igreja no acampamento, porque isso não apenas me mostrou que eu não estava sozinha, mas que a Igreja tem um alcance tão amplo”, disse Kinghorn.
Juntos, os quatro jovens ensinaram outros campistas sobre o evangelho ao servirem, compartilharem seu testemunho e manterem seus padrões.
A coragem de compartilhar
Quando outros participantes do acampamento ouviram que Chiu era de Utah, muitos deles tinham uma pergunta: “Você é mórmon?”
“No início do acampamento, responder esta pergunta me deixava nervoso, com o coração batendo forte”, disse Chiu, mas com o Espírito, ele foi capaz de se sentir mais confortável e confiante, e responder com um enfático “Sim”, ele era membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Chiu disse que teve oportunidades de ensinar outros campistas sobre missões, templos, a história da Igreja, a Palavra de Sabedoria e mais.
Graham compartilhou suas crenças de uma maneira normal e natural depois de ensinar uma aula de swing com Chiu para outros campistas.
Quando as pessoas perguntavam como os dois aprenderam a dançar swing, Graham lhes contava sobre as conferências FSY, que foi onde ela aprendeu.
“As pessoas estavam genuinamente curiosas, e foi incrível ver todas as oportunidades que tivemos de sermos missionários”, disse Graham.

Ensinar pelo exemplo
Os campistas santos dos últimos dias ensinaram com mais do que apenas palavras: eles viveram suas crenças.
“Nossas ações, demonstrando bondade e mantendo nossos padrões, foram um tipo de trabalho missionário que não se pode transmitir por palavras”, disse Kinghorn.
“Manter nossos padrões era mais importante do que como as pessoas nos percebiam”, acrescentou ela.

Dalby disse que compartilhou seu testemunho ao servir outros campistas, especialmente durante uma viagem de mochilão noturna.
Sendo uma das poucas campistas com experiência em mochilismo, ela ajudou os outros a superarem obstáculos no caminho, montarem barracas e incentivou os colegas.
“Poder servir aos outros durante a viagem foi uma oportunidade incrível para deixar a luz de Cristo brilhar através de mim, e me certifiquei de ser um exemplo do que Ele faria.”
Regozijo no sacramento
Um destaque mencionado por todos os quatro jovens foi ter a oportunidade de participar do sacramento, enquanto estavam no acampamento.
Como os jovens não puderam ir pessoalmente à igreja enquanto estavam no acampamento, Chiu entrou em contato com o bispo local para obter permissão para abençoar e administrar o sacramento.
Com a aprovação do líder do sacerdócio, os jovens se reuniam toda semana para participarem da ordenança.
“Fizemos isso com respeito, ao encontrarmos um lugar tranquilo para nos reunirmos”, disse Kinghorn. “Compartilhamos experiências que tivemos no acampamento, ou antes dele, que nos deram força e, em seguida, cantamos um hino juntos.”

Dalby disse que havia interrupções ocasionais em seus esforços de adoração, mas eles sempre encontravam uma maneira de completar a ordenança.
“Ver [a fé e a determinação dos outros jovens] para participarem da ordenança, mesmo quando tudo estava contra nós, foi inspirador para mim.”
Chiu podia ver a alegria que a participação do sacramento trazia a todos.
“Através dessas experiências”, ele disse, “senti profundamente o poder de possuir o sacerdócio e o privilégio de servir a Deus servindo a outros.”

