Um amigo me visitou há uns dois meses, na esperança de me animar depois de um problema de saúde, e balançou em sua mão um punhado de maços de 100 notas de 1 dólar. Depois de uma conversa agradável, ele se ofereceu para deixar algum dinheiro para ajudar com o que fosse preciso.
Depois que lhe disse que meus fundos pessoais eram suficientes, ele me entregou dois maços de dinheiro e me convidou a “fazer o bem”. Aceitei, dizendo que lhe daria um retorno sobre como o dinheiro seria utilizado.
Os primeiros pensamentos foram semelhantes ao que se vê nas redes sociais: vídeos e publicações de influenciadores e filantropos do dia a dia comprando refeições em grande quantidade para pessoas desabrigadas, entregando inesperadamente um maço de dinheiro a um desconhecido na rua, ou passando discretamente um cartão de crédito no caixa do supermercado para pagar as compras de clientes idosos.
Em vez disso, me concentrei em duas ideias: envolver outras pessoas como doadoras, talvez jovens ou crianças, cujos olhos poderiam brilhar ao verem uma pilha de 100 notas de 1 dólar, e fazer com que fosse uma experiência de aprendizado memorável, na qual elas decidissem quem e como ajudar.
Primeiro, perguntei a um amigo, o bispo Andrew Barnes, da Ala Sunset 10, em Provo, Utah, se ele poderia conversar com os membros do quórum de sacerdotes sobre como eles poderiam “fazer o bem” a outras pessoas com US$ 100. Não foram impostas condições, mas eu secretamente esperava que eles fizessem mais do que simplesmente planejar uma festa do quórum para convidar pessoas que não frequentam a Igreja regularmente.
Bispo Barnes relatou posteriormente que o quórum decidiu doar o dinheiro a um banco de alimentos local e passar várias horas em uma noite de terça-feira no banco de alimentos, descarregando paletes, organizando caixas de alimentos e ajudando em outras coisas, conforme necessário.
Ao visitar o quórum em um domingo com os 100 dólares, relatei as circunstâncias do dinheiro e o convite para fazerem o bem.
No final, os jovens fizeram mais do que simplesmente repassar uma quantia relativamente pequena de dinheiro que receberam inesperadamente, eles multiplicaram a doação muitas vezes, dedicando seu próprio tempo e esforço. Depois disso, vários deles falaram comigo individualmente sobre o serviço prestado e os aprendizados obtidos com a experiência.
“Um ótimo serviço e grandes atos de cuidado não requerem dinheiro, não precisam de um elemento monetário. O maior valor está em nos doarmos, nosso tempo, nossa atenção, nossos melhores esforços, nosso amor.”
— Scott Taylor
No mês passado, enquanto minha esposa e eu passávamos o feriado do Dia de Ação de Graças com a família de nosso filho mais velho no estado de Washington, reservei um tempo em uma das noites. Mostrando o último maço de US$ 100 aos nossos quatro netos, com idades entre 6 e 13 anos, contei a história para eles e os convidei a fazerem o bem. Sugeri algumas possibilidades que eles poderiam considerar com os pais: uma doação para uma instituição de caridade local, talvez usarem o dinheiro para ajudarem uma família ou dividirem o valor entre os quatro, para que cada um usasse US$ 25 ajudando um jovem amigo.
Em uma ligação recente à noite, ficamos sabendo que a família havia escolhido uma organização local que oferece moradia transitória para mães desabrigadas e seus filhos. Nosso filho nos contou que eles estavam voltando para casa depois de comprarem os itens sugeridos em uma loja local no subúrbio de Seattle, e as crianças, no banco de trás do carro, comentavam animadamente sobre como carregaram cestas de compras de um corredor para o outro, escolheram os itens, tentaram decidir o que mais comprar e, finalmente, aguardaram a entrega da doação.
No final das contas, não se trata apenas dos dois maços de US$ 100. Pessoas e famílias contribuem com doações e serviços em quantias, e valores centenas e milhares de vezes maiores do que os US$ 200. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias gastou US$ 1,45 bilhão para cuidar dos necessitados somente no ano passado.
Na verdade, não se trata de dinheiro, embora os 100 dólares no título e as notas na foto acima possam tê-lo levado até aqui. Um ótimo serviço e grandes atos de cuidado não requerem dinheiro, não precisam de um elemento monetário. O maior valor está em nos doarmos, nosso tempo, nossa atenção, nossos melhores esforços, nosso amor.
A chave é fazer o bem. O Salvador, Jesus Cristo, foi descrito por Pedro como alguém que “andou fazendo o bem” (Atos 10:38).
Presidente Gordon B. Hinckley ensinou na conferência geral de abril de 2006: “Não há limites para tudo de bom que podemos fazer, nem para o quanto podemos influenciar as pessoas.”
E no Livro de Mórmon, o Rei Benjamim ensina, por palavras e pelo exemplo, que “quando estais a serviço de vosso próximo, estais somente a serviço de vosso Deus” (Mosias 2:17).
E para o meu amigo Jamie: Este é o meu relatório.
— Scott Taylor é o editor-chefe do Church News.
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