O guia de estudo do “Vem, e Segue-Me” desta semana abrange Moisés 7e inclui o estabelecimento de Sião.
A seguir estão algumas citações de líderes da Igreja do passado e atuais, sobre este capítulo das escrituras.
Sião
“Em tempos antigos, Deus tomou a cidade justa de Sião para Si (ver Moisés 7:69). Em contrapartida, nos últimos dias a nova Sião receberá o Senhor quando Ele retornar (ver Moisés 7:62, 64). Sião é o puro de coração, um povo uno de coração e mente, que habita em retidão sem pobres entre eles (ver Moisés 7:18). O profeta Joseph Smith declarou: ‘Devemos fazer da edificação de Sião o nosso maior objetivo’. Edificamos Sião em nosso lar, nossa ala, nosso ramo e nossa estaca por meio de união, bondade e caridade.”
— Presidente D. Todd Christofferson, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2019, “Preparar-se para o retorno do Senhor”
“O profeta antigo, Enoque, trabalhou muitos anos para conduzir seu povo a esse estado de retidão. Como em nossos dias, eles também viviam numa época de iniquidade, guerras e derramamento de sangue. Mas as pessoas justas reagiram ‘E o Senhor chamou seu povo Sião, porque eram unos de coração e vontade e viviam em retidão; e não havia pobres entre eles’ (Moisés 7:18).”
“Notem em especial a palavra ‘porque’ nessa escritura. Sião foi estabelecida e floresceu porque seus cidadãos trabalhavam e viviam segundo a inspiração divina. Sião não vem como um dom, mas porque o povo do convênio, as pessoas virtuosas, se unem para edificá-la.”
— Bispo Keith B. McMullin, na época segundo conselheiro no Bispado Presidente, conferência geral de outubro de 2002: “A Sião vem, pois, depressa”
“‘E retidão enviarei dos céus; e verdade farei brotar da terra para prestar testemunho do meu Unigênito … e retidão e verdade farei varrerem a Terra … a fim de reunir meus eleitos dos quatro cantos da Terra em um lugar que prepararei … e e chamar-se-á Sião …’ (Moisés 7:62).
“Embora Sião, o lugar onde todos andam com Deus, ainda não esteja conosco, o caminho para Sião por meio da fé em Jesus Cristo está. Vivemos rodeados de provas concretas de que a justiça e a verdade estão na Terra e de que Cristo já veio fazer por nós o que não podemos fazer sozinhos, de acordo com a promessa das escrituras.”
— A falecida irmã Aileen H. Clyde, na época segunda conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, conferência geral de outubro de 1996, “Confirmadas na fé”
‘Uno de coração e vontade’
“O Senhor nos convida não apenas a nos unir a Seu reino, mas também a nos ocupar zelosamente na edificação dele. Deus tem em mente um povo ‘[uno] de coração e vontade’ (Moisés 7:18). E para sermos unos de coração, devemos buscar um coração puro, e isso exige uma poderosa mudança de coração.
“Mas isso não significa mudar meu coração para que ele se alinhe com o seu. Nem significa mudar seu coração para que ele se alinhe com o meu. Significa que todos mudamos nosso coração para que ele se alinhe com o Salvador.
“Se ainda não estamos prontos para isso, lembrem-se de que, com a ajuda do Senhor, nada é impossível.”
— Presidente Dieter F. Uchtdorf, membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2025, “‘Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos’”
Arbítrio

“O propósito principal da Criação e de nossa existência mortal é nos proporcionar a oportunidade de agir e nos tornar o que o Senhor nos convida a nos tornarmos.
“O Senhor instruiu Enoque:
“‘Olha estes teus irmãos; eles são a obra de minhas próprias mãos e eu dei-lhes seu conhecimento no dia em que os criei; e no Jardim do Éden dei ao homem seu arbítrio;
“‘E a teus irmãos disse eu e também dei mandamento que se amassem uns aos outros e que escolhessem a mim, seu Pai’ (Moisés 7:32-33).
“Os propósitos fundamentais para o exercício do arbítrio são o de amar uns aos outros e o de escolher a Deus. E esses dois propósitos estão alinhados com precisão com o primeiro e o segundo grande mandamento de amar a Deus com todo nosso coração, nossa alma e nosso pensamento, e de amar nosso próximo como a nós mesmos.”
— Élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2025, “Eles são seus próprios árbitros”
“Nosso amoroso Pai supervisionou a Criação desta Terra com o propósito específico de proporcionar uma oportunidade para vocês e para mim de termos as experiências da mortalidade que nos moldam e refinam, a oportunidade de usarmos nosso arbítrio moral dado por Deus para escolhermos a Ele (ver Moisés 7:33), aprendermos e crescermos, cometermos erros, arrependermo-nos, amarmos a Deus e ao próximo e um dia voltarmos ao lar celestial.”
— Élder Patrick Kearon, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2024, “Deus deseja levá-los para casa”
“Mesmo sabendo ter sido chamado pessoalmente por um Deus pessoal, Enoque teve de lutar contra sentimentos de inadequação pessoal (ver Moisés 6:31). Também chorou por causa da condição humana, mas foi-lhe dito: “Anima-te e alegra-te; e olha” (Moisés 7:44). Não houvesse olhado e sido espiritualmente esclarecido, Enoque teria visto a condição humana isolada da grandiosa realidade. Se Deus não estivesse ali, a pergunta de Enoque teria se transformado em um desesperado grito sem resposta!
“A princípio, Enoque recusou-se a ‘ser consolado’ (Moisés 7:44). Mas depois, viu o plano de Deus, a futura vinda do Messias no meridiano dos tempos e, finalmente, o triunfo dos propósitos de Deus; viu justiça e misericórdia caracterizando o trono de Deus (ver Moisés 7:31).
“Significativamente, as consequências do mau uso do arbítrio humano foram explicadas a Enoque: foi dado aos mortais o mandamento de que se ‘amassem uns aos outros’; não obstante, se tornaram um povo sem ‘afeição e odeiam seu próprio sangue’ (Moisés 7:33).
“Nós, também, podemos nos recusar a ser consolados, acusando Deus injustamente de grande parte da miséria humana, causada, na verdade, pelo não cumprimento dos mandamentos pelos mortais. Ou, como Enoque, ter suficiente humildade intelectual para olhar e aceitar as verdades sobre a existência de Deus e de sua personalidade e planos.”
— O falecido Élder Neal A. Maxwell, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 1987, “‘Todavia, estás ali’”
Um Deus que chora
“O plano de Deus de arbítrio moral na mortalidade permite que aprendamos por experiência própria. Recebemos algumas das maiores lições de vida de coisas que jamais escolheríamos. Com amor, Jesus Cristo desceu abaixo, como também subiu ao alto de todas as coisas. Ele Se regozija com nossas habilidades divinas de criatividade e alegria, de bondade sem esperar recompensa, de fé para o arrependimento e o perdão. E Ele chora de tristeza diante da grande crueldade, injustiça e sofrimentos humanos — que geralmente ocorrem devido às escolhas dos homens — assim como choram os céus, e Deus chora com eles (ver Moisés 7:28).”
— Élder Gerrit W. Gong, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2025, “As grandes dádivas da eternidade: A Expiação de Jesus Cristo, a Ressurreição e a Restauração”

“Quão gratos somos por todas as escrituras, em especial pelas escrituras da Restauração, que nos ensinam a respeito da grandiosidade de todos os membros da Trindade. Quão emocionados ficaríamos se, por exemplo, todo o mundo recebesse e aceitasse a visão do Pai, descrito de modo tão tocante na Pérola de Grande Valor.
“Ali, em meio a uma grande visão da humanidade que lhe fora aberta pelos céus, Enoque, observando as bênçãos e dificuldades da mortalidade, voltou o olhar para o Pai e ficou admirado de vê-Lo chorando. Ele disse, maravilhado e admirado, ao mais poderoso Ser do universo: ‘Como é que podes chorar … sendo que és justo [e] misericordioso e bondoso para sempre; e … paz … é a habitação de teu trono; e a misericórdia irá adiante de tua face e não terá fim; como é que podes chorar?’
“Observando os eventos de quase todos os dias, Deus respondeu: ‘Olha estes teus irmãos; eles são a obra de minhas próprias mãos … dei mandamento que se amassem uns aos outros e que escolhessem a mim, seu Pai; mas eis que eles não têm afeição e odeiam seu próprio sangue … portanto não deverão os céus chorar, vendo que eles sofrerão?’ (Moisés 7:29-33, 37)
“Essa cena única e tocante ensina mais sobre a verdadeira natureza de Deus do que qualquer tratado de teologia poderia transmitir. Ela também nos ajuda a compreender de modo muito mais profundo aquele vívido momento na alegoria da oliveira no Livro de Mórmon em que, depois de cavar e adubar, aguar e retirar as ervas daninhas, podar, transplantar e enxertar, o grande Senhor da vinha lança ao chão a sua pá e sua tesoura de poda e chora, clamando a quem queira ouvir: ‘… Que mais poderia ter eu feito pela minha vinha?’ (Jacó 5:41)
“Que imagem inesquecível do envolvimento de Deus em nossa vida! Que angústia de um Pai que vê Seus filhos rejeitarem a Sua pessoa e ‘o evangelho de Deus’ que Ele enviou (Romanos 1:1)! Quão fácil é amar alguém que nos ama de modo tão especial!”
— O falecido Presidente Jeffrey R. Holland, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2003, “A grandiosidade de Deus”
‘Homem de Santidade’
“Somos filhas do Pai Celestial, e cada uma de nós tem um legado divino de santidade. Nosso Pai Celestial declarou: ‘Eis que eu sou Deus; Homem de Santidade é o meu nome’ (Moisés 7:35). No mundo pré-mortal, amamos nosso Pai e O adoramos. Desejamos ser como Ele. Devido a Seu perfeito amor paterno, Ele enviou Seu Filho Amado, Jesus Cristo, para ser nosso Salvador e Redentor. Ele é o Filho do Homem de Santidade.”
— Irmã Carol F. McConkie, na época primeira conselheira na presidência geral das Moças, conferência geral de abril de 2017, “A beleza da santidade”
‘Com o correr do tempo’
“O povo da cidade de Enoque é lembrado por ter sido tão bom, tão incrivelmente bom, que toda a cidade foi arrebatada para o céu. Mas, se lermos cuidadosamente, veremos que a cidade de Sião foi levada ‘com o correr do tempo’ (Moisés 7:21). Deve ter sido um processo de seguir avante, passo a passo, por um longo período de tempo, assim como foi para os pioneiros, assim como para vocês e eu.”
— Irmã Virginia H. Pearce, na época primeira conselheira na presidência geral das Moças, conferência geral de abril de 1997, “Ir em frente e dar tempo ao tempo”
‘Farei com que a verdade varra a terra’

“O Senhor nos constituiu como povo para uma missão especial. Tal como Ele disse a Enoque, no passado, o dia em que vivemos seria um dia de trevas, mas também seria uma época em que a retidão viria do céu, e a verdade seria enviada novamente para a Terra a fim de prestar testemunho de Cristo e de Sua missão expiatória. Como um dilúvio, essa mensagem varreria o mundo, e os eleitos do Senhor seriam reunidos dos quatro cantos da Terra (ver Moisés 7:62). Onde quer que estejamos no mundo, fomos moldados como povo para sermos instrumentos da paz do Senhor.”
— Élder Robert S. Wood, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de abril de 2006, “Instrumentos da paz do Senhor”
“O Senhor, naturalmente, viu os nossos dias. Viu os efeitos devastadores da transgressão. E profetizou que protegeria Seu povo.
“Ele falou a Enoque a respeito dos últimos dias — dias de iniquidade e de vingança — e declarou:
“‘E chegará o dia em que a Terra descansará, mas antes desse dia os céus escurecerão e um véu de trevas cobrirá a Terra; e os céus tremerão, assim como a Terra; e haverá grandes tribulações entre os filhos dos homens, mas meu povo eu preservarei;
“‘E retidão enviarei dos céus; e verdade farei brotar da terra para prestar testemunho do meu Unigênito; de sua ressurreição dentre os mortos; sim, e também da ressurreição de todos os homens; e retidão e verdade farei varrerem a Terra, como um dilúvio, a fim de reunir meus eleitos dos quatro cantos da Terra’ (Moisés 7:61-62).
“Notaram que Ele disse ‘farei brotar [a verdade] da terra’. Para fazer o quê? ‘Para prestar testemunho do meu Unigênito’.
“O Livro de Mórmon foi compilado e traduzido para os nossos dias. Brotou da terra conforme profetizado para abençoar e guiar a vida das pessoas hoje em dia. Veio na época que o Senhor sabia que viria, quando as perturbações causadas pela iniquidade se tornassem muito intensas.”
— O falecido Élder L. Aldin Porter, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de abril de 2001, “Para prestar testemunho do meu Unigênito”

