Quando o filho de Lynda Morris nasceu em 1984, nove semanas antes do previsto, ele foi do hospital para casa, conectado a um aparelho para monitorar seus sinais vitais.
Morris disse que o recém-nascido puxava os cabos, às vezes acionando alarmes falsos e causando estresse.
Agora, mais de 40 anos depois, existe uma solução para o dilema de Morris, que é enfrentado por muitas famílias com bebês prematuros.

Organizações como a Close Knit Friends [em inglês] reúnem polvos de crochê com pernas elásticas para doar a bebês prematuros. Os bebês podem puxar as pernas elásticas em vez de fios e cateteres intravenosos, e os companheiros de crochê ajudam a regular seus batimentos cardíacos.
Quando Morris, que faz parte da Estaca Reno Nevada, soube da necessidade de polvos de crochê para a organização Close Knit Friends por meio do ServirAgora.org, ela sentiu que queria contribuir.
“Os polvos para prematuros podem ter um impacto positivo, não apenas nos bebês, mas também nos pais que podem estar enfrentando dificuldades diante das exigências que um bebê prematuro coloca sobre a família”, disse ela.

Estacas em Nevada começaram a trabalhar com a Close Knit Friends para confeccionar polvos no início de 2025. Devido à complexidade do padrão de crochê, a organização havia tido dificuldades para reunir polvos suficientes para atender às necessidades da unidade de terapia intensiva neonatal local. Em outubro de 2025, os organizadores do projeto afirmaram ter recebido o suficiente para abastecer a UTI neonatal por dois anos.
Airiel Altemara, da Estaca Reno Nevada Mount Rose, tem uma deficiência que dificulta atividades físicas, como ajudar alguém a se mudar para dentro ou para fora de uma casa. Ela gostou de fazer polvos de crochê porque é um serviço que pode ser prestado em casa. O projeto a ajudou a se sentir mais incluída.
“Ao longo do último ano, enquanto trabalhava neste projeto, conheci mais pessoas da minha ala e até ensinei algumas a fazerem crochê”, disse Altemara. “Isso me ajudou a me sentir mais integrada à minha família da ala.”

Trisha Nugent, também da Estaca Reno Nevada Mount Rose, acredita que fazer os polvos é uma forma de usar seus talentos para o bem.
“Muitas vezes sinto que não tenho talentos chamativos, mas amo o fato de que este é um talento único meu, ensinado pela minha mãe, que posso usar para servir ao próximo de forma discreta”, disse ela.
Assim como esses membros em Nevada, muitos membros da Igreja estão usando seus talentos criativos para abençoarem outras pessoas. A seguir, apresentamos mais três projetos de serviço que destacam como os membros podem usar seus talentos para servirem.
Perucas e gorros para pacientes com câncer
Em 25 de outubro de 2025, membros da comunidade de Blanding, Utah, se uniram para confeccionar 64 perucas de princesa e gorros de super-heróis para crianças em tratamento contra o câncer. As perucas foram doadas ao Magic Yarn Project [em inglês] e enviadas para diversas partes do mundo.

Rossi Holliday, uma menina de 2 anos de Blanding, que terminou seu tratamento contra o câncer em maio de 2025, recebeu uma peruca de Rapunzel no evento.
“Senti uma gratidão imensa”, disse a mãe de Rossi, Sydney Holliday. “Ver tantas mulheres se unindo para darem à minha filha e a tantas outras famílias e crianças um presente tão significativo foi incrivelmente emocionante e algo que jamais esquecerei.”

Embora inicialmente fossem solicitados 60 voluntários, quase 120 pessoas compareceram para ajudarem a fazer as perucas, sendo exigidas duas horas de trabalho de cada uma.
“O projeto superou minhas expectativas”, disse sua organizadora, Kathy Hurst. “O resultado foi melhor do que o esperado.”
Edredons de bebê feitos de retalhos
Há 10 anos, Grace Ann Skousen, da Estaca Gilbert Arizona Stapley, tem sido voluntária da Days for Girls International [em inglês], uma organização que fornece absorventes menstruais laváveis para mulheres e meninas em todo o mundo. Enquanto cortava e costurava os absorventes de tecido, ela percebeu que tinha muitos retalhos.
“E como qualquer boa costureira com sangue pioneiro sabe, você pode fazer algo com os retalhos”, disse Skousen.
Junto com Susan Whitfield, outra mulher da equipe da Days for Girls, Skousen decidiu fazer colchas usando os retalhos.
As duas prepararam colchas para serem amarradas no dia de serviço de 11 de setembro de sua estaca [em inglês], e quando as colchas ficaram prontas, Skousen procurou no ServirAgora um lugar para doá-las. Ela encontrou a Gathering Humanity [em inglês], uma organização que fornece cobertores e móveis para refugiados nos EUA.

Ao entregar as colchas sendo doadas, Skousen fez um tour pelas instalações da Gathering Humanity. Ela disse que aprender sobre as pessoas que a organização atende tornou o projeto muito mais significativo.
A experiência ajudou Skousen a sentir esperança e mostrou que ela podia ajudar outras pessoas em meio a tragédias ao redor do mundo.
“Posso servir as pessoas da minha própria comunidade e encontrar maneiras de fazer isso no ServirAgora”, disse ela. “Isso me ajuda a ter a sensação de que estou fazendo a diferença, uma mudança real, local e viável.”
Travesseiros para pacientes cardiovasculares
Durante quatro anos, Carrie Langlois, presidente da Sociedade de Socorro da Estaca Round Rock Texas, tem organizado um almoço chamado “Silver Belles” para mulheres de sua estaca com mais de 60 anos. Ela disse que é um momento para as mulheres mais velhas se sentirem vistas e celebradas.
O almoço mais recente, em 3 de dezembro de 2025, apresentou um projeto social: a confecção de almofadas em formato de coração, para ajudar crianças em recuperação de cirurgias cardiovasculares. Os pacientes podem apertar as almofadas para aliviar a dor no peito quando tossem.

Langlois disse que, no passado, os almoços não incluíam projetos de serviço comunitário, mas provavelmente incluirão no futuro, porque as mulheres gostaram muito.
“Acho que elas se sentiram muito necessárias e úteis ao realizarem o projeto”, disse ela.
A especialista em comunicação da estaca encontrou o projeto e recortou os moldes para os corações. No almoço, as mulheres encheram 85 almofadas e as costuraram. Langlois disse que as mulheres ficaram no almoço mais tempo do que o habitual, conversando e costurando. Duas mulheres até se ofereceram para levarem o tecido extra para casa e terminarem por conta própria.
Langlois afirmou que participar do projeto foi uma terna misericórdia para as mulheres, ajudando-as a se sentirem especiais e incluídas.


