Menu

RootsTech 2026: Atriz Marlee Matlin fala sobre inclusão na história da família

A atriz vencedora do Oscar, que é surda, disse que a inclusão é uma 'responsabilidade histórica'

Disponível em:Inglês | Espanhol

As realizações de Marlee Matlin vão do cinema à literatura.

Em 1987, aos 21 anos, ela se tornou a primeira pessoa surda a ganhar um Oscar. Esta honra também a tornou a mulher mais jovem a ganhar o prêmio de Melhor Atriz, um recorde que ela ainda detém.

Além disso, Matlin é uma atriz indicada ao Globo de Ouro e ao Emmy, conhecida por seus papéis em séries de TV populares, e é autora de quatro livros, incluindo uma autobiografia que figurou na lista do New York Times entre os livros mais vendidos.

Academy Award-winning actress Marlee Matlin shares her story at RootsTech at the Salt Palace Convention Center in Salt Lake City on Thursday, March 5, 2026.
A atriz vencedora do Oscar, Marlee Matlin, compartilha sua história na RootsTech 2026, realizada no Centro de Convenções Salt Palace em Salt Lake City, Utah, na quinta-feira, 5 de março de 2026. | Scott G Winterton, Deseret News

“Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de ser visível em espaços onde as pessoas surdas antes eram excluídas, e de falar sobre a importância de reconhecer que a privação da língua existe”, disse Matlin em linguagem de sinais, enquanto um intérprete traduzia. “É por isso que eu sabia tão pouco sobre a história da minha própria família. Mas, sabe, tudo isso pode mudar. E o que vocês estão fazendo hoje contribui para isso.”

Matlin compartilhou suas perspectivas e experiências durante uma palestra na sessão de abertura [em inglês] da Rootstech 2026 na quinta-feira, 5 de março.

Ela foi precedida por Steve Rockwood, presidente e CEO do FamilySearch International; sua prima, Jennifer Rockwood, que é a treinadora principal do time de futebol feminino da Universidade Brigham Young; e Howard Hochhauser, CEO do Ancestry.com.

A RootsTech é uma conferência global de três dias que celebra a família, organizada pelo FamilySearch International e patrocinada por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e outras importantes organizações de genealogia. É o maior evento de genealogia do mundo, com palestrantes renomados, centenas de aulas e novas tecnologias. A conferência do ano passado atraiu milhões de participantes de mais de 200 países e territórios.

O evento de 2026 ocorre de 5 a 7 de março, com uma versão presencial em Salt Lake City e outra on-line em Rootstech.org. O evento conta com centenas de aulas, um pavilhão de exposições, palestrantes renomados e conteúdo selecionado disponível em vários idiomas.

Audience members applaud in sign language after listening to Academy Award-winning actress Marlee Matlin speak during RootsTech at the Salt Palace Convention in Salt Lake City on Thursday, March 5, 2026.
Membros da audiência aplaudem em linguagem de sinais após ouvirem a atriz vencedora do Oscar, Marlee Matlin, na RootsTech no Salt Palace em Salt Lake City, na quinta-feira, 5 de março de 2026. | Scott G Winterton, Deseret News

Em suas observações, Steve Rockwood conversou com Jennifer Rockwood sobre como um time de futebol exemplifica o tema da Rootstech 2026: “Juntos”. Por exemplo, ele disse que arquivistas e historiadores são como goleiros, defendendo e protegendo o passado. Recenseadores, fotógrafos e digitalizadores são como meio-campistas, conectando jogadas ao ligarem o passado ao presente. Genealogistas e provedores de tecnologia são como atacantes, avançando com as informações pelo campo e as convertem em gols.

Assim como o futebol é um esporte global, a história da família é um esforço global, disse Steve Rockwood.

“Toda cultura tem antepassados. Toda nação mantém registros. Toda família tem histórias”, disse ele. “E em todo o mundo, quando alguém descobre quem é e de onde vem, o sentimento de alegria é universal.”

Academy Award-winning actress Marlee Matlin shares her story at RootsTech at the Salt Palace Convention Center in Salt Lake City on Thursday, March 5, 2026.
A atriz vencedora do Oscar, Marlee Matlin, compartilha sua história na RootsTech 2026, realizada no Centro de Convenções Salt Palace em Salt Lake City, Utah, na quinta-feira, 5 de março de 2026. | Scott G Winterton, Deseret News

Inclusão e pertencimento

As observações de Matlin também abordaram a universalidade do trabalho de história da família, particularmente a importância da inclusão. Matlin afirmou que a inclusão não é apenas um valor social, mas uma “responsabilidade histórica.”

Como pessoa surda, ela frequentemente reflete sobre como é fácil para pessoas como ela desaparecerem dos registros históricos, não porque não amaram, trabalharam, sonharam e contribuíram, mas porque suas histórias nem sempre foram documentadas de forma a torná-las visíveis.

Quando as famílias pesquisam suas raízes, elas buscam conexão e pertencimento, continuou Matlin. Mas se certos antepassados estiverem ausentes, pessoas com deficiência, imigrantes que não falavam o idioma dominante, mulheres cujos nomes mudaram ou parentes cujas identidades não se encaixavam nas normas sociais de sua época, a árvore genealógica fica incompleta.

“Se os pesquisadores não entenderem esse contexto, podem ignorar registros importantes ou interpretar erroneamente uma história de vida”, disse Matlin. “Inclusão significa aprender a ler os registros com empatia. Significa fazer perguntas diferentes.”

Academy Award-winning actress Marlee Matlin shares her story at RootsTech at the Salt Palace Convention Center in Salt Lake City on Thursday, March 5, 2026.
A atriz vencedora do Oscar, Marlee Matlin, compartilha sua história na RootsTech 2026, realizada no Centro de Convenções Salt Palace em Salt Lake City, Utah, na quinta-feira, 5 de março de 2026. | Scott G Winterton, Deseret News

Matlin afirmou que inclusão também significa acessibilidade. Na história da família, isso significa que plataformas, arquivos e eventos devem ser acessíveis; e isso, por sua vez, significa legendar vídeos, contratar intérpretes de língua de sinais e fornecer outros recursos que permitam a participação de todos.

“Quando existem barreiras de acesso, elas não apenas impedem a participação. Elas transmitem uma mensagem sobre quem pertence a algum lugar”, disse Matlin. “E o sentimento de pertencimento é exatamente o que a história da família representa.”

Agora, a tecnologia está criando novas oportunidades para incluir pessoas de todas as raças, culturas e outras identidades, disse Matlin. Por exemplo, a digitalização pode permitir a preservação de registros frágeis; a inteligência artificial pode ajudar a indexar documentos manuscritos; e a colaboração global pode conectar parentes distantes em diferentes continentes.

“Precisamos convidar as pessoas, não apenas a consumirem a história, mas também a contribuírem para ela”, disse Matlin. “O FamilySearch está em uma posição única para liderar nessa área, porque você não está apenas construindo um banco de dados: você está construindo uma rede viva de memórias. … E, às vezes, as descobertas mais significativas não são as grandiosas, nem as da realeza ou das figuras famosas, mas a resiliência silenciosa de pessoas comuns cujas vidas tornaram as nossas possíveis.”

HISTÓRIAS RELACIONADAS
Steve Young, Zico, Marlee Matlin e outros palestrantes são anunciados para a RootsTech 2026
Como participar da Conferência RootsTech de 2026
Mantenham Cristo no centro da história da família, ensina Élder Patrick Kearon
NEWSLETTER
Receba destaques do Church News entregues semanalmente na sua caixa de entrada grátis. Digite seu endereço de e-mail abaixo.