Centenas de aulas oferecidas na RootsTech 2026 ensinaram pesquisadores de história da família a utilizarem registros de regiões e países específicos, como África, Austrália, Europa e outros.
Embora muitas apresentações tenham se concentrado em lugares distantes, pelo menos duas estavam enraizadas na história de Salt Lake City, onde a conferência ocorreu, e destacaram os pioneiros de Utah.
Veja, a seguir, os resumos destas duas apresentações realizadas na RootsTech sobre os pioneiros de Utah.
Pesquisando registros dos primeiros pioneiros

Julie Merrill é genealogista credenciada e gerente de pesquisa na AncestryProGenealogists [em inglês]. Ela também atuou por cinco anos como voluntária no FamilySearch.
No sábado, 7 de março, Merrill ministrou uma aula intitulada “Registros de templos pioneiros e as informações e relações inexploradas que eles contêm”. O curso explorou alguns dos motivos pelos quais a pesquisa de história da família envolvendo pioneiros de Utah pode ser difícil, bem como dicas para superar esses desafios.
Por exemplo, Merrill disse que os primeiros pioneiros não foram incentivados a organizar seus registros de história da família até 1894, quando o então Presidente da Igreja, Wilford Woodruff, pediu aos membros da Igreja que começassem a selar os falecidos às suas próprias famílias, o quanto possível.
Os “registros do templo” resultantes, disse ela, agora são mantidos na sala de Coleções Especiais [em inglês] da biblioteca do FamilySearch. Esses microfilmes são ricos em informações, mas não estão em ordem alfabética ou organizados de outra forma; por isso, Merrill recomendou o uso de um recurso disponível no FamilySearch, chamado “Annotated record of baptisms for the dead, 1840-1845” [Registro anotado de batismos pelos mortos, 1840-1845 – em inglês], que é uma série de índices que ajuda os pesquisadores a encontrarem pessoas específicas nos registros em microfilme.
Merrill recomendou o uso do recurso “Registros Anotados” para, primeiro, encontrar o antepassado em questão e, em seguida, usar essa informação para buscar um registro original nas Coleções Especiais. Ela também deu exemplos de como esses e outros registros podem ajudar os pesquisadores a eliminarem duplicatas, corrigirem unificações de duplicatas por engano e esclarecerem quais ordenanças vicárias do templo foram ou não realizadas para determinadas pessoas.
“Então, espero que hoje eu tenha aberto um pouco os seus olhos para o que pode estar faltando nas histórias de nossos antepassados pioneiros, e para o que talvez [tenha acontecido com] aqueles nomes que eles pesquisaram e que foram esquecidos”, disse Merrill. “Confiram, explorem e se divirtam.”
Recordando as mulheres pioneiras

Ellen Jeppson, 26ª presidente da International Society Daughters of Utah Pioneers [Sociedade Internacional Filhas dos Pioneiros de Utah – em inglês], fez uma apresentação na quinta-feira, 5 de março, intitulada “Filhas dos Pioneiros de Utah: Preservando a história dos pioneiros que vieram para Utah entre 1847 e 1869.”

Jeppson compartilhou histórias da vida de várias mulheres corajosas e fiéis que atravessaram as planícies rumo a Utah. Por exemplo, Ruth May Fox nasceu em 1853 em Wiltshire, Inglaterra, onde seus pais se converteram à Igreja quando ela tinha cerca de um ano de idade. Na adolescência, ela fez a jornada para Utah, onde mais tarde se casou e teve 12 filhos.
Jeppson disse que Ruth May Fox também participou do movimento sufragista feminino, atuou como presidente geral das Moças da Igreja e escreveu o hino “Constantes Qual Firmes Montanhas”. Ela faleceu em 1958, aos 104 anos.
“Ela viveu a era dos carroções, dos automóveis, dos aviões e o início da era espacial”, disse Jeppson. “[Ela era] uma mulher incrível e uma representante fantástica dos muitos pioneiros que deixaram suas casas e vieram para Utah, onde construíram uma vida maravilhosa e bem-sucedida. Eu amo Ruth May Fox. Estou ansiosa para conhecê-la um dia.”

Jeppson também compartilhou como a organização Filhas dos Pioneiros de Utah foi fundada em 1901 por Annie Taylor Hyde, filha dos pioneiros John Taylor e Jane Ballantyne. A organização celebrará seu 125º aniversário em 11 de abril, disse Jeppson, e hoje conta com 101.000 membros e 120 museus em toda a América do Norte.
“Annie Taylor Hyde não fazia ideia do que os pioneiros representariam para seus descendentes e para as pessoas ao redor do mundo”, disse Jeppson, “mas ela tinha certeza de que lembrá-los daria coragem, força e fé. Acho que ela ficaria feliz em saber que seus filhos e os filhos de seus filhos, ao longo de toda a história, se lembram de seus antepassados pioneiros.”
