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Jon Ryan Jensen: O Domingo de Ramos pode ajudar a ‘lembrá-lo de quem você é’

“Hosana: Bendito o rei de Israel que vem em nome do Senhor”.

Disponível em:Inglês | Espanhol

A frase “Lembre-se de quem você é” já foi dita a muitos jovens ao saírem de casa com um grupo de amigos, em um encontro ou ao irem para a escola.

Meus pais disseram isto para mim e para meus irmãos. Seus pais disseram isto a eles. E agora eu digo isto aos meus filhos.

Recentemente, minha filha adolescente estava saindo de casa para assistir a um espetáculo. Uma amiga e sua família passaram para buscá-la, e me vi dizendo aquela frase familiar.

Às vezes, digo isso por instinto. Desta vez, senti que vinha do fundo do meu coração.

“Lembre-se de quem você é.”

Ela sorriu, como quem diz que sabia que isto iria acontecer e que já tinha ouvido aquilo mil vezes antes. E mesmo que já tivesse ouvido, ouvirá de novo na próxima vez que sair.

Mas a pergunta inaudível do Espírito Santo, que voltou para mim quando ela entrou no carro para ir embora, foi: “Você se lembra de quem ela é?”

Uma busca rápida pela frase “Lembre-se de quem você é” na Biblioteca do Evangelho mostra dezenas de vezes nas quais líderes da Igreja ensinaram esta mesma frase nas conferências gerais.

Ao pesquisar frases que especificamente ensinam quem somos, encontrei muitas respostas. O Senhor fala com muitos de Seus profetas e outras pessoas ao longo do tempo, lembrando-os, dizendo-lhes quem eles são. Foi um exercício esclarecedor.

Então, à medida que nos aproximamos do Domingo de Ramos, meus pensamentos se voltaram para o Salvador. Jesus sabia quem Ele era durante Sua vida mortal. Alguns O buscaram durante toda a vida, mas não O reconheceram quando Ele veio à Terra. Outros não O buscaram ativamente, mas O encontraram em seus momentos de necessidade.

Aquele Domingo de Ramos original parece ter sido um reconhecimento coletivo, por parte do povo de Jerusalém, de quem Jesus era.

João 12:13 registra que aqueles que agitavam ou estendiam folhas de palmeira quando o Senhor entrou em Jerusalém clamavam: “Hosana! Bendito o rei de Israel que vem em nome do Senhor!”

Mateus 21:8 registra que foi “muitíssima gente” que o recebeu com folhas de palmeira.

Não sei se essas mesmas pessoas sabiam ou se lembravam de quem eram naquele momento, mas estavam aprendendo e relembrando quem Ele era.

O falecido Élder Bruce R. McConkie, do Quórum dos Doze Apóstolos, escreveu: “Somente reis e conquistadores receberam uma prova tão extraordinária de respeito como essa. … Entre brados de louvor e rogos por salvação e libertação, vemos os discípulos cobrirem o caminho de nosso Senhor com ramos de palmeiras como símbolo de vitória e triunfo” (Comentário Doutrinário do Novo Testamento, 1965).

Quando nos lembramos de quem somos e agimos de acordo, honramos os convênios que fizemos com o Pai Celestial.

Quem somos nós?

Presidente Dallin H. Oaks disse às moças, como minha filha, na conferência geral de outubro de 2018, que elas são “únicas”, “abençoadas” e “maravilhosas”.

“Devido ao seu conhecimento do evangelho restaurado de Jesus, vocês são únicas. Seu conhecimento permitirá que perseverem e vençam as dificuldades que o amadurecimento traz”, disse ele.

Esse conhecimento do evangelho e essas características, por si sós, são insuficientes. Ao nos lembrarmos do que aprendemos sobre o Salvador, Sua Expiação, o plano de salvação e a Restauração do evangelho de Jesus Cristo, devemos “nos esforçar para fazer o que é certo”, disse Presidente Oaks. Ele fez referência ao hino “Ó Crianças, Deus Vos Ama”.

E, ao nos lembrarmos de quem somos e fazermos o que é certo, talvez nos encontremos com outra “grande multidão” mencionada no Novo Testamento. Esta também inclui folhas de palmeira e brados de gratidão ao nosso Salvador. Mas o seu dia ainda não chegou. João viu essa multidão em uma visão sobre a qual escreveu em Apocalipse 7.

“Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém.”

—  Apocalipse 7:12

“Uma grande multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; e clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro”, escreveu ele nos versículos 9-10.

Oro para que, naquele dia, estejamos entre aqueles que adoram a Deus, conforme descrito no versículo 12 do capítulo.

“Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém.”

— Jon Ryan Jensen é o editor do Church News.

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Esse conhecimento do evangelho e essas características, por si sós, são insuficientes.

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