O guia de estudo do “Vem, e Segue-Me” desta semana abrange Rute e Samuel 1-7, incluindo as histórias de Rute, Ana e Samuel.
A seguir, estão algumas citações de líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tanto do passado quanto do presente, sobre estes capítulos das escrituras.
Rute
“Um modelo ideal de feminilidade é Rute. Percebendo a tristeza no coração da sogra, que perdera dois ótimos filhos, e sentindo talvez a agonia do desespero e da solidão que atormentavam a alma de Noemi, Rute proferiu algo que veio a tornar-se a declaração clássica de lealdade: ‘Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus’ (Rute 1:16). As ações de Rute demonstraram a sinceridade de suas palavras.
“Devido à lealdade eterna que dedicava a Noemi, Rute casou-se com Boaz e, por consequência, ela — a estrangeira e convertida moabita — tornou-se a bisavó de Davi e, portanto, antecessora de nosso Salvador Jesus Cristo.”
— O falecido Presidente Thomas S. Monson, na época primeiro conselheiro na Primeira Presidência, conferência geral de outubro de 2002, “Modelos a serem imitados”
“Quando nos convertemos ao evangelho de Jesus Cristo, nos tornamos tanto humildes quanto valentes; sentimo-nos fortalecidas para tomar decisões. Um exemplo das várias dificuldades que pessoas bondosas enfrentam na vida pode ser encontrado no breve relato do livro de Rute, no Velho Testamento. Toda vez que o leio, descubro algo novo. Ultimamente tenho pensado nesse relato como uma história de conversão, coragem e decisão. Refere-se a outra época, outra cultura, e ainda assim se refere a nós também.
“Noemi e seu marido, Elimeleque, com os dois filhos, haviam deixado Israel, por causa da grande fome que assolava o país, peregrinando até uma terra inimiga chamada Moabe. No devido tempo, seus filhos se casaram com mulheres moabitas, cujos nomes eram Orfa e Rute. Então, no espaço de dez anos, o pai e os dois filhos faleceram. Noemi soube que a fome havia cessado em Judá e decidiu voltar ao seu povo. Aconselhou as noras a voltarem para suas famílias. Chamou-as de filhas e as beijou e elas levantaram a voz e choraram (Isto não é extraordinário? Não entendo por que uma história tão clara e conhecida como essa não mude um pouco o teor das anedotas que se contam sobre as sogras). Por fim, Orfa decide permanecer em Moabe e Noemi diz mais uma vez a Rute: ‘Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada’ (Rute 1:15).
“Nesse momento, num hebraico majestoso e poético, Rute comunica sua decisão e confirma sua conversão. ‘Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores, irei eu, e onde quer que pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus’ (Rute 1:16).
“Quando Noemi, que era uma mulher sensata, viu a determinação de Rute, ‘deixou de lhe falar’ (ver Rute 1:18), o que não quer dizer que tenha deixado de falar com ela, mas que desistiu de tentar convencê-la das dificuldades que enfrentaria em Israel. Rute, a moabita, enfrentaria a intolerância, a pobreza e muita incerteza, mas havia se convertido e havia tomado uma decisão. Ela e Noemi formaram uma grande dupla, não apenas enfrentando juntas os problemas que surgiam, mas também aproveitando as oportunidades.
“Com o passar do tempo, Rute se casou com Boaz e tiveram um filho. ‘Então as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor… pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos.
“‘E Noemi tomou o filho... e foi sua ama.
“‘E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E chamaram o seu nome Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi’ (Rute 4:14-17).
“Este foi um tipo de profecia de grande importância para nós. Em uma cultura hostil à liderança feminina, estas mulheres, Noemi e Rute, viveram de tal modo que resultou, segundo a escritura enfatiza, em Obede, pai de Jessé, que é pai de Davi, através de cuja linhagem, detalhadamente descrita no primeiro capítulo de Mateus, nasceu Jesus, chamado o Cristo. Poderíamos imaginar que o pequeno livro de Rute prenunciaria tão grandioso acontecimento?
“Rute, com confiança, enfrentou sofrimentos que não nos são estranhos – a morte de um ente querido, a solidão em um local estranho e a necessidade de trabalhar para sobreviver. Seu empenho, ao tomar cada decisão, repercutiu posteriormente em um acontecimento grandioso, e é para mim um exemplo de que devemos dar grande importância à vida diária e às decisões que tomamos ao procurarmos seguir a Deus.”
— A falecida irmã Aileen H. Clyde, na época segunda conselheira na presidência geral da Sociedade de Socorro, conferência geral de outubro de 1992, “Confiança por meio da conversão”…
1 Samuel 1

“Testifico que Deus ouve nossas orações quando oramos com fé e sinceridade de coração. Ana é um poderoso exemplo disso: ela foi à casa do Senhor para derramar sua alma em oração (ver 1 Samuel 1:7, 15). Sua fé profunda e sua disposição em cumprir seus convênios eram evidentes. ‘O Senhor se lembrou dela’ (1 Samuel 1:19), assim como Ele se lembra de nós, mesmo quando parece o contrário. Contudo, também devemos nos lembrar de nossa parte: não podemos esperar que Ele se lembre de nós se ignorarmos nossa parte no convênio. Ana permaneceu fiel aos seus convênios e cumpriu sua promessa, entregando Samuel para servir ao Senhor (ver 1 Samuel 1:28).”
— Élder Wayne Maurer, Setenta de Área, no artigo de junho de 2026 da revista Liahona, “Deus ouve e fala com Seus filhos” [em inglês]
“As filhas fiéis de Deus desejam ter filhos. … Algumas mulheres não recebem a responsabilidade de gerar filhos na mortalidade, mas assim como Ana, do Velho Testamento, que orou fervorosamente por seu filho (ver 1 Samuel 1:11), a importância que as mulheres dão à maternidade nesta vida, bem como os atributos da maternidade, que alcançarem aqui, surgirão com elas na Ressurreição (ver Doutrina e Convênios 130:18). As mulheres que desejam essa bênção na vida e se esforçam por alcançá-la têm a promessa de que a receberão por toda a eternidade, que é muitíssimo mais longa que a mortalidade. Há uma influência e poder eternos na maternidade.”
— Irmã Julie B. Beck, na época presidente geral da Sociedade de Socorro, conferência geral de outubro de 2007, “Mães que sabem”
1 Samuel 2
“Ao refletir sobre a necessidade de cultivarmos essa virtude [da temperança], recordo-me das palavras de Ana, mãe do profeta Samuel — uma mulher de fé que, mesmo após grandes provações, ofereceu ao Senhor um cântico de gratidão. Ela disse: ‘Não faleis mais palavras tão altivas, nem saiam coisas arrogantes da vossa boca; porque o Senhor é o Deus de conhecimento, e por [Ele] são as ações pesadas na balança’ (1 Samuel 2:3). Seu cântico é mais do que uma oração, é um convite à humildade, ao domínio próprio e à moderação. Ana nos lembra de que a verdadeira força espiritual não se expressa em reações impulsivas ou palavras altivas, mas em atitudes temperantes, ponderadas e alinhadas à sabedoria do Senhor.”
— Élder Ulisses Soares, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2025, “Revestidos com a virtude da temperança”
“Em 1 Samuel 2:12–17, 22–34, aprendemos a respeito do mal cometido pelos filhos de Eli, o sacerdote. Eles tiraram vantagem do cargo do pai para violar o convênio do sacerdócio. Buscaram satisfazer seus desejos lascivos ao se entregarem a condutas imorais com mulheres que iam adorar e ao pegarem corruptamente para si a carne dos sacrifícios do povo de Israel. O Senhor proferiu severos julgamentos contra os filhos de Eli e contra o próprio Eli por não os ter impedido.
“Esses desejos carnais podem ser vencidos pela determinação de guardar nossos convênios com Deus. … Se formos vencidos pela tentação, o desejo de restaurar nosso relacionamento com o Pai Celestial vai conduzir-nos ao arrependimento sincero. A Expiação do Salvador Jesus Cristo então nos ajuda a tornar-nos dignos novamente.”
— Élder Joseph W. Sitati, na época Setenta Autoridade Geral, no artigo de julho de 2016 da revista Liahona, “Honrar a Deus honrando nossos convênios”
1 Samuel 3

“Podemos [ajudar nossos filhos] a perceberem quando eles estão ouvindo e sentindo o Espírito. Vamos voltar no tempo do Velho Testamento para ver como Eli fez exatamente isso por Samuel.
“O jovem Samuel, por duas vezes, ouviu uma voz e correu para Eli, dizendo: ‘Eis-me aqui.’
“‘Não te chamei eu’, respondeu Eli.
“Mas ‘Samuel ainda não conhecia ao Senhor, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do Senhor.’
“Na terceira vez, Eli percebeu que o Senhor tinha chamado Samuel e o instruiu que dissesse: ‘Fala, Senhor, porque o teu servo ouve’ (ver 1 Samuel 3:4-10).
“Samuel estava começando a sentir, a reconhecer e a escutar a voz do Senhor. Porém, esse jovem rapaz não começou a compreender até que Eli facilitasse tal reconhecimento. E, por ter sido ensinado, Samuel foi capaz de se familiarizar com a voz mansa e delicada.”
— Irmã Mary R. Durham, na época recém-desobrigada como segunda conselheira na presidência geral da Primária, conferência geral de abril de 2016, “O dom que orienta uma criança”
“Eli servia como sumo sacerdote em Israel quando Samuel, o profeta, era criança. As escrituras explicam que o Senhor o repreendeu severamente ‘porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu’ (1 Samuel 3:13). Os filhos de Eli nunca se arrependeram, e toda a Israel sofreu por causa da insensatez deles. A história de Eli nos ensina que os pais que amam os filhos não podem dar-se ao luxo de ficar intimidados por eles.”
— Élder Larry R. Lawrence, então Setenta Autoridade Geral, conferência geral de outubro de 2010, “Pais corajosos”
“Vocês têm que manter a mente limpa para que reconheçam e reajam aos sussurros do Espírito. Escolham cuidadosamente as informações que deixam entrar em sua mente. Evitem o tumulto do mundo. A televisão, os filmes e, especialmente, a Internet fornecem uma janela aberta por meio da qual você pode ver as coisas mais distantes do mundo. Eles podem transmitir-lhes informações enaltecedoras, boas e inspiradoras. No entanto, se usados de modo inadequado, esses meios tecnológicos podem encher sua mente de pensamentos tão insalubres que lhes será impossível ouvir os sussurros do Espírito. Vivam cada dia de modo a estarem sintonizados com o Espírito como o menino-profeta Samuel, e serão capazes de responder ao Senhor dizendo: ‘Fala, Senhor, porque o teu servo ouve’” (1 Samuel 3:10).
— O falecido Élder Harold G. Hillam, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de abril de 2000, “Futuros líderes”
1 Samuel 7
“Em 1 Samuel 7, lemos que os israelitas estavam sendo atacados pelos filisteus. Em menor número e com medo de perderem a vida, eles imploraram ao profeta Samuel que orasse pedindo a ajuda de Deus. Samuel ofereceu um sacrifício e orou por proteção. Em resposta, o Senhor feriu os filisteus, e eles recuaram para o seu território. Essa vitória está registrada no versículo 12: “Então tomou Samuel uma pedra, e a pôs entre Mizpá e Sem, e chamou o seu nome Ebenézer; e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor.’
“Em hebraico, a palavra ‘ebenézer’ significa ‘pedra da ajuda’. Esta pedra erguida era uma lembrança aos israelitas do que o Senhor havia feito por eles. Este Ebenézer era, literalmente, um monumento erguido para recordar a grande ajuda que Deus concedeu àquele que ergueu a pedra. O Velho Testamento está repleto de exemplos dos filhos de Israel se esquecendo dos muitos milagres e experiências espirituais que o Senhor lhes concedeu.
“Recordar nossas próprias experiências espirituais e reconhecer que essas experiências, dadas a nós pelo Senhor, nos trouxeram até onde cada um de nós está hoje. Em outras palavras, ao nos lembrarmos, estamos erguendo nosso próprio Ebenézer.”
— Curt Holman, então vice-diretor do Departamento de Dança da Universidade Brigham Young, durante seu devocional na BYU em julho de 2013, “Erguendo seu Ebenézer: Um Monumento para Lembrar” [em inglês]

