Ao participar da reunião da família de Abinadi e Hannah Seely Olsen, como parte de uma designação de trabalho, lembranças de encontros de família da minha juventude invadiram minha mente. E isso reforçou ensinamentos proféticos contínuos sobre a família.
Não chamávamos isso de reuniões de família quando nos reuníamos. Mas tínhamos tradições anuais. Um lado da família frequentava o mesmo rodeio há décadas. Do outro lado, nos reuníamos no dia 4 de julho na casa de uma tia.
Com um lado da família, jogávamos Wiffle ball [uma variação simplificada de beisebol], soltávamos fogos de artifício, fazíamos sorvete de laranja com abacaxi e bebíamos root beer [refrigerante norte-americano] caseiro. Com o outro, comíamos frappé de Oahu (uma sobremesa cítrica congelada), descascávamos espigas de milho frescas e jogávamos futebol americano.
Nenhuma daquelas atividades é especificamente descrita nas escrituras, ou em uma mensagem de conferência geral como sendo imprescindível para manter nossa família unida por toda a eternidade. Mas estarmos juntos como família certamente nos ajudou a nos aproximarmos cada vez mais uns dos outros a cada encontro. Isto nos ajudou a desenvolver o amor uns pelos outros e a aprender a cuidar uns dos outros.
Na conferência geral de abril de 2026, Presidente Dallin H. Oaks pediu àqueles que seguem a Cristo que sejam pacificadores em suas famílias.
“Em nossa família e em outros relacionamentos pessoais, evitemos tudo o que é agressivo e que leva ao ódio. Que busquemos ser santos, assim como nosso Salvador”, disse ele.
Embora reconheça que nem todos os encontros familiares ao redor do mundo sejam pacíficos e amorosos, ao relembrar minhas próprias experiências com a família da minha mãe e a do meu falecido pai, sinto-me abençoado por nossas experiências terem sido, em grande parte, condizentes com o convite do Profeta. Minhas lembranças são repletas de risadas, beliscões que minha avó dava nas minhas bochechas, comparações de altura entre os primos e conversas sobre quando nos reuniríamos novamente.
Não me lembro de ter ouvido palavras agressivas ou que levassem ao ódio.
Não era uma utopia. Tivemos nossos momentos de doenças e desavenças. Mas nenhum desses fatores nos impediu de desfrutar da companhia um do outro.
Estarmos juntos como família certamente nos ajudou a nos aproximarmos cada vez mais uns dos outros a cada encontro. Isto nos ajudou a desenvolver amor uns pelos outros e aprender a cuidar uns dos outros.
E ver a grande família de Abinadi e Hannah Olsen reunida para seu encontro bienal me pareceu estranhamente familiar, embora não fosse a minha própria família.
Primos adolescentes perguntavam uns aos outros sobre recentes missões, escola e namoros. Os primos mais novos convidavam uns aos outros para brincarem de pega-pega, jogarem kickball [esporte semelhante ao beisebol] ou brincarem na água. De modo geral, as famílias se davam bem, apesar de quaisquer diferenças individuais que pudessem existir. E faziam tudo isso sem Wi-Fi, sem sinal de celular, sem banheiros nem água encanada.
Isso me lembrou de outro ensinamento da conferência geral de abril de 2026, da presidente Susan H. Porter, presidente geral da Primária da Igreja. A presidente Porter tem viajado pelo mundo ajudando pais e professores na criação dos filhos mais novos de Deus na Terra hoje. Em sua mensagem da conferência, ela delineou parte do plano do Pai Celestial para cada um de nós.
“Como parte de Seu plano, precisaríamos vir à Terra, ganhar um corpo e escolher viver Seus mandamentos de amor”, disse ela. “Então, poderíamos voltar a viver com Ele e nossa família em alegria e paz.”
Sei que ela já viu famílias de todos os tipos, conforme ministra em diversos lugares. Sei que ela já ouviu histórias comoventes. Sei que ela também já ouviu falar de milagres.
Ver tudo o que ela tem visto e ainda assim testificar dessa verdade é suficiente para encher meus olhos de lágrimas. Ela sabe que, apesar dos desafios e provações, toda família tem a chance de viver com alegria e paz com Deus.
Ao buscarmos viver com uma medida extra de santidade em nosso lar e com nossa família, nos tornamos “mais firmes na causa”, como diz o hino “Mais Vontade Dá-me” ( nº 75), de Philip Paul Bliss.
Em seu discurso de encerramento da conferência geral de abril, Presidente Oaks reiterou o convite para demonstrarmos mais amor em nossas famílias.
“Que todos demonstremos o puro amor de Cristo em nossa família, em nossa comunidade e em todas as nossas interações com os filhos de Deus”, disse ele.
Tendo testemunhado o legado dos antepassados do próprio Presidente Oaks, sei que o amor pode perdurar ao longo das gerações, enquanto servimos e passamos tempo de qualidade com nossas famílias.
— Jon Ryan Jensen é editor do Church News.
