Estima-se que 10 milhões de pessoas de origem africana tenham sido escravizadas na América pré e pós-colonial.
Agora, o FamilySearch e a sociedade genealógica American Ancestors [Ancestrais Americanos – em inglês] estão buscando restaurar suas identidades para seus descendentes.
O projeto 10 Million Names [10 Milhões de nomes – em inglês] foi lançado em agosto de 2023, e o FamilySearch anunciou sua participação em 15 de fevereiro. A American Ancestors compartilhará a história do projeto no palco principal da RootsTech na sexta-feira, 1° de março.
De acordo com um comunicado de imprensa [em inglês], “a iniciativa histórica” utilizará tanto histórias de família individuais, quanto documentos históricos para construir um banco de dados gratuito, e pesquisável, de informações sobre os antepassados africanos escravizados durante o período do Comércio Transatlântico de Escravos nos E.U.A., que vai do século XVI ao século XIX.
10 Million Names também usará uma rede de genealogistas profissionais, organizações culturais e historiadores de famílias baseados nas comunidades, para uma pesquisa que será abordada de forma diferente dos métodos padrões utilizados por genealogistas: em vez de começar com pessoas vivas e retroceder até os antepassados, eles começarão com antepassados e avançarão até indivíduos vivos.
Para auxiliar neste esforço, o FamilySearch está compartilhando suas soluções de inteligência artificial e tecnologia “inovadoras”, para ajudar a identificar pessoas escravizadas, a partir de seus milhões de registros históricos disponíveis gratuitamente para pesquisa. De acordo com o mesmo comunicado de imprensa, esta é a maior fonte de registros para afro-americanos no mundo. O FamilySearch também ajudará o 10 Million Names a identificar, digitalizar, transcrever e publicar novas coleções anteriormente indisponíveis.
Steve Rockwood, presidente e diretor executivo do FamilySearch International, disse que a organização está animada com a alegria que virá quando as pessoas fizerem descobertas e conexões familiares.
“A colaboração com a American Ancestors no projeto 10 Million Names está alinhada com a visão do FamilySearch de facilitar, para milhões de indivíduos de ascendência africana na América do Norte, o restabelecimento de suas raízes africanas e a começarem sua jornada genealógica”, disse ele.
Ryan Woods, presidente e diretor executivo da American Ancestors, disse que está “entusiasmado” em colaborar com o FamilySearch no projeto 10 Million Names, após mais de 20 anos de projetos conjuntos e o compromisso de ambas organizações com a genealogia afro-americana.
“O desejo de compreender os próprios ancestrais e seu impacto é profundamente humano”, disse Woods, acrescentando que as “extensas coleções e expertise do FamilySearch acelerarão a oportunidade para 44 milhões de afro-americanos hoje, de rastrear suas raízes até seus ancestrais anteriormente escravizados.”
![É estimado que 10 milhões de pessoas de origem africana tenham sido escravizadas na América pré e pós-colonial. Agora, o FamilySearch e a sociedade genealógica American Ancestors [Ancestrais Americanos] ajudarão a restaurar suas identidades através do projeto 10 Milhões de Nomes.](https://pt.thechurchnews.com/resizer/v2/MBWMOAJDDNM64GN36OJJUTL3FM.jpg?auth=97a777e8b25dc5bad8c29af242f1181b225b22c8ffcc17bab47c1b10961f1c80&focal=761%2C573&width=800&height=600)