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‘Uma pequena luz faz uma grande diferença’, diz a presidente Johnson na Cúpula de Liberdade Religiosa de Notre Dame

Com mais de 30 anos de experiência jurídica, a presidente Camille Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, fez uma apresentação na cúpula internacional em Londres

LONDRES, Inglaterra — A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias deseja ser uma “luz” e um “fermento” em todas as nações, mesmo em ambientes hostis à fé religiosa, disse a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, enquanto participava de um painel com líderes religiosos globais na quinta-feira, 13 de julho, na Cúpula de Liberdade Religiosa de Notre Dame em Londres, Inglaterra.

“Quando está mais escuro, mesmo uma pequena luz pode fazer uma grande diferença”, disse a presidente Johnson. “Assim, acreditamos que a injunção do Salvador, de que Seus seguidores devem ser uma luz, se aplica a nós, especialmente em tempos de escuridão.”

Referindo-se às parábolas de Jesus Cristo sobre o sal e o fermento, a presidente Johnson observou: “O sal e o fermento podem fazer uma grande diferença em pequenas doses, mas apenas se mantiverem seu caráter e sabor característicos.”

O rabino Alex Goldberg, da Universidade de Surrey, Inglaterra, discursa em um painel durante a Cúpula de Liberdade Religiosa de Notre Dame em Londres, Inglaterra, em 13 de julho de 2023. Ao seu lado estão a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, e o bispo Matthew Kukah, bispo da diocese católica de Sokoto, na Nigéria. O professor Mahan Mirza moderou o painel. Cada palestrante abordou o tema “Respostas religiosas ao surgimento da autocracia.”
O rabino Alex Goldberg, da Universidade de Surrey, Inglaterra, discursa em um painel durante a Cúpula de Liberdade Religiosa de Notre Dame em Londres, Inglaterra, em 13 de julho de 2023. Ao seu lado estão a presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, e o bispo Matthew Kukah, bispo da diocese católica de Sokoto, na Nigéria. O professor Mahan Mirza moderou o painel. Cada palestrante abordou o tema “Respostas religiosas ao surgimento da autocracia.” | Matt Cashore, Universidade de Notre Dame

A conferência de três dias foi realizada na Honourable Society of the Inner Temple [Honorável Sociedade do Templo Interior], uma sociedade jurídica histórica em Londres onde pessoas como Mahatma Gandhi estudaram e que remonta ao período dos Cavaleiros Templários.

Cerca de 60 estudiosos e especialistas de várias nacionalidades e instituições fizeram apresentações durante a conferência. Além de seu serviço na Igreja em tempo integral, a presidente Johnson possui mais de três décadas de experiência na advocacia, como litigante civil.

Os membros da Sociedade de Socorro procuram cumprir sua missão de levar ajuda ao mundo todo, por meio de esforços humanitários colaborativos, continuou a presidente Johnson. Isso inclui iniciativas globais para atender às “necessidades de todas as crianças e mães”, em relação à nutrição, imunização, educação e cuidados maternos e neonatais. “Deixamos nossa luz brilhar globalmente e, como sal e fermento, procuramos atender às necessidades daqueles que precisam de ajuda e vivem em nossas próprias casas e bairros.”

A presidente Johnson falou no dia de encerramento da conferência. Seu painel incluiu comentários do rabino Alex Goldberg, da Universidade de Surrey, na Inglaterra, e do bispo Matthew Kukah, bispo da diocese católica de Sokoto, na Nigéria, cada um falando sobre o assunto do painel: “Respostas religiosas ao surgimento da autocracia.” O professor Mahan Mirza, da Universidade de Notre Dame, moderou o painel.

A presidente Johnson levou saudações ao grupo de Presidente Dallin H. Oaks, da Primeira Presidência de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, “que gostou de sua participação na Cúpula de Liberdade Religiosa de Notre Dame em Roma no ano passado. Naquela ocasião, Presidente Oaks enfatizou que ‘devemos nos unir e encontrar uma razão comum para defendermos e promovermos a liberdade religiosa. Este não é um apelo a compromissos doutrinários, mas sim um apelo à unidade e cooperação na estratégia e defesa, em direção ao nosso objetivo comum de liberdade religiosa para todos.’”

Presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, participa de um painel de discussão durante a Cúpula de Liberdade Religiosa da Faculdade de Direito de Notre Dame em Londres, em 13 de julho de 2023.
Presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, participa de um painel de discussão durante a Cúpula de Liberdade Religiosa da Faculdade de Direito de Notre Dame em Londres, em 13 de julho de 2023. | Matt Cashore, Universidade de Notre Dame

Uma introdução à Sociedade de Socorro

A presidente Johnson descreveu a origem da Sociedade de Socorro, que se tornou uma das maiores e mais antigas organizações femininas do mundo, mas remonta a “uma época de extrema pobreza e perseguição aos membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.” A presidente Johnson explicou: “A Sociedade de Socorro foi estabelecida para proporcionar alívio, tanto material quanto espiritual, aos primeiros santos e seus vizinhos.”

“Imaginem comigo mulheres, em vários graus de deficiência e privação, tentando aliviar o fardo de outras mulheres, homens e crianças em graus semelhantes de escassez e sofrimento. Mas mesmo naqueles primeiros dias difíceis, os relatos das pioneiras estão cheios de regozijo pela irmandade e alegria que encontraram ao servirem umas às outras.”

“De fato, ao fornecerem alívio, os membros da Sociedade de Socorro encontraram seu próprio alívio divino.”

Hoje, explicou a presidente Johnson, os membros da Sociedade de Socorro são motivadas pela fé e pelo amor a Deus e ao próximo. “Elas ensinam em suas congregações e em casa. Elas defendem corajosamente a moralidade e as famílias. Os membros da Sociedade de Socorro sempre ‘esperaram ocasiões extraordinárias e chamados urgentes.’

“Proteger a liberdade religiosa em uma sociedade em rápida evolução é certamente uma ocasião extraordinária e um chamado urgente.”

Presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, participa de um painel de discussão durante a Cúpula de Liberdade Religiosa da Faculdade de Direito de Notre Dame em Londres, em 13 de julho de 2023.
Presidente Camille N. Johnson, presidente geral da Sociedade de Socorro, participa de um painel de discussão durante a Cúpula de Liberdade Religiosa da Faculdade de Direito de Notre Dame em Londres, em 13 de julho de 2023. | Matt Cashore, Universidade de Notre Dame

A Igreja deseja servir a todos

Os membros da Igreja acreditam que têm uma mensagem para “todas as pessoas em todos os lugares” e, como tal, os santos dos últimos dias vivem sob muitos tipos de governo e estruturas legais, disse a presidente Johnson.

A Igreja acredita no “direito universal ao livre exercício da consciência e que todas as pessoas e instituições devem poder expressar publicamente suas opiniões sobre questões enfrentadas pela sociedade”. A Igreja também acredita em “honrar e manter a lei” em todos os países em que atua e, portanto, busca manter a neutralidade política para realizar seu trabalho e esforços humanitários.

Isto significa, continuou a presidente Johnson, “agir de acordo com a lei, mesmo em lugares onde são impostos limites severos às operações da Igreja.” A presidente Johnson compartilhou a declaração mais recente da Igreja sobre neutralidade política, publicada em junho de 2023. “A Igreja não procura eleger líderes governamentais, apoiar ou se opor a partidos políticos ou, em geral, tomar partido em conflitos globais. A Igreja é neutra em questões políticas internas ou entre as muitas nações, terras e povos do mundo.” A Igreja como instituição, no entanto “reserva-se o direito de abordar questões que acredita terem consequências morais significativas ou que afetam diretamente a missão, os ensinamentos ou as operações da Igreja.”

A presidente Johnson explicou que essa norma permite que a Igreja e a Sociedade de Socorro ofereçam cuidados e socorro a “todas as pessoas em todas as circunstâncias, independentemente de seu interesse no evangelho, persuasão política ou associação a qualquer fé, partido ou tribo específica.”

Participantes da Cúpula de Liberdade Religiosa da Faculdade de Direito de Notre Dame em Londres.
Participantes da Cúpula de Liberdade Religiosa da Faculdade de Direito de Notre Dame em Londres. | Matt Cashore, Universidade de Notre Dame

Esforços humanitários

A presidente Johnson citou o Livro de Mórmon para descrever o compromisso da Igreja e da Sociedade de Socorro com o humanitarismo.

“E assim, em sua prosperidade, não deixavam de atender a quem quer que estivesse nu ou faminto ou sedento ou doente ou que não tivesse sido alimentado; e o seu coração não estava nas riquezas; portanto, eram liberais com todos, tanto velhos como jovens, tanto escravos como livres, tanto homens como mulheres, pertencessem ou não à igreja, não fazendo acepção de pessoas no que se referia aos necessitados” (Alma 1:30).

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias patrocina o trabalho humanitário “em ambientes extremamente complexos em todo o mundo, incluindo lugares com governantes autocráticos, governos falidos e países controlados por facções”, explicou a presidente Johnson.

Ela continuou: “Em 2022, os esforços da Igreja para cuidar dos necessitados incluíram mais de US$ 1 bilhão em despesas, 6,3 milhões de horas de voluntariado e 3.692 projetos humanitários em 190 países e territórios, de acordo com o Relatório Anual da Igreja: ‘Cuidar dos Necessitados.’”

“Onde quer que estejamos no mundo, os fiéis religiosos devem procurar ser luz, fermento e sal”, concluiu a presidente Johnson. “Devemos tentar seguir princípios de neutralidade política e cuidar para protegermos nossa independência e integridade institucional.”

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