Presidente Jeffrey R. Holland, Presidente em Exercício do Quórum dos Doze Apóstolos, prestou um poderoso testemunho do Salvador, Jesus Cristo, em seu discurso na manhã de domingo, durante a conferência geral de outubro de 2024 de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
“Quando estivermos diante Dele e virmos as marcas em Suas mãos, em Seus pés, e em Seu lado, começaremos a compreender o que significou para Ele suportar nossos pecados, familiarizar-se com a dor e ser completamente obediente a Seu Pai, tudo por puro amor por nós”, declarou Presidente Holland.
O Salvador sempre alinhou Sua vontade e comportamento com os de Seu Pai Celestial, disse Presidente Holland, compartilhando as palavras que Cristo proferiu quando apareceu aos nefitas: “Eis que eu sou Jesus Cristo. … Bebi da taça amarga que o Pai me deu, … no que me submeti à vontade do Pai… desde o princípio” (3 Néfi 11:10-11).
Presidente Holland observou: “Ele poderia ter se apresentado de várias maneiras, mas, neste caso, ele declarou Sua obediência à vontade do Pai.”
O exemplo sublime do Salvador, compartilhado por Presidente Holland, foi uma das várias referências feitas pelos líderes da Igreja, durante as cinco sessões da conferência realizada nos dias 5 e 6 de outubro, sobre a necessidade de mansidão, humildade ou submissão à vontade de Deus.
Cuidado com o orgulho e a rebelião
Em sua mensagem na noite de sábado, Élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Apóstolos, alertou os santos dos últimos dias sobre o “veneno espiritual do orgulho”.
Aqueles que orgulhosamente focam apenas em si mesmos desenvolvem uma cegueira espiritual, observou Élder Bednar. “Quando cegamente ‘seguimos nossos próprios caminhos’ e tomamos atalhos destrutivos, temos a tendência de nos apoiar em nosso próprio entendimento, a nos vangloriar da nossa própria força e a confiarmos em nossa própria sabedoria.”
Élder Bednar alertou que, “se você ou eu não acreditamos que possamos ser afligidos pelo orgulho, talvez já estejamos sofrendo dessa doença espiritual”.
Se, no entanto, as pessoas acreditam que podem ser afligidas pelo orgulho, então elas consistentemente farão as coisas pequenas e simples que as protegerão e as ajudarão, disse Élder Bednar, citando Mosias 3:19: para se tornarem “como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se tudo quanto o Senhor achar que lhe deva infligir sobre [nós]”, e Alma 32:16: “Benditos são os que se humilham sem serem compelidos a ser humildes”.
Élder Bednar testificou que, “ao andarmos na mansidão do espírito do Senhor, evitaremos e venceremos o orgulho e teremos paz Nele.”
Durante a sessão da tarde de sábado, Élder D. Todd Christofferson, do Quórum dos Doze Apóstolos, alertou contra as formas de rebelião, especificamente a versão “mais insidiosa” e passiva da rebelião: ignorar a vontade de Deus.
“Muitos que nunca considerariam uma rebelião ativa, ainda podem se opor à vontade e à palavra de Deus ao seguirem seu próprio caminho sem considerarem a direção divina.”
O cantor Frank Sinatra certa vez cantou a letra “I did it my way” (Eu fiz do meu jeito), disse Élder Christofferson. “Certamente, na vida há muito espaço para preferências pessoais e escolhas individuais, mas quando se trata de questões de salvação e vida eterna, nossa canção tema deveria ser, ‘I did it God’s way’ (Eu fiz do jeito de Deus), porque realmente não há outra maneira.”
Quando os conversos lamanitas dos filhos de Mosias enterraram suas armas de rebelião, eles não apenas se livraram de suas armas literais de guerra, “mas também de sua desobediência a Deus e a Seus mandamentos.”
Hoje, enterrar as armas da rebelião contra Deus “significa simplesmente ceder ao influxo do Espírito Santo, despojar-se do homem natural e tornar-se santo ‘por meio da expiação de Cristo, o Senhor’ (Mosias 3:19). Significa colocar o primeiro mandamento em primeiro lugar em nossa vida. Se nosso amor a Deus e nossa determinação de servi-Lo com todo o nosso poder, mente e força se tornarem a pedra de toque pela qual julgamos todas as coisas e tomamos todas as nossas decisões, teremos enterrado nossas armas de rebelião”, declarou Élder Christofferson.
Submeter-se à vontade de Deus
O título do discurso de Élder Ulisses Soares na tarde de sábado foi “Alinhar nossa vontade à Dele”.
“Frequentemente lutamos com o que achamos que sabemos e o que consideramos ser o melhor e o mais correto para a nossa vida, em oposição a compreendermos o que o Pai Celestial de fato sabe, o que é eternamente melhor para nós e o que é absolutamente correto, de acordo com Seu plano para Seus filhos”, disse Élder Soares, membro do Quórum dos Doze Apóstolos.
Uma tendência crescente no mundo é das pessoas proclamarem: “Vivo minha própria verdade ou faço o que me agrada.”
Élder Soares ensinou: “Este modo de pensar é frequentemente justificado como sendo ‘autêntico’ por aqueles que se entregam a seus desejos egocêntricos, preferências pessoais ou que desejam justificar certos tipos de comportamento que, com frequência, não estão de acordo com o plano amoroso de Deus e Seu desejo para eles.”
Um dos momentos mais gloriosos da mortalidade ocorre quando descobrimos a alegria que advém, quando “nossos desejos” e “o que é agradável diante de Deus” se tornam uma coisa só, ensinou Élder Soares. “Para fazer com que a vontade do Senhor se torne a nossa vontade, de modo irrevogável e inquestionável, é necessário um discipulado majestoso e heroico. Nesse momento sublime, nos tornamos consagrados ao Senhor, e submetemos toda a nossa vontade à Dele. Tal submissão espiritual, por assim dizer, é bela, poderosa e transformadora.”
Na sessão da manhã de sábado, Élder David P. Homer, Setenta Autoridade Geral, citou o falecido Élder Neal A. Maxwell, do Quórum dos Doze Apóstolos, que ensinou: “a entrega de nossa vontade a Deus é realmente a única coisa pessoal e ímpar que temos para depositar no altar de Deus.”
Élder Homer então acrescentou: “Não é de se admirar que o rei Benjamim estivesse tão ansioso para que seu povo se tornasse ‘como uma criança, submisso, manso, humilde, paciente, cheio de amor, disposto a submeter-se a quanto o Senhor achar que lhe deva infligir, assim como uma criança se submete a seu pai’” (Mosias 3:19).
O Salvador deu o exemplo perfeito de submissão, disse Élder Homer. “A escolha de submeter nossa vontade à de Deus é um ato de fé que está no centro de nosso discipulado. Ao fazermos essa escolha, descobrimos que não diminuímos nosso arbítrio; ao contrário, ele é ampliado e recompensado pela presença do Espírito Santo, que traz propósito, alegria, paz, esperança que não podemos encontrar em nenhum outro lugar.”
