O segundo verso da canção de Natal “Criança sagrada e humilde” termina com as palavras “Cristo, o menino, nasceu por vocês.”
A irmã Tamara W. Runia, primeira conselheira na presidência geral das Moças, testificou sobre a veracidade dessas palavras, acrescentando que Cristo nasceu para elevar “cada um de nós pessoalmente.”
Em sua mensagem durante o Devocional de Natal da Primeira Presidência no domingo, 8 de dezembro, a irmã Runia contou uma história do falecido Élder John R. Lasater. Enquanto Élder Lasater estava na África, como parte de uma delegação oficial do governo, um dos veículos do governo se envolveu em um acidente com uma pequena ovelha.
O motorista de Élder Lasater explicou que, pela lei do rei, o pastor tinha direito a 100 vezes o valor do cordeirinho, mas o cordeiro seria morto e a carne dividida entre o povo.
O motorista disse a Élder Lasater que o velho pastor não aceitaria o dinheiro. “Eles nunca aceitam”, ele lhe disse. “É por causa do amor que ele tem por cada uma de suas ovelhas.”
Enquanto Élder Lasater observava, o velho pastor se abaixou, levantou o cordeiro ferido em seus braços e o colocou nas dobras de suas vestes. Quando Élder Lasater perguntou ao seu motorista o significado da palavra que o pastor repetia, ele foi informado de que era o nome da ovelha e que o pastor conhecia cada uma pelo nome.
“Pois ele é seu pastor, e os bons pastores conhecem cada uma de suas ovelhas pelo nome”, lhe disse o motorista.
“Se nos lembramos ou sentimos alguma coisa nesta época de Natal, deveria ser o fato de pertencemos a Ele”, disse a irmã Runia. “E se Ele é de alguém, Ele certamente é seu. Cristo, o menino, nasceu por vocês.”
Em Isaías 53:6, Isaías lembra de que “todos nós, como ovelhas, andávamos desgarrados”. Cada pessoa talvez já tenha estado em uma situação onde se sentiu como um cordeiro errante, ou mesmo uma ovelha perdida, disse a irmã Runia.
“Nesta noite, afirmo que somos todos cordeiros feridos que precisam do Bom Pastor, que nos embalará nos braços do Seu amor”, ela disse. “Porque ser mortal significa que temos coisas em nós que parecem quebradas, que precisam ser consertadas.”

A irmã Runia disse que sente mais intensamente a necessidade de um Redentor aos domingos, durante o sacramento.
“Nesses minutos mais sagrados de toda a sua semana, se estiverem se sentindo esmagados, imaginem-No chamando-os pelo nome e dirijam-se até Ele”, disse ela. “Vejam seu Salvador em sua mente, com Seu semblante radiante e braços abertos estendidos para vocês, dizendo: ‘Eu sabia que você se sentiria assim. É por isso que vim à Terra e sofri o que sofri.’”
A ajuda do Salvador, Sua graça, está disponível agora mesmo para cada pessoa, disse a irmã Runia. E não é preciso chegar ao fim do caminho, onde as coisas estão perfeitamente resolvidas. Vamos à Igreja, ao sacramento da ceia do Senhor para sermos curados, mas também para nos sentirmos limpos, de acordo com a irmã Runia.
“Meus amigos, será que realmente nos lembramos e recebemos essa doutrina tão impressionante?”, ela perguntou. “Se temos guardado nossos convênios com Deus, retornando, relatando e nos arrependendo continuamente, podemos ser purificados a cada dia e, por meio da ordenança do sacramento, podemos nos sentir tão limpos quanto no dia em que fomos batizados.”
Falando àqueles que podem se sentir feridos e não têm certeza se sentirão a cura do Senhor, a irmã Runia disse que a cada domingo, durante o sacramento, “Ele os tira da estrada empoeirada, colocando-os nas dobras de Seu manto e embalando-os em Seus braços amorosos.”
Refletindo sobre a primeira noite de Natal, quando um anjo compartilhou boas novas de grande alegria com os pastores, a irmã Runia disse que imagina aquele anjo dizendo: “Seu amigo, seu melhor amigo e Salvador acabou de chegar. E se vocês soubessem o quão de perto Ele os observou, o quanto vocês olharam para Ele quando viveram com Ele antes, se entendessem o que Ele vai sacrificar por vocês e o quanto Ele sempre estará disposto a fazer para ajudá-los a voltar para casa, vocês correriam para saudá-lo na manjedoura.”