A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias abriu as portas da sede da Estaca Lima Peru Limatambo, em San Isidro, Peru, na noite de terça-feira, para sediar “Oramos por el Perú 2025” [Oramos pelo Peru 2025], um encontro inter-religioso de oração e reflexão transmitido nacionalmente.
O evento anual, organizado pelo Conselho Inter-religioso do Peru — Religiões pela Paz, reuniu líderes de 14 tradições religiosas e altos funcionários do governo, incluindo Dina Boluarte, presidente do Peru, sob o tema “Paz, uma responsabilidade de todos.”
Élder Juan Pablo Villar, Setenta Autoridade Geral e que começará seu serviço como presidente da Área América do Sul Noroeste da Igreja na próxima semana, deu as boas-vindas às centenas de convidados presentes em 22 de julho, informou a Sala de Imprensa da Igreja no Peru [em espanhol].

“Para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, é uma honra e uma bênção sediar esta oração inter-religiosa”, disse Élder Villar. “Muito mais nos une, do que nos separa. E nossa tarefa essencial é nos concentrarmos juntos, para enfrentarmos os grandes desafios da nossa época, especialmente aqueles enfrentados pelos mais vulneráveis.”
Outras comunidades religiosas envolvidas incluíram os representantes da Igreja Católica, Anglicana, Adventista do Sétimo Dia, Metodista, e Presbiteriana, assim como das comunidades judaicas, islâmica, Bahá’í, budista Soto Zen, evangélicas e indígenas, informou [em espanhol] a Sala de Imprensa do Peru.
Élder Villar citou o encontro de Presidente Russell M. Nelson com o Papa Francisco no Vaticano em 2019, reafirmando o compromisso da Igreja com a liberdade religiosa, a família e o alívio do sofrimento humano: “Conversamos sobre nossa preocupação mútua com as pessoas que sofrem ao redor do mundo, e nosso desejo de aliviar o sofrimento humano. ... E que a fé em Jesus Cristo traz estabilidade à vida.”
A Igreja lidera em compromisso compartilhado de paz

O evento marcou o quinto ano de “Oramos por el Perú”, realizado anualmente como parte das celebrações do feriado nacional do país. Com a aproximação do Dia da Independência do Peru, o encontro deste ano enfatizou a necessidade de união, reconciliação e responsabilidade moral compartilhada.
O papel da Igreja em sediar o evento, fornecendo sua capela, suporte audiovisual e direção musical, mostrou sua crescente presença nos esforços inter-religiosos do país e seu longo alcance humanitário em todo o Peru.
“Este encontro está sendo realizado aqui... e transmitido para todo o país”, disse Guillermo Estrugo, vice-presidente do Conselho Inter-religioso, durante o discurso de abertura. “Bem-vindos a este momento de encontro, música, oração e tudo o que amamos compartilhar no conselho.”
Orações por todos
Um por um, líderes e representantes religiosos ofereceram orações pela paz, justiça, proteção ambiental, e pelos pobres, crianças, mulheres, comunidades indígenas e líderes da nação.
Salvador Piñeiro, arcebispo católico de Ayacucho, pediu que “a harmonia, perdão e reconciliação” se enraízem em lares, vizinhanças e instituições. “Não podemos ser indiferentes à dor dos outros”, disse ele.
Vários líderes alertaram contra a corrupção, pediram liderança ética e expressaram preocupação com a degradação ambiental e a fragmentação política.

Nonie Reano, da Brahma Kumaris do Peru, disse: “Nossas ações determinam nossa existência. Que possamos refletir com o coração nas mãos.”
Outros pediram por um compromisso renovado com as comunidades vulneráveis.
O Reverendo Roger Araujo, da Igreja Evangélica Presbiteriana e Reformada do Peru, disse: “Intercedemos pelos mais frágeis da nossa nação: os pobres, os doentes, os idosos e os portadores de deficiência.”

Entre as orações, o Coro Inter-religioso do Peru ofereceu interpretações de hinos das tradições religiosas presentes, incluindo “Grandioso És Tu”.
‘Nós podemos literalmente mudar o mundo’
Ao encerrar a noite, Élder Villar mais uma vez se dirigiu ao público, citando o convite de Presidente Nelson para nos tornarmos pacificadores.

“Ser um pacificador é uma escolha. Temos o arbítrio para escolhermos a contenção ou a reconciliação”, disse ele. “Podemos literalmente mudar o mundo, pessoa por pessoa, interação por interação. Como? Demonstrando maneiras de lidar com diferenças sinceras de opinião com respeito e diálogo.”
Ele concluiu com uma oração, pedindo a Deus que abençoe a nação com caridade, humildade e coragem para construir um futuro melhor e mais unido.
“Sabemos que somos todos diferentes”, orou ele, acrescentando: “Somos uma grande família. Querido Pai, nos ajuda a sermos pacificadores neste mundo conturbado.”


