PROVO, Utah — Em Alma 26, no Livro de Mórmon, um missionário chamado Amon reflete sobre as provações, os desafios, os milagres e as bênçãos de uma missão de 14 anos entre os lamanitas, que levou à conversão de milhares de pessoas.
Este capítulo das escrituras é rico em ensinamentos e lições para os missionários de hoje ponderarem e aprenderem, disse a irmã Amy A. Wright, primeira conselheira na presidência geral da Primária e membro do Conselho Executivo Missionário de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
“Vocês já pararam para pensar em como seria o resumo desta época sagrada e santa de suas vidas? Ao refletirem sobre essa questão, vamos explorar juntos o capítulo que resume a história de um dos maiores missionários do Livro de Mórmon, Amon, e ver o que podemos aprender sobre o potencial de sua trajetória missionária”, disse ela, se dirigindo a centenas de missionários durante um devocional no Centro de Treinamento Missionário de Provo, na terça-feira, 2 de dezembro.
“Graças ao seu discipulado consagrado e às experiências sagradas e santas de sua missão, vocês compartilharão muitas das mesmas histórias que muitos dos nobres e grandes nomes da Igreja, embaixadores de Jesus Cristo que nos precederam. Imploro a vocês que não percam esta oportunidade.”
A irmã Wright estava acompanhada de seu marido, o irmão James McConkie Wright, que também discursou.
Lições de Alma 26
Em seu discurso, a irmã Wright destacou passagens de Alma 26, enfatizando lições importantes para os missionários.
Gratidão: Depois de se “regozijar” no primeiro versículo, Amon apresenta duas perguntas instigantes no versículo 2: “Quais as grandes bênçãos que ele nos concedeu?” e “Podeis dizer?”
A irmã Wright disse que essas perguntas enfatizam a importância de reconhecermos as bênçãos de Deus e buscarmos a Sua mão em todas as coisas, incluindo os sucessos e as dificuldades.
‘Instrumentos’ nas mãos de Deus: No versículo 3, Amon apresenta o “porquê” da sua alegria, não se concentrando nas circunstâncias, na facilidade ou no conforto, mas nas pessoas a quem servia.
“O reino de Deus são as pessoas. A obra e a glória de Deus dizem respeito às pessoas”, disse a irmã Wright.
Mais do que meras ferramentas, os missionários podem se tornar instrumentos, moldados, refinados e afinados com precisão, guiados pelo Espírito Santo e usados com exatidão para propósitos significativos.
“Vocês podem ter a certeza de que, se guardarem os mandamentos e forem valentes em seu testemunho de Jesus Cristo, o Senhor os usará como poderosos instrumentos em Sua obra”, disse ela.
Alegrai-vos em Deus: Quando seu irmão questionou se ele estava se vangloriando, Amon esclareceu que sua alegria e regozijo estavam em Deus, não em sua própria força, habilidades ou sabedoria (ver 26:10-12).
“A verdadeira alegria na obra de Jesus Cristo vem de vermos a mão do Senhor em Sua obra, não de atribuirmos o mérito pessoal ao sucesso”, disse a irmã Wright.
Arrependimento e fé em Deus: No versículo 22, Amon testifica que o arrependimento, o exercício da fé em Deus e as boas obras levarão as pessoas a conhecerem verdadeiramente a Deus e a sentirem Sua paz, disse a irmã Wright.
Suportai com paciência vossas aflições: Nos versículos 23 a 29, Amon relata a oposição que enfrentaram em sua missão. Apesar de suportarem muitas aflições, sempre foram libertados.
“O trabalho missionário é difícil. É por isso que se chama trabalho”, disse a irmã Wright. “Não tenham medo do trabalho desafiador. Encarem as dificuldades de frente. Vocês conseguem. ... Esta é a obra de Deus, e Ele os ajudará.”
Sucesso e humildade: De acordo com os versículos 30 e 31, os filhos de Mosias começaram sua missão com a esperança de salvarem algumas almas, mas milhares se converteram, demonstrando o poder e as abundantes bênçãos do Senhor.
A irmã Wright disse: “A alegria de Amon não se limitava ao número de pessoas que ele batizou. Sua alegria era plena porque ele testemunhou o poder de Deus ao salvar seus irmãos e irmãs lamanitas do ‘mais tenebroso abismo’. A recompensa final é a redenção das almas. Isso traz uma alegria sem limites e muito mais gratificante do que qualquer métrica de sucesso do mundo.”
Colhendo ‘feixes’
Em Alma 26:5, Amon usa a imagem da colheita de “feixes”, simbolizando novos conversos, para descrever os frutos do trabalho missionário.
A irmã Wright lembrou aos missionários de que a colheita pertence ao Senhor e que eles são instrumentos em Suas mãos.
“Esta é a colheita de Jesus Cristo”, disse ela, “e cada alma é preciosa para Ele.”
O sucesso de um missionário não é medido pelo número de pessoas que ele ensina ou batiza, nem pelas posições de liderança que ocupa. Na obra do Senhor, seja semeando ou colhendo, nenhum esforço é desperdiçado.
“As pessoas têm o arbítrio de escolherem se aceitam ou não a mensagem do Evangelho”, disse ela. “Sua responsabilidade é ensinar com clareza e poder para que elas possam fazer uma escolha consciente que as abençoe.”
Outro indicador fundamental de sucesso surge após o missionário retornar para casa.
“Seu sucesso como missionário se mede pela forma como você vive sua vida após a missão. Queremos que seja valente em seu testemunho de Jesus Cristo todos os dias de sua vida”, disse ela.
“Paz, alegria e esperança eterna”
Em seu discurso, o irmão Wright prestou seu testemunho do Salvador e do Livro de Mórmon.
“A clareza da Expiação de Jesus Cristo, conforme encontrada no Livro de Mórmon, traz paz, alegria e esperança eterna. É verdade, sem dúvida”, disse ele.
