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Os registros de história da família são ‘o fio tênue, mas sagrado’, que une as pessoas, diz Élder Bragg a arquivistas

Élder Bragg foi um dos palestrantes principais do III Congresso de Arquivistas, realizado de 8 a 12 de junho no Cazaquistão

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Em um mundo em que as pessoas podem se sentir anônimas e desconectadas, preservar a memória é um ato de esperança.

“Isso mostra que o passado não está morto para nós e que o futuro merece mais do que fragmentos”, disse Élder Mark A. Bragg, Setenta Autoridade Geral de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Élder Bragg também é o diretor executivo do Departamento de História da Família da Igreja e do FamilySearch International.

Ele disse que os registros nunca são apenas papel, informações ou uma linha em um banco de dados. Em vez disso, os registros são, “em um sentido muito real, testemunhas. São memórias. É o fio tênue, mas sagrado, que pode ligar uma criança aos pais, um povo ao seu passado e toda uma geração à sua herança.”

Élder Bragg falou sobre a importância da memória e da história da família na terça-feira, 9 de junho, no III Congress of Archivists: Digital Archive Expo (DA-EXPO) [III Congresso de Arquivistas: Exposição de Arquivos Digitais (DA-EXPO) – em inglês], realizado de 8 a 12 de junho em Astana, Cazaquistão.

O evento é “uma plataforma internacional para o diálogo profissional sobre a preservação e o desenvolvimento do patrimônio documental, com forte ênfase na transformação digital, na inovação e no uso da inteligência artificial em arquivos”, segundo o site [em inglês] do Conselho Internacional de Arquivos.

O FamilySearch participou do congresso como principal patrocinador, e Élder Bragg foi um dos palestrantes principais.

3 princípios para a história da família

Élder Mark A. Bragg, Setenta Autoridade Geral, discursa durante o III Congresso de Arquivistas: Exposição de Arquivos Digitais (DA-EXPO), realizado de 8 a 12 de junho de 2026, em Astana, Cazaquistão.
Élder Mark A. Bragg, Setenta Autoridade Geral, discursa durante o III Congresso de Arquivistas: Exposição de Arquivos Digitais (DA-EXPO), realizado de 8 a 12 de junho de 2026, em Astana, Cazaquistão. | FamilySearch International

Élder Bragg disse que as ferramentas disponíveis hoje para os genealogistas teriam parecido milagrosas aos fundadores da Sociedade Genealógica de Utah, em 1894, predecessora do FamilySearch. Segundo ele, durante grande parte da história, o acesso aos registros foi moldado pela proximidade, pelos recursos e pelo conhecimento especializado, “criando distinções naturais entre aqueles que podiam se envolver e aqueles que não podiam.”

Mas hoje, um registro criado em um lugar pode ser preservado em outro, indexado em um terceiro e descoberto por alguém do outro lado do mundo.

“O alcance é surpreendente. A velocidade é impressionante. As possibilidades são quase imensuráveis”, disse Élder Bragg, acrescentando que, à medida que os esforços de digitalização colocam vastas coleções ao alcance de qualquer pessoa com conexão à internet, “o campo de atuação está sendo nivelado de maneiras sem precedentes.”

Apesar de todas as maravilhas da tecnologia digital, os motivos mais profundos da história da família não mudaram, disse Élder Bragg. Ele delineou três princípios para a pesquisa da história da família:

  1. O propósito da história da família é duradouro, mesmo com as mudanças nos métodos.
  2. O acesso é um ato de bondade.
  3. A colaboração tem um efeito multiplicador.
Élder Mark A. Bragg, Setenta Autoridade Geral, terceiro da esquerda na primeira fileira, participa do III Congresso de Arquivistas: Exposição de Arquivo Digital (DA-EXPO) realizado de 8 a 12 de junho de 2026, em Astana, Cazaquistão.
Élder Mark A. Bragg, Setenta Autoridade Geral, terceiro da esquerda para a direita, na primeira fileira, participa do III Congresso de Arquivistas: Exposição de Arquivo Digital (DA-EXPO), realizado de 8 a 12 de junho de 2026, em Astana, Cazaquistão. | FamilySearch International

Em relação ao primeiro princípio, Élder Bragg disse que genealogistas e arquivistas não preservam registros simplesmente porque podem; eles preservam registros porque os seres humanos importam, assim como suas identidades, memórias, senso de pertencimento e continuidade.

“Muito tempo depois de um formato de arquivo se tornar obsoleto, muito tempo depois de uma plataforma mudar, muito tempo depois de um meio de armazenamento ser substituído por outro, a necessidade humana de saber ‘Quem sou eu?’, ‘De onde vim?’ e ‘A que lugar pertenço?’ permanece tão urgente como sempre”, disse Élder Bragg.

Em relação ao segundo princípio, “o acesso é um ato de bondade”, Élder Bragg disse que os registros só cumprem seu propósito divino e humano quando são encontrados, compreendidos e utilizados. Genealogistas e arquivistas não estão apenas protegendo informações. Eles estão abrindo portas, conectando famílias e “tornando possível a reunião da memória e do significado.”

“Nesse sentido, seu trabalho não é apenas técnico. É profundamente bondoso”, disse Élder Bragg, acrescentando: “É uma bondade que nem sempre é reconhecida ou notada, o que a torna ainda mais profunda e pura.”

Em relação ao terceiro princípio, “a colaboração tem um efeito multiplicador”. Élder Bragg disse que nenhum arquivo, instituição ou nação, isoladamente, pode preservar toda a memória humana. Mas quando as comunidades compartilham conhecimento especializado, quando as instituições estabelecem parcerias além das fronteiras, e quando os responsáveis pela preservação de registros optam pela cooperação em vez do isolamento, “o todo se torna maior do que a soma das partes.”

“A colaboração nos ajuda a preservar, não apenas a informação, mas também a integridade”, disse Élder Bragg. “Ela nos ajuda a respeitar a origem, honrar o contexto cultural e desenvolver confiança entre as comunidades.”

Um trabalho centrado nas pessoas

Élder Mark A. Bragg, Setenta Autoridade Geral, terceiro da esquerda na primeira fileira, está ao lado de representantes da FamilySearch International e do Cazaquistão durante o III Congresso de Arquivistas: Exposição de Arquivo Digital (DA-EXPO) realizado de 8 a 12 de junho de 2026, em Astana, Cazaquistão.
Élder Mark A. Bragg, Setenta Autoridade Geral, terceiro da esquerda para a direita, na primeira fileira, está ao lado de representantes do Cazaquistão e do FamilySearch International, durante o III Congresso de Arquivistas: Exposição de Arquivo Digital (DA-EXPO) realizado de 8 a 12 de junho de 2026, em Astana, Cazaquistão. | FamilySearch International

Élder Bragg citou a própria história do FamilySearch como um exemplo desses princípios. Em particular, ele enfatizou que a tecnologia não substituiu a visão original do FamilySearch, apenas a levou adiante.

“Imaginamos que novos métodos exijam novas motivações. Não exigem”, disse Élder Bragg. “Na melhor das hipóteses, novas ferramentas devem simplesmente nos ajudar a servir aos mesmos propósitos de forma mais ampla, mais fiel e mais generosa.”

Em última análise, o papel dos arquivistas e dos responsáveis pela guarda de documentos não é apenas impedir que o passado desapareça, disse ele, mas também ajudar o futuro a saber de onde ele veio. Isso é importante para famílias, comunidades e nações, mas é especialmente importante para a busca individual por um senso de pertencimento.

“As pessoas não são lembradas por dados, mas muitas vezes são encontradas por meio deles”, disse Élder Bragg. “Elas não são curadas por índices, mas os índices podem levá-las à cura. Elas não são transformadas por sistemas de armazenamento, mas os sistemas de armazenamento podem preservar as evidências frágeis que tornam a lembrança possível. …”

“De muitas maneiras, seu trabalho é como preparar um caminho na natureza selvagem para que a memória possa voltar para casa.”

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