PROVO, Utah — O arrependimento não é apenas uma doutrina — ele “é central para o cumprimento de nosso propósito divino”, ensinou Presidente D. Todd Christofferson, segundo conselheiro na Primeira Presidência, no Seminário para Novos Líderes de Missão de 2026.
“O arrependimento, conforme ensinado nesta, a Igreja de Jesus Cristo, é a mensagem gloriosa, abrangente, de alegria e salvação oferecida a todos”, ensinou Presidente Christofferson no Centro de Treinamento Missionário de Provo, Utah, na sexta-feira, 19 de junho.

Ensinar que o arrependimento é possível é a boa nova do evangelho de Jesus Cristo e a razão pela qual um missionário é chamado a servir. Ajudar outra pessoa a se arrepender e se achegar a Cristo traz alegria profunda e duradoura.
Ele citou Presidente Dallin H. Oaks, que, em seu discurso "Purificados pelo arrependimento”, na conferência geral de abril de 2019, disse: “O arrependimento tem início com nosso Salvador e é uma alegria, não um fardo.”

Presidente Christofferson disse que o chamado ao arrependimento implica, primeiro, que existe uma lei divina; segundo, que pessoas responsáveis violaram pelo menos algumas dessas leis; e terceiro, que o benefício — o perdão — significa que há um Salvador que expiou pelos pecados do mundo e pode estender misericórdia.
Como o Guia para Estudo das Escrituras indica, o arrependimento é “a mudança da mente e do coração que gera uma nova atitude para com Deus”. O capítulo 3 de "Pregar Meu Evangelho" ensina que o arrependimento é “o processo de voltar para Deus e de se afastar do pecado.”
O batismo é o passo que completa esse processo de se afastar do pecado e de se voltar a Deus. Mas Presidente Christofferson disse que não há necessidade de ser rebatizado; a manutenção e a revitalização desse convênio ocorrem por meio da fé contínua e do arrependimento constante; a participação no sacramento todas as semanas é um dos momentos em que isso acontece.
Mas o perdão dos pecados não é o único objetivo, nem a única razão para o arrependimento. “O arrependimento é o caminho para aperfeiçoar nossa obediência e, portanto, para o desenvolvimento de um caráter semelhante ao de Cristo.”
O objetivo não é apenas retornar ao Pai Celestial, mas retornar em condições de habitar com Ele eternamente — escolher fazer o que é certo e ser como Ele.

“Os missionários devem compreender a doutrina e vivenciar a alegria do arrependimento para entenderem seu papel como pessoas chamadas a ajudar outros a buscarem uma conversão, da existência atual, para uma nova vida em Cristo”, disse Presidente Christofferson.
Ao planejarem e prepararem as lições, os missionários irão orar e discutir como aqueles a quem estão ensinando podem compreender a necessidade do arrependimento e preparar uma lição em torno de um convite à ação.
No entanto, o arrependimento em si não traz nem a remissão dos pecados nem a purificação da alma; “é a Expiação de Cristo que justifica e santifica o pecador arrependido”, disse Presidente Christofferson.
O arrependimento é necessário porque se trata de preservar a justiça e o livre-arbítrio, explicou ele. O arrependimento é um pré-requisito para a graça e perdão, mas o Senhor respeita o livre-arbítrio moral. Devemos escolher aceitar a graça do Salvador por meio do arrependimento.
E não há alternativas nem substitutos, disse Presidente Christofferson. Alguns, como Corior, no Livro de Mórmon, ensinam que o pecado não existe. Outros dizem que Deus perdoa todas e quaisquer transgressões, “simplesmente porque Ele nos ama”. Alguns acreditam que Deus perdoará todos os pecados, exceto os mais graves.
Mas a verdade é que o Senhor “não [pode] encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância” (Doutrina e Convênios 1:31). O Senhor promete: “Sim, e tantas vezes quantas o meu povo se arrepender, perdoá-lo-ei de suas ofensas contra mim” (Mosias 26:30).
“Embora sejamos imperfeitos e possamos falhar novamente, há mais graça, amor e misericórdia em Jesus Cristo do que falhas, defeitos ou pecados em nós”, disse Presidente Christofferson, citando o manual “Pregar Meu Evangelho”. “Deus está sempre pronto e ansioso para nos acolher quando nos voltamos a Ele.”
O perdão aos outros também é um elemento crucial do perdão, afirmou ele.

Em resumo, Presidente Christofferson pediu aos líderes de missão que se lembrem destes cinco princípios, que, prometeu ele, os fortalecerão no cumprimento de seu propósito missionário e ajudarão a guiar seus missionários rumo à conversão para toda a vida em Jesus Cristo.
- Abracem a alegria do arrependimento como o foco dos trabalhos missionários diários.
- Ajudem os missionários a compreenderem melhor a natureza e as implicações do arrependimento verdadeiro.
- Conectem as alegrias do arrependimento ao batismo e a um relacionamento de aliança com Cristo.
- Ajudem as duplas missionárias a planejarem seu ensino com base nos compromissos que seus amigos precisam cumprir para alcançarem o arrependimento pessoal.
- Enfatizem que o objetivo final de um missionário, por meio do arrependimento e do batismo, é conduzir os filhos de Deus a uma vida eterna e celestial.
“O Bom Pastor se alegra quando nos arrependemos e retornamos ao Seu rebanho e, quando ajudamos outra pessoa a se arrepender, compartilhamos desta alegria e nos sentimos parte do que Ele sente”, disse Presidente Christofferson. “Para um missionário, poderia haver experiência mais gratificante ou mais transformadora do que esta?”

