PROVO, Utah — É difícil para a Igreja ser estabelecida por missionários, sem o envolvimento dos membros, disse Élder Dale G. Renlund, do Quórum dos Doze Apóstolos. A Igreja, afinal, consiste de membros – membros que devem “se unir” à Igreja ao serem “batizados para o arrependimento” (Helamã 3:24).
“Enquanto compartilhar o evangelho pode ocorrer na ausência de missionários de tempo integral, é improvável que isso seja frutífero na ausência do envolvimento dos membros”, Élder Renlund disse. “Ainda assim, normalmente, quando ensinamos isso, muitos abaixam a cabeça, os membros se sentem culpados e pouco muda.”
Élder Renlund falou sobre o envolvimento dos membros na obra missionária no sábado, 20 de junho, durante o Seminário para Novos Líderes de Missão de 2026, realizado no Centro de Treinamento Missionário de Provo, Utah.

Líderes de missão recém-chamados se reuniram, de forma remota e presencial, entre os dias 18 e 21 de junho, para ouvirem conselhos e instruções de cada membro da Primeira Presidência e do Quórum dos Doze Apóstolos, bem como de outros membros do Conselho Executivo Missionário, antes de se apresentarem em suas respectivas missões em julho.
Problemas e soluções
Nos comentários de Élder Renlund, ele destacou três problemas que impedem que membros e missionários trabalhem juntos de forma eficaz para cumprirem o propósito missionário:
- Alguns membros e conselhos de ala acreditam que compartilhar o evangelho é responsabilidade exclusiva dos missionários de tempo integral.
- Alguns membros não sabem como ajudar nas atividades missionárias, mas os líderes da Igreja insistem em estabelecer metas ambiciosas para que se concentrem mais e trabalhem com mais afinco.
- Alguns membros e missionários acreditam que a única coisa que um membro pode fazer é fornecer referências de ensino aos missionários.
Envolver os membros da Igreja no trabalho missionário pode ser simples, normal e natural, disse Élder Renlund.

O Apóstolo convidou sua esposa, a irmã Ruth Renlund, assim como Élder Jörg Klebingat, Setenta Autoridade Geral, e sua esposa, a irmã Julia Klebingat, para participarem de uma prática que demonstrasse possíveis maneiras pelas quais os membros e missionários podem colaborar no trabalho missionário. Após a prática, Élder Peter M. Johnson, Setenta Autoridade Geral, e sua esposa, irmã Stephanie Lyn Johnson, e Élder Ricardo P. Gimenez, Setenta Autoridade Geral, e sua esposa, a irmã Catherine Gimenez, se juntaram ao grupo para discutirem maneiras pelas quais este cenário poderia ajudar alas, ramos e missionários a trabalharem juntos.
Por exemplo, os missionários podem, primeiramente, ressaltar aos membros todo o bom trabalho missionário que eles já realizam, desde criar filhos que servem missão e ensinar aulas dominicais, até pagar o dízimo, contribuindo para o progresso da Igreja em todo o mundo.
Os missionários também podem adotar uma abordagem de “menu”, ao pedirem aos membros que participem no trabalho missionário, em vez de aplicarem um plano de missão para toda a ala. Isso pode significar oferecer opções de dificuldade variada, desde orar pelos missionários e distribuir cartões de amizade até convidar alguém para uma atividade da Igreja, ou simplesmente pedir aos membros que escolham o que estão dispostos a fazer.
“Todo membro que estiver disposto pode fazer algo”, disse Élder Renlund. “À medida que isto acontece, o milagre profetizado em Jeremias 16 se concretizará. O grande milagre não será que ‘o Senhor ... fez subir os filhos de Israel da terra do Egito’, mas sim que ‘vive o Senhor, que’ reuniu a Israel dispersa nos últimos dias (Jeremias 16:14–15). De fato, todos os que estiverem dispostos se tornarão ‘pescadores’ e ‘caçadores’ de outros que estiverem dispostos a permitir que Deus prevaleça em suas vidas (Jeremias 16:16).”

‘Como podemos ajudar?’
Élder Renlund também incentivou os líderes de missão a ajudarem seus missionários a compreenderem a importância de nunca falarem negativamente sobre os membros locais da Igreja. Ele contou como, em 1983, foi chamado para ser bispo de uma ala recém-formada em Baltimore, Maryland, com apenas 10 homens dispostos a aceitarem designações de mestres familiares. Preocupado com as estatísticas “horríveis” da ala e com seu treinamento médico em andamento, Élder Renlund descreveu a si mesmo como um líder da Igreja negativo e pessimista .
Mas sua atitude mudou com a chegada de dois missionários que perguntaram com entusiasmo, “Como podemos ajudar?” Embora Élder Renlund lhes dissesse que não havia muito que pudessem fazer, os missionários se dedicaram a estreitar laços com membros inativos da Igreja. Duas semanas depois, uma mulher que Élder Renlund não reconhecia se aproximou dele e, com lágrimas nos olhos, agradeceu por ter enviado os missionários para convidá-la a voltar à Igreja.

Élder Renlund disse que aqueles dois missionários animaram e inspiraram as pessoas ao seu redor. Quando foram transferidos, seis meses depois, “eles haviam mudado o caráter da ala; haviam batizado pessoas que tinham familiares que já eram membros; haviam ativado membros menos ativos. E me deram otimismo e fé.”
Citando o manual “Pregar Meu Evangelho”, Élder Renlund prometeu aos líderes de missão que Deus ampliará seus esforços ao trabalharem em união com os líderes e membros locais. “Façam do trabalho com eles uma parte importante de suas metas e planos.”
