Callie Jo Smith nunca planejou ser uma jogadora profissional de pickleball.
Na verdade, ela costumava revirar os olhos ao ouvir sobre o esporte. “Isso me deixava louca”, riu, se lembrando das raquetes barulhentas, das redes de tênis alteradas e do que antes considerava rebatidas desajeitadas. “Nunca mais serei vista com uma raquete de pickleball na mão”, disse ao marido.
Mas hoje, ela detém 11 títulos profissionais, viajou pelo mundo com sua família e usa sua influência como uma das melhores do esporte para fazer algo muito maior do que vencer jogos: ela compartilha o evangelho de Jesus Cristo.
Em um novo episódio do podcast do Church News [em inglês], Smith se abriu sobre o que realmente importa para ela. E não são os troféus, as medalhas ou a aclamação nacional.
“Isto é entre eu e Deus”
A jornada de Smith, de participante relutante a atleta de elite, é impressionante por si só. Mas o que torna sua história notável é a luta espiritual nos bastidores, especialmente a busca por revelação pessoal em momentos difíceis.
Muitas vezes lutando contra suas próprias provações e desafios, Smith recorreu à oração, ao jejum, ao estudo das escrituras e ao conselho de líderes da Igreja, familiares, amigos e mentores.
Um teste ocorreu quando ela sentiu que não conseguia obter respostas para perguntas por quase um ano. Foi então que ela pediu ao seu marido, Kyle, uma bênção do sacerdócio.
Embora Kyle Smith não soubesse quais eram suas perguntas, a bênção foi uma resposta imediata às suas muitas orações.
“Minha nossa! Múltiplas respostas a orações ali mesmo”, disse ela. “Eu não tinha contado isso ao Kyle. Essas eram orações pessoais que eu tinha. Então, para Ele responder por meio de uma bênção, foi algo muito pessoal para mim.”
O carpinteiro de sua alma
Smith disse que seu testemunho não se baseia apenas nas bênçãos do sacerdócio e na revelação pessoal. Ele abrange suas lesões, sua vida familiar, suas dificuldades pós-parto e suas perdas.
De soluçar em banheiros de hotéis após derrotas difíceis, a cantar músicas da Primária para a filha tarde da noite, Smith aprendeu a encontrar Deus em todos os lugares. Em um esporte que mede o sucesso em pontos e pódios, ela redefiniu o que significa vencer.
“O sucesso nem sempre é o que eu penso”, disse ela. “Eu não sou minhas vitórias. Eu não sou meus sucessos no pickleball. Eu sou uma filha de Deus.”
Quando sente que está falhando nas quadras, em sua família, na fé, Smith se ajoelha. E, invariavelmente, o Senhor envia alguém para abençoá-la. Uma mensagem de texto. Uma bênção do sacerdócio. Uma terna misericórdia.
Certa noite, durante um torneio, enquanto estava hospedada com uma família anfitriã que não era membro da Igreja, ela sentiu tanta dor que não conseguia andar. Ela ligou para um bispo local, recebeu uma bênção e não só pôde jogar no dia seguinte, como também apresentou o evangelho à sua anfitriã. Mais tarde, essa mulher a acompanhou até a Igreja. “O Espírito de Deus é real”, disse Smith.
Pickleball como um campo missionário
Agora, em seu sétimo ano em tour, Smith diz que teve “milhares” de oportunidades de prestar seu testemunho: em aviões, em clínicas e comendo barras de sorvete de chocolate.
Às vezes, ela prega com palavras. Mais frequentemente, com uma convicção silenciosa.
Ela ouviu de fãs que notaram “essa luz”, disse ela, acrescentando: “Você nunca sabe quem está ajudando.”
É isso que a move agora. Não as classificações. Não os patrocínios. Mas a consciência de que “quando escolho envolvê-Lo e incluí-Lo, Ele me transforma.”
Das lágrimas ao testemunho

Smith sabe como é questionar o próprio valor. Ela já se sentiu uma péssima mãe, uma atleta medíocre, uma discípula com dificuldades.
Mas, apesar de cada lesão nas costas, crises mentais e noites sem dormir fora de casa, ela descobriu algo mais profundo do que conquistas: sua identidade divina.
É isso que ela espera que outros tirem de sua história.
“Eu não sou uma jogadora de pickleball”, disse ela, acrescentando: “Sou filha de Deus. Sou mãe. Sou filha de pais incríveis. E Ele me ajuda e me ajudou a superar essas experiências, me ajudou a perceber que isso é sucesso, que sou bem-sucedida porque sou Sua filha.”
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