O salão estava repleto de cores, cultura e alegria, enquanto mais de 200 pessoas de diferentes raças e religiões se reuniam para Malam Muhibbah [na tradução literal, “a boa noite”, usada em ambientes multiculturais para unir a todos].
Realizado na Jalan Puchong, Malásia, o evento deste ano marcou o retorno de uma tradição que estava suspensa desde 2019, devido à pandemia de COVID-19. Para muitos, não foi apenas uma noite com apresentações: foi uma expressão do que a união pode ser.

A Ala Petaling Jaya de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi convidada a participar do evento de 21 de junho, contribuindo com talentos musicais para uma noite fundamentada no amor, na paz e na humanidade compartilhada, relatou a Sala de Imprensa [em inglês] da Igreja na Malásia.
A palavra “Muhibbah,” derivada do árabe “habibba,” é traduzida como amor, e reflete o espírito de boa vontade, amizade e compreensão mútua, princípios estes que ecoam ao longo das escrituras e em tradições de fé.
A música como um ministério

Daiki Tanji, um jovem adulto do Japão e membro do Ramo Petaling Jaya da Igreja, cantou a música japonesa “Sukiyaki.” A letra, sobre escolher a esperança em meio à tristeza, ressoou através do divisor cultural. A música começa com “Eu olho para cima enquanto caminho”, dizendo aos participantes para manterem suas cabeças erguidas, não importando as situações.
Mais tarde, os santos dos últimos dias David Paradiso e seu filho, Santiago, juntamente com Patricia Camargo, apresentaram uma canção sobre liberdade e resiliência.

‘Unidade não é um luxo, é uma necessidade’
A anfitriã do evento foi a Pure Life Society, uma organização local que trabalha para “promover o espírito de unidade diante da diversidade, por meio do serviço à comunidade, independente de raça ou religião.”
Seu presidente, Dato Amiga Sreenevasan, captou a essência da noite: “A unidade não é um luxo, é uma necessidade. Estamos aqui para construirmos pontes. A unidade não é apenas falada, mas deve ser vivida e experimentada.”
O convidado de honra, Yang Berhormat Datuk Aaron Ago Dagang, ministro da unidade nacional da Malásia, enfatizou a importância do entendimento, respeito e aceitação em uma sociedade pluralista.
“Uma sociedade civil é as mãos e os pés da unidade”, ele disse.

Ele acrescentou que as pessoas devem “superar diferenças” para forjarem um futuro pacífico. O programa diversificado que se seguiu foi a prova de que tal harmonia não é apenas possível, mas já está acontecendo, através de danças tradicionais, artes marciais, ilusionismo, ioga e canções emocionantes.
Comunhão e fé entre tradições
O presidente Joseph Skipps, primeiro conselheiro na presidência do Distrito de Kuala Lumpur Malásia, e sua esposa, Anita Skipps, representaram a Igreja no evento.

Eles se misturaram com líderes inter-religiosos, incluindo Julian Leow, o arcebispo católico de Kuala Lumpur. Durante a conversa, descobriram que haviam morado em Sydney, na Austrália, na mesma época, quando o arcebispo estava servindo na Diocese de Randwick Sydney Austrália.
O presidente Skipps refletiu: “Que maneira maravilhosa de construir pontes com tantos outros que vivem vidas caridosas e virtuosas para abençoarem todos os filhos de Deus.”
Encerrando com gratidão e graça
Conforme a noite chegava ao fim, o vice-presidente da Pure Life Society, Dato V.L. Kandan, elogiou o trabalho do comitê organizador. Os participantes foram convidados a desfrutarem de uma refeição com vários pratos, compartilhando histórias e risadas sobre a comida, a qual refletia a diversidade da Malásia.
Geetha Madhaven, a mestre de cerimônias para a noite, concluiu com um lembrete: “Unidade não é apenas um slogan. É uma base sobre a qual nos apoiamos.”

