A carreira profissional de Parker Van Dyke no basquete parecia ter começado de forma promissora.
O ex-astro da East High e da Universidade de Utah estava começando a jogar minutos significativos pelo Tijuana Zonkeys, da liga profissional CIBACOPA, no México. Ele marcou 18 pontos, sua melhor marca na carreira, em uma de suas primeiras partidas.
Em março de 2020, a liga suspendeu os jogos devido à pandemia da COVID-19.
Mais tarde, Van Dyke jogou na Europa: na Estônia, Alemanha e Espanha e, eventualmente, na NBA G League, com o Austin Spurs e o Salt Lake City Stars. Ele afirmou que nada em sua trajetória no basquete profissional tem sido fácil, mas que, com fé, persistência e confiando no tempo de Deus, as oportunidades surgiram.

“Às vezes, você está esperando aquela porta se abrir e quer desistir”, disse ele. “Mas, bem antes de desistir, se continuar persistindo um pouco mais, algo vai acontecer. Aprendi muito durante esse processo.”
Van Dyke, membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias de Salt Lake City, falou sobre sua carreira no basquete, as lições aprendidas como missionário de tempo integral e outros assuntos, em um recente episódio do podcast do Church News [em inglês].
‘Isto me deu as ferramentas’
Após um ano na Universidade de Utah [em inglês], Van Dyke deixou o basquete para servir na Missão Alabama Birmingham.
“Amei minha missão”, disse ele. “Aprendi muitas lições e vivi muitas experiências especiais.”
Como missionário, Van Dyke usava o basquete para se conectar com as pessoas, desenvolver amizades e apresentar a Igreja. Mesmo de camisa branca, gravata, calça social e sapatos, ele e seu companheiro frequentemente paravam quando viam crianças jogando basquete, e se juntavam a elas.

Uma das atividades favoritas de Van Dyke era organizar noites de basquete semanais, no centro comunitário local, e convidar pessoas da vizinhança a jogar, informou o Deseret News [em inglês].
Olhando para trás, Van Dyke disse que sua missão foi mais um investimento do que um sacrifício. A experiência de dois anos aprimorou sua carreira no basquete porque o ajudou a se desenvolver em todos os aspectos de sua vida. Ele voltou para casa um líder melhor e mais confiante, com uma perspectiva de vida mais ampla.

“Aprendi muito com a minha missão. Foi um dos melhores investimentos que já fiz”, disse ele. “É algo tão belo. E, para mim, só enriqueceu minha carreira esportiva, porque me tornou uma pessoa melhor e, do ponto de vista do evangelho, me deu as ferramentas para ser um atleta bem-sucedido.”
Experiência na G League
Após anos no exterior, Van Dyke apreciou a oportunidade de voltar aos Estados Unidos e jogar na NBA G League, um sistema de desenvolvimento para jogadores, treinadores e árbitros.
“Jogar na NBA G League foi uma experiência incrível e talvez o ponto alto da minha carreira profissional no basquete”, disse ele, acrescentando que foi um desafio conseguir essa oportunidade.

Ele participou de 24 jogos pelo Austin Spurs, time da G League, afiliado ao San Antonio Spurs. Algumas partidas foram disputadas em locais próximos aos que ele serviu no Alabama, e ele se sentiu privilegiado ao reencontrar velhos amigos.
Os membros de sua ala da Igreja em Austin, Texas, também o apoiaram. Van Dyke apreciou particularmente um jogo em que os jovens da ala compareceram e torceram por ele.

Lições para uma vida centrada no evangelho
Ao refletir sobre sua carreira, Van Dyke afirma que jogar basquete o ajudou a aprender o evangelho de Jesus Cristo e a se tornar um discípulo melhor. Ele aprendeu sobre disciplina, trabalho em equipe, união, resolução de conflitos, bondade e compaixão.
“Para mim, isso é o evangelho”, disse ele. “Eu estava aprendendo esses valores sem nem mesmo perceber. Sou grato por este aspecto do esporte, que pode unir as pessoas e ser usado em uma vida centrada no evangelho.”
Van Dyke encorajou outros a não perderem de vista sua verdadeira identidade: filhos de Deus e filhos do convênio, conforme ensinado por Presidente Russell M. Nelson.

“Sua identidade como atleta deve estar na quinta ou sexta [posição] em sua lista. Meu conselho para muitos atletas é: não percam de vista sua verdadeira identidade”, disse ele. “Se essas forem suas principais prioridades, elas o conduzirão a uma vida plena e enriquecerão sua vida como atleta.”
Ele continuou: “Quero ser um discípulo de Jesus Cristo em primeiro lugar. Se eu me esforçar para fazer isso primeiro, as outras coisas na minha carreira tenderão a se encaixar naturalmente.”


