Em uma noite fria e ao entardecer na cidade de Nova York em uma segunda-feira, 16 membros da família Brinton, incluindo avós, pais, irmãos e primos, se reuniram para orar no aconchegante Weill Recital Hall do Carnegie Hall, antes de sua apresentação em 23 de março [em inglês].
Os Brintons, que tocam piano, oraram para “elevar” a plateia e “garantir que tenhamos o melhor desempenho possível”, disse Kate Brinton, de 15 anos, que também ora antes de se apresentar individualmente.
Kate, que já ganhou vários prêmios em competições musicais, às vezes se preocupa: “E se eu errar? E se eu travar? E se eu me esquecer?”
“Eu sei que, se o Pai Celestial quiser que eu faça um bom trabalho e se houver pessoas que precisam de ajuda, então, se eu me esforçar ao máximo, der o meu melhor e praticar, Ele me ajudará a fazer o que preciso fazer”, disse Kate.
Música para um mundo melhor
O programa começou com uma peça de um compositor russo do início do século XX, Dmitri Shostakovich, uma obra extremamente complexa e de ritmo acelerado, interpretada por Alexa Brinton, de 11 anos.
Em seguida, Thomas Brinton, de 9 anos; Michael Brinton, 18 anos; Adaline Harris, 7 anos; Ella Parker, 7 anos; Nelson Harris, 10 anos; Marie Parker, 10 anos; Caleb Harris, 8 anos; Hailey Parker, 12 anos; e Ruby Brinton, de 8 anos, contribuíram para a grandiosidade musical, com obras de lendários como Beethoven, Rachmaninoff e Tchaikovsky.
Naquela mesma noite, a matriarca da família, Sally Brinton, e suas filhas, Lindsey Brinton Harris e Stephanie Brinton Parker, se apresentaram pela segunda vez no Carnegie Hall desde 2006. Elas tocaram sozinhas e acompanharam os mais jovens. O filho de Sally Brinton, Jonathan Brinton, também acompanhou as artistas no violoncelo.

“Se você aprender a servir a outros e a compartilhar seu talento com as pessoas, poderá ajudá-las a se sentirem melhor e fazê-las felizes. E o que isso proporciona? Simplesmente torna o mundo um lugar melhor”, disse Sally Brinton.
Desenvolvendo talentos
Kate e seu irmão, Jackson Brinton, de 16 anos, se apresentaram perto do final do programa.
“Na peça de Chopin que toquei, havia duas partes de um mesmo tema, então toquei a primeira parte mais alto e a segunda um pouco mais baixo, apenas para criar contraste”, disse Jackson, que escolheu sua própria música.
Ele adora tocar, experimentar e compartilhar música clássica.
“A música traz muita paz à vida das pessoas”, disse ele.
Kate também deu seu toque pessoal à música, destacando seu estilo artístico na canção “Un Sospiro”, que em italiano significa “um suspiro”, do compositor húngaro do século XIX, Franz Liszt.
“Quando toco para um público, sei que eles dedicaram tempo para estarem aqui, então tento compartilhar meu amor pela música com eles”, disse ela.
Sally Brinton, que deu lições de piano e de vida a muitos de seus netos, disse: “Isso lhes traz muita alegria. Eu nem preciso pedir que pratiquem.”

Suas principais lições são desenvolver “disciplina e consistência” e “acordar com um coração grato.”
Herança musical
Sally Brinton, mãe de sete filhos, avó de 38 e bisavó de um, aprendeu a tocar piano com sua mãe, DeVota Mifflin Peterson.
Quando criança, Peterson juntou dinheiro para comprar um piano vendendo litros de leite por 5 centavos.
Quando se tornou mãe, ela percebeu que a pequena Sally estava mexendo nas teclas do piano e decidiu ensiná-la a tocar.
Brinton se lembrou de que tinha que priorizar sessões diárias de prática de 30 minutos em vez de brincar com os amigos. “Um pouco doloroso”, comentou. Sua mãe fechava as cortinas para evitar distrações e, assim que Sally terminava, permitia que ela brincasse lá fora.
Ao perceber que sua filha era talentosa, Peterson a transferiu para outra professora quando ela superou as habilidades da mãe.
Brinton gostava de ser notada e nutrida. “Sou muito, muito grata por sua sabedoria.”
Estes ensinamentos simples e singelos levaram a grandes realizações (Alma 37:6). Mais tarde, quando jovem, Sally frequentou a Juilliard School [Faculdade Juilliard] de Artes Cênicas na cidade de Nova York, se tornou mãe e liderou sua família na missão de compartilhar a luz de Cristo por meio da música.

‘Todas as pessoas têm bondade’
Naquela noite de 23 de março, doze de seus 38 netos compartilharam seus talentos musicais para uma plateia lotada de 250 pessoas.
No palco, Sally Brinton prestou homenagem à sua avó, Sarah James, que viajou do País de Gales para o oeste americano, como membro recém-batizada de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A jornada foi difícil, mas seus familiares cantaram juntos “Tal como um facho” em busca de esperança.
A música deu aos seus antepassados pioneiros “coragem para seguirem em frente mais um dia”, disse ela.

Além dos parentes falecidos, a família Brinton ainda tem muitos membros. Quando projetaram uma foto de toda a família atrás do palco, “foi possível ouvir um suspiro na plateia”, disse ela, que observou que as pessoas não estão acostumadas a verem uma família tão grande. Mas para sua família, antepassados falecidos e parentes vivos, a experiência da música tem sido unificadora.
Dirigindo-se à plateia no Weill Hall, uma mistura de professores de piano, nova-iorquinos, membros da família Brinton e outros, Brinton compartilhou corajosamente seu testemunho.
“Eu só queria que eles soubessem que eu sei que Deus ama cada um de nós”, disse ela.
Acrescentando que nunca deixa passar uma oportunidade de compartilhar esta mensagem, ela disse: “Todas as pessoas têm bondade dentro de si.”
