Dois membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias estão agora servindo como capelães nas Forças Armadas Britânicas, os primeiros desde que o Ministério da Defesa do Reino Unido abriu a função, há menos de dois anos, para membros da Igreja.
O Capitão Capelão Jonathan Bleakley e o Capitão Capelão Timothy Farrant se tornaram os dois primeiros capelães santos dos últimos dias do Exército Britânico, após concluírem seu treinamento na Real Academia Militar de Sandhurst, em Berkshire, Inglaterra, no sábado, 18 de julho.
Élder Robert F. Schwartz, Setenta de Área na Área Europa Norte da Igreja, e sua esposa, a irmã Amy Schwartz, participaram da cerimônia de comissionamento.
Todd Linton, diretor da Divisão de Relações Militares, Serviços de Capelania e Ministérios Prisionais do Departamento do Sacerdócio e da Família da Igreja, disse que o serviço dos dois capelães abençoará muitas vidas.

“Os capelães santos dos últimos dias que ingressam nas fileiras das Forças Terrestres de Sua Majestade trazem apoio espiritual aos quartéis e aos campos de batalha, não apenas para os membros de nossa fé, mas também para aqueles de outras religiões ou sem religião alguma”, disse Linton ao Church News. “Estes dois capelães estão abrindo uma porta importante. Soldados carregando o peso silencioso do serviço militar, famílias esperando em casa, jovens recrutas longe de tudo o que lhes é familiar, todos terão alguém novo a quem recorrer. É um pequeno passo no papel, mas, para aqueles que serão tocados por ele, pode significar tudo.”
O pedido da Igreja para se tornar uma autoridade de endosso foi aprovado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido em dezembro de 2024.
Na época, Bleakley era presidente da Estaca Thames Leste Inglaterra e lecionava Química em uma escola de ensino médio só para meninos em Essex. Ele havia passado 30 anos nas Forças de Cadetes do Exército, uma organização para jovens patrocinada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, primeiro como cadete e depois como oficial adulto, mas sempre planejou ser professor, e não um capelão da ativa.
Foi então que Bleakley disse ter sentido o Senhor fechar todas as portas para o ensino e abrir uma para o serviço de capelania. Com muita oração, jejum e tempo no templo, ele seguiu esse caminho.
Quase dois anos depois, aos 43 anos, ele se tornou um dos dois primeiros capelães santos dos últimos dias do Exército Britânico.

“Sinto que este é um momento em que o Senhor está abrindo portas para colocar as pessoas de que Ele precisa nos lugares onde Ele precisa, exatamente quando Ele precisa delas”, disse Bleakley ao Church News. “E é especial saber que é aqui que o Senhor precisa de mim agora. Não era o que eu esperava fazer, não era o que eu planejava fazer, mas sim para onde fui chamado.”
Bleakley, que serviu na Missão Utah Salt Lake City, de 2002 a 2004, em breve será enviado para a Alemanha com 3.500 soldados, onde se concentrará nos três pilares do serviço de capelania do Exército Real [em inglês]: assistência pastoral, apoio espiritual e orientação moral. No Exército Britânico, ele disse que todos os capelães cristãos são conhecidos como “Padres”.
Uma vida inteira de aprendizado e serviço do evangelho preparou Bleakley para esta oportunidade de ministrar, disse ele, citando vários versículos do Livro de Mórmon e da Bíblia (ver Mosias 18:8-9, Morôni 6:4, Mosias 2:17, Mateus 25:40, 1 Coríntios 13, Morôni 7:45-48).
Em seu primeiro dia, Bleakley contou que um soldado de linguagem chula o puxou para um canto e desabafou sobre seus problemas. “Nossa, coitado daquele homem! Sua vida é tão difícil e mesmo assim ele está tentando fazer seu trabalho e cuidar da família da melhor maneira possível, e carrega o peso do mundo nas costas”, disse ele.
Para essas pessoas, Bleakley se sente grato por poder oferecer “um pouco de luz, alívio, orientação e apoio.”
“O ministério é fundamental e essencial, uma parte tão importante do que nos comprometemos a fazer como membros da Igreja”, disse ele. “É uma oportunidade maravilhosa realizar isso como trabalho, e o fazemos por pessoas que sacrificam muita liberdade e família por algo maior do que elas mesmas, porque vestem um uniforme.”

