Contar a própria história pode tanto fornecer cura quanto uma maneira de se conectar com entes queridos, disse o apresentador da RootsTech 2023, Devin Ashby, ressaltando a oportunidade de cura que a história da família representa, por meio do compartilhamento.
Gerente de alcance global do FamilySearch e apresentador frequente da RootsTech, Ashby conduziu a classe de “História da Família e Saúde Mental” [em inglês], para um grande público no sábado, 4 de março, o Dia de Descoberta Familiar do evento.
Você sabe?
Ashby iniciou uma série de perguntas sobre a história da família, usando a lista de 20 questões do tipo “Você sabe?”, de Robyn Fivush. A seguir estão algumas das perguntas.
- Você sabe como seus pais se conheceram?
- Você sabe onde alguns de seus avós cresceram?
- Você conhece algumas das lições que seus pais aprenderam com experiências boas ou ruins?
- Você conhece a origem de sua família (como inglês, alemão, russo etc.)?
Ashby explicou que os estudos de Fivush do The Family Narratives Lab [Laboratório de Narrativas Familiares - em inglês] mostram que as crianças que conseguiram responder a um maior número de perguntas tinham maior bem-estar geral, autoestima e melhor desempenho acadêmico.

Cura através do compartilhamento
Ashby compartilhou uma citação de Martha Driessnack, professora de Enfermagem e autora: “Um elemento-chave … ‘tanto para o narrador quanto para o ouvinte, é o compartilhamento de momentos positivos, juntamente com a capacidade de se recuperarem dos momentos difíceis.’”

Ashby compartilhou algumas de suas próprias experiências pessoais de ser vulnerável e ouvir outras pessoas compartilharem suas histórias, o valor e os benefícios de fazê-lo.
Ao abordar a saúde mental em relação ao suicídio, Ashby disse que as pessoas não devem ser lembradas pela pior coisa que já fizeram, mas sim pela vida que viveram e pelas coisas que realizaram.
Influências das redes sociais
Ashby falou sobre as influências das redes sociais na saúde mental, enfatizando que “as redes sociais não desaparecerão, então devemos aprender a trabalhar com elas”, acrescentando que as pessoas devem aprender a usá-las da melhor maneira possível.
Ashby falou sobre a diferença entre simpatia e empatia, e delineou maneiras positivas de se interagir e confortar as pessoas. Ele também discutiu como as pessoas podem ser vulneráveis ao compartilharem suas próprias lutas, e ao responderem aos desafios de outros.

Como usar isso?
Ashby citou o colunista do New York Times e autor de sucesso, Bruce Feiler, palestrante na RootsTech 2016: “A coisa mais importante que você pode fazer por sua família pode ser a mais simples de todas: desenvolver uma forte narrativa familiar.”
Ashby então compartilhou a crença de sua própria família: “Acreditamos nas pessoas e nas experiências, e que o mundo tem um suprimento infinito de ambos.”
Ele sugeriu a seus ouvintes que participassem do “Experimento de Conexões Familiares de 21 Dias: Um Projeto de História da Família” [em inglês], criado por uma equipe de especialistas em história da família, influenciadores das redes sociais, um psicólogo e outros, para ajudar as pessoas a fortalecerem os laços familiares e impulsionarem suas emoções e bem-estar mental durante a COVID-19. A participação no projeto oferece a oportunidade de se passar tempo com a família e compartilhar histórias.
Ashby concluiu com um lembrete para as pessoas serem reais e vulneráveis, ao compartilharem sua história com amigos e familiares, e para ouvirem com empatia quando eles contam a deles.
