PROVO, Utah — Quando seu casamento de 25 anos terminou, Samantha Fogg Nielsen, de Gilbert, Arizona, fez três escolhas. Ela decidiu fazer uma parceria com Deus, sempre se alegrar em Cristo e continuar frequentando a Igreja.
“Aprendi que o divórcio não é vergonhoso, não é um fracasso, faz parte do meu currículo de aprendizado”, disse ela. “Isto me convidou a ser uma melhor discípula e a me unir mais fortemente com meu Salvador Jesus Cristo.”
A mãe de três filhos lutou no início com diferentes desafios resultantes de sua situação. Isso tornava difícil comparecer às reuniões de sua ala e participar aos domingos.
“Mas precisamos entender o nosso ‘por que’. Quando sabemos por que estamos fazendo o que estamos fazendo, então há propósito e poder, e nada pode ficar em nosso caminho”, disse ela.

Quando ela entregou o assunto ao Senhor, e quando ela realinhou seu foco com seu porquê, ela foi capaz de deixar sua escolha e foco permanecerem, e não se incomodar com as escolhas e decisões dos outros.
“O objetivo é nos lembrarmos de que podemos escolher pertencer, mesmo quando é difícil. Podemos escolher pertencer com propósito porque somos importantes”, disse Nielsen.
Em seu discurso na conferência geral de abril de 2021, intitulado “Esperança em Cristo”, Presidente M. Russell Ballard, Presidente em Exercício do Quórum dos Doze Apóstolos, disse que, atualmente, mais da metade dos adultos na Igreja são viúvos, divorciados ou ainda não se casaram.
“Alguns se perguntam sobre suas oportunidades e seu lugar no plano de Deus e na Igreja”, disse Presidente Ballard. “Devemos compreender que a vida eterna não é simplesmente uma questão de estado civil atual, mas de discipulado.”
E naquela mesma conferência geral, Élder Gerritt W. Gong, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: “Nossa posição perante o Senhor e em Sua Igreja não é uma questão relacionada ao nosso estado civil, mas ao fato de nos tornarmos discípulos fiéis e valentes de Jesus Cristo” (“Lugar na estalagem”).
Nielsen disse: “A coisa mais importante que nos une é que somos discípulos de Jesus Cristo… mesmo em nossas difíceis circunstâncias.” Ela compartilhou sua história em uma classe da Conferência de Mulheres da BYU, em 4 de maio. A classe, intitulada “O impacto significativo dos santos solteiros”, foi oferecida a mulheres divorciadas, viúvas ou que nunca se casaram.
“Vocês são lembradas e amadas”, disse Nielsen às mulheres. “Nossas experiências podem ser uma luz para outros.”

Participando da apresentação com Nielsen, estava Angela Ahn, uma mulher de Riverton, Utah, que ainda não é casada.
Ela disse que seu testemunho não é baseado em seu estado civil ou qualquer outra coisa: é baseado em Cristo. “Por que escolhi permanecer? Escolhi ficar porque, para mim, não há outra escolha.”
Ao fortalecer seu discipulado em Jesus Cristo, as mulheres solteiras podem experimentar alegria, paz, conexão e participação plena na Igreja e causarem impacto agora mesmo em suas congregações, disse Ahn.
“Nossa alegria e bem-estar eterno não dependem de uma fonte ou circunstância externa, mas sim de Cristo”, disse ela.

Quando Ahn tinha 15 anos, seus pais foram atropelados por um motorista bêbado. Seu pai faleceu, enquanto sua mãe ficou acamada pelos próximos 18 anos de sua vida.
Depois que isso aconteceu, Ahn lutou muito contra a ansiedade. Ela teve que se treinar para eliminar o medo e, em vez disso, se concentrar em sua fé em Cristo. Ela compartilhou com o público diferentes maneiras de aplicar isso às suas situações.
Por exemplo, um pensamento baseado no medo pode ser: “Eu me sinto inútil por ser solteira.” Mas focar em Cristo pode mudar isso para: “Eu sou uma filha amada de Deus.”
Com medo, alguém pode pensar: “Não posso ir ao templo sozinha”. Mas, se concentrando em Cristo, o pensamento poderia ser: “Estou ansiosa para ter uma comunhão com meu Pai Celestial no templo”, ou “Quem posso convidar para ir comigo?”
O fortalecimento do discipulado em Cristo permite que os membros solteiros da Igreja sintam conexão e pertencimento em suas congregações, disse Ahn.
Satanás fará com que os solteiros acreditem que não têm um lugar ao lado das famílias na Igreja, disse Ahn. Ele quer traçar linhas e dividir as pessoas. Mas o Senhor pediu a Seu povo que fossem unidos em um só coração e uma só mente. Ter uma experiência compartilhada em Jesus Cristo pode ajudar todos a se sentirem incluídos na Igreja e participarem plenamente.
“Minha vida não é ideal, mas não acho que a vida de ninguém seja. É por isso que temos a Igreja e temos Jesus Cristo: estamos trabalhando por um ideal”, disse ela. “Podemos servir fielmente e participar plenamente do evangelho agora mesmo.”

Ahn disse que mulheres solteiras podem causar um impacto significativo na vida de outras pessoas. As pessoas que guardam convênios prometem no templo consagrar seu tempo, talentos e tudo aquilo com que o Senhor as abençoou, para ajudarem outras pessoas e edificarem o reino de Deus.
“Jesus Cristo e o Pai Celestial dependem de nós, as irmãs solteiras da Igreja”, disse Ahn. “Nossos dons únicos, experiências de vida, força e tempo são exatamente o que o Senhor precisa agora para servirmos em Seu reino.
“Nossa condição de solteira é exatamente o que pode abrir o coração de alguém. Nosso estado civil pode ser exatamente o que nos dá flexibilidade para servirmos de uma maneira que os outros não podem. Nossa condição de solteira pode ser exatamente o que nos permite conectar com outros. Nossas oportunidades são ilimitadas.”


