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‘Vem, e Segue-Me’ de 8 a 14 de janeiro: O que líderes e acadêmicos da Igreja disseram sobre 1 Néfi 1-5?

O guia de estudo desta semana apresenta o profeta Leí e sua família, e detalha o início de sua jornada ao deixarem Jerusalém

O guia “Vem, e Segue-Me” desta semana abrange 1 Néfi 1-5, que apresenta o profeta Leí e sua família, e detalha o início de sua jornada ao deixarem Jerusalém.

O Church News recentemente pesquisou os arquivos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para saber o que líderes e acadêmicos disseram sobre estes capítulos.

1 Néfi 1

“Entre as pessoas a quem devemos ser gratos, podemos citar, por exemplo, os nossos pais, pela boa razão de que nos trouxeram ao mundo e, sobretudo, por nos terem dado uma boa educação em assuntos espirituais e temporais.

“Este é o caso de Néfi, quando testificou da bondade de seus pais para com ele, declarando: ‘Eu, Néfi, tendo nascido de bons pais, recebi, portanto, alguma instrução em todo o conhecimento de meu pai; e tendo passado muitas aflições no decurso de meus dias, fui, não obstante, altamente favorecido pelo Senhor em todos os meus dias; sim, havendo adquirido um grande conhecimento da bondade e dos mistérios de Deus, faço, por isso, um registro de meus feitos durante minha vida’ (1 Néfi 1:1). Este testemunho de Néfi é um ato de gratidão em termos de amor expresso de todo o coração para com seus pais.”

— Élder Christophe Kawaya Bakajika, Setenta de Área, revista Liahona de janeiro de 2021 “Amar nosso Pai Celestial e Seu Filho Jesus Cristo de todo o coração” [em inglês]

“Um tema dominante do Livro de Mórmon foi expresso no versículo final do primeiro capítulo de 1 Néfi. Néfi escreveu: ‘E eis, porém, que eu, Néfi, vos mostrarei que as ternas misericórdias do Senhor estão sobre todos aqueles que [E]le escolheu por causa de sua fé, para torná-los fortes com o poder de libertação’ (1 Néfi 1:20). ...

“Muitas histórias do Livro de Mórmon falam de libertação. A partida de Leí para o deserto com sua família fala de como eles foram salvos da destruição de Jerusalém. …

“As profecias que predizem a vida e a missão de Jesus Cristo nos prometem a libertação que Ele proverá. Sua Expiação e Ressurreição proporcionam a todos nós um escape da morte física e, se nos arrependermos, um escape da morte espiritual, trazendo consigo as bênçãos da vida eterna.”

— Élder L. Tom Perry, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2012, “O poder da libertação

“É bom e correto pedir ao Pai Celestial as bênçãos que desejamos em nossa vida pessoal. Contudo, orar sinceramente pelos outros, tanto aqueles que amamos quanto aqueles que maldosamente se aproveitam de nós, também é um elemento importante da oração significativa. Assim como o fato de expressarmos gratidão com mais frequência em nossa oração amplia o canal de revelação, orar pelos outros com toda a energia da alma aumenta nossa capacidade de ouvir e seguir a voz do Senhor.

“Aprendemos uma lição fundamental com o exemplo de Leí, no Livro de Mórmon. Leí seguiu com fé a orientação e advertência profética a respeito da destruição de Jerusalém. Em seguida, orou ao Senhor ‘de todo o coração, em favor de seu povo’ (1 Néfi 1:5). Em resposta a sua fervorosa oração, Leí foi abençoado com uma gloriosa visão de Deus e Seu Filho e da iminente destruição de Jerusalém (ver 1 Néfi 1:6-9, 13, 18). Consequentemente, Leí se regozijou e seu coração transbordou por causa das coisas que o Senhor lhe havia mostrado (ver 1 Néfi 1:15). Observem que a visão veio em resposta a uma oração pelos outros, e não devido a um pedido para que recebesse edificação ou orientação pessoal.”

Élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2008, “Orar sempre

“A palavra ‘escolheu’ em 1 Néfi 1:20 é fundamental para se compreender o conceito das ternas misericórdias do Senhor. O dicionário indica que ‘escolhido’ sugere alguém que tenha sido selecionado, tomado como referência ou nomeado. Pode ser também usado para referir-se ao eleito ou escolhido de Deus..

“Algumas pessoas … poderão, erroneamente, não levar em conta ou rejeitar em sua própria vida a viabilidade das ternas misericórdias do Senhor, achando que: ‘Certamente eu não sou alguém que já foi escolhido, nem que poderá sê-lo algum dia’. Talvez achemos de forma inexata que tais bênçãos e dons são reservados para outras pessoas que parecem ser mais dignas ou que servem em chamados de destaque na Igreja. Testifico que as ternas misericórdias do Senhor estão ao alcance de todos nós e que o Redentor de Israel está ansioso por nos conceder tais dons.”

— Élder David A. Bednar, conferência geral de abril de 2005, “As ternas misericórdias do Senhor

“Leí profetiza ao povo de Jerusalém (Leí Prega em Jerusalém)”, por Del Parson

1 Néfi 2

“O profeta Leí, do Livro de Mórmon …, ouviu a resposta de seus filhos à orientação e visão que ele havia recebido: ‘E assim Lamã e Lemuel, sendo os mais velhos, murmuravam contra o pai. E murmuravam por desconhecerem os procedimentos daquele Deus que os havia criado’ (1 Néfi 2:12).

“Talvez já tenhamos sentido a frustração que Leí sentiu em relação a seus dois filhos mais velhos. Ao nos depararmos com um filho que se afasta do caminho, um pesquisador que não se compromete ou um élder em perspectiva que não se interessa, nosso coração se compadece como o de Leí, e nos perguntamos: ‘Como posso ajudá-los a sentir e a ouvir o Espírito para que não sejam arrastados pelas distrações do mundo?’...

“Néfi revela uma das chaves da porta do aprendizado, por meio de sua própria experiência: ‘Eu, Néfi, … tendo também grande desejo de saber dos mistérios de Deus, clamei, portanto, ao Senhor; e eis que [E]e me visitou e enterneceu meu coração, de maneira que acreditei em todas as palavras que meu pai dissera; por esta razão não me revoltei contra ele, como meus irmãos’ (1 Néfi 2:16).

“O desejo de conhecer, ao ser despertado, permite que nossa sensibilidade espiritual ouça a voz do céu. Encontrar um meio de despertar e nutrir esse desejo é a jornada e a responsabilidade de cada um de nós: missionários, pais e mães, professores, líderes e membros.”

— Élder Paul E. Koelliker, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de abril de 2012, “Ele realmente nos ama

“Os santos dos últimos dias que estudaram o Velho Testamento percebem que cerca de um terço desse livro foi originalmente escrito em forma poesia; o que não é amplamente conhecido é que geralmente as declarações proféticas do Livro de Mórmon são poesia. Isto não deveria nos surpreender, dada a origem hebraica de Leí e sua família. …

“Embora a poesia do Livro de Mórmon apareça em muitos discursos de alto padrão, tais como sermões e instruções, um exame mais atento do texto mostrará que, geralmente, quando um profeta do Livro de Mórmon diz ou insinua, ‘Assim diz o Senhor’, as passagens que se seguem serão poéticas. Por exemplo, podemos ouvir uma mudança da prosa de Néfi para a poesia do Senhor em 1 Néfi 2:18-22:

‘Mas eis que Lamã e Lemuel não quiseram dar ouvidos às minhas palavras; e aflito pela dureza de seu coração, roguei ao Senhor por eles. E aconteceu que o Senhor me falou, dizendo:

Bendito és tu, Néfi,
Por causa de tua fé,
Porque me procuraste diligentemente,
Com humildade de coração.
E se guardardes meus mandamentos,
Prosperarás,
E serás conduzido a uma terra de promissão;
Sim, uma terra que preparei para ti;
Sim, uma terra escolhida acima de todas as outras terras.
E se teus irmãos se rebelarem contra ti,
Serão afastados da presença do Senhor.
E se guardares meus mandamentos,
Serás feito governante e mestre de teus irmãos.’ … 

“Quando encontramos uma passagem exaltada no Livro de Mórmon, especialmente alguma revelação do Senhor, devemos lê-la em voz alta para sentirmos melhor a poesia. Lidas em voz alta, as palavras poéticas do Livro de Mórmon ressoarão e chegarão até nós como uma bela música. Os ritmos dos magníficos versos terão uma lógica própria.”

— Richard Dilworth Rust, ex-professor de Inglês da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, revista New Era de março de 1983 “Poesia do Livro de Mórmon” [em inglês]

Leí pede a Néfi para retornar a Jerusalém e obter as Placas de Latão de Labão, nesta cena dos Vídeos do Livro de Mórmon. | A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

1 Néfi 3

“[Esta] é uma questão que deve estar na mente de cada rapaz e moça no mundo todo: ‘Quem segue ao Senhor?’ E nossa resposta inequívoca deve ser: ‘EU!’

“Foi essa pergunta que despontou na mente de Néfi quando o Senhor, por meio de Leí, seu pai, pediu a Néfi e seus irmãos que voltassem a Jerusalém para buscar as placas de latão. Quando Lamã e Lemuel se queixaram, a pergunta veio à mente de Néfi: ‘Quem segue ao Senhor?’ E a resposta foi: ‘EU!’ Em outras palavras: ‘Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, porque sei que o Senhor nunca dá ordens aos filhos dos homens sem antes preparar um caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas’ (1 Néfi 3:7).”

— Irmão Charles W. Dahlquist II, na época presidente geral dos Rapazes, conferência geral de abril de 2007, “Quem segue ao Senhor?

“Nosso testemunho pessoal é um escudo protetor e, tal como a barra de ferro, guia-nos em segurança através da escuridão e confusão.

“O testemunho de Néfi lhe deu coragem para erguer-se e ser contado como alguém que obedeceu ao Senhor. Ele não reclamou nem duvidou nem temeu, a despeito de todas as circunstâncias. Quando as coisas ficaram difíceis, ele disse: ‘Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, porque sei que o Senhor … [preparará] um caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas” (1 Néfi 3:7) .

“Assim como o Senhor conhecia Néfi, Deus nos conhece e nos ama. Esta é a nossa época; estes são os nossos dias. Estamos onde as coisas estão acontecendo. Nosso firme testemunho pessoal vai motivar-nos a mudar nossa vida e vai, depois, abençoar o mundo.”

— Élder Dieter F. Uchtdorf, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2006, “O poder de um testemunho pessoal

1 Néfi 4

“Mais frequentemente, a revelação vem em pequenos incrementos ao longo do tempo e é dada de acordo com o desejo, a dignidade e a preparação. ... Este padrão de revelação tende a ser mais comum do que raro e está evidente nas experiências de Néfi, enquanto ele experimentava diversas abordagens para obter as placas de latão de Labão (ver 1 Néfi 3-4). Por fim, ele foi levado pelo Espírito a Jerusalém ‘não sabendo de antemão o que deveria fazer’ (1 Néfi 4:6). …

“Tenho conversado com muitas pessoas que questionam a força de seu testemunho pessoal e subestimam sua capacidade espiritual, porque não recebem impressões frequentes, miraculosas e fortes. … Se vocês já tiveram pensamentos e dúvidas semelhantes, saibam que são muito normais. Apenas sigam em frente obedientemente, com fé no Salvador.”

— Élder David A. Bednar, conferência geral de abril de 2011, “O espírito de revelação

Saria, à esquerda, é consolada por seu marido, Leí, nesta cena dos Vídeos do Livro de Mórmon.

1 Néfi 5

“O Livro de Mórmon contém um exemplo tocante de linguagem clara, também no contexto de um desentendimento conjugal. Os filhos de Saria e Leí haviam sido enviados de volta a Jerusalém para buscar as placas de latão e não tinham retornado. Saria acreditava que seus filhos estavam em perigo; estava cheia de raiva e precisava culpar alguém.

“Ouçam a história do ponto de vista de seu filho Néfi: ‘Pois [minha mãe] pensara que havíamos perecido no deserto e queixara-se também de meu pai, acusando-o de visionário, dizendo: Eis que tu nos tiraste da terra de nossa herança e meus filhos já não existem; e nós pereceremos no deserto’ (1 Néfi 5:2).

“Vamos refletir sobre o que Saria devia estar pensando. Ela estava cheia de ansiedade em relação ao fato de seus filhos briguentos voltarem ao lugar em que a vida de seu marido havia sido ameaçada; ela havia trocado seu adorável lar e amigos por uma tenda num deserto isolado, enquanto ainda estava em idade de ter filhos. Pressionada até o limite de seus temores. ... Ela expressou preocupações válidas ao marido na linguagem da raiva, da dúvida e da condenação: uma linguagem na qual toda a raça humana parece saber se expressar muito bem.

“O profeta Leí ouviu o temor que estava por trás da raiva de sua mulher. Então, ele deu uma resposta disciplinada na linguagem da compaixão. Primeiro, ele reconheceu a veracidade de como as coisas pareciam do ponto de vista dela: ‘E … meu pai lhe respondeu, dizendo: Sei que sou um visionário, … mas [se tivéssemos] permanecido em Jerusalém, [teríamos] perecido com meus irmãos’ (1 Néfi 5:4).

“Depois, ele abordou os temores dela em relação aos filhos, como o Espírito Santo deve, sem dúvida, ter testificado a ele:

“‘Eis que obtive, porém, uma terra de promissão, pelo que me regozijo; sim, e sei que o Senhor livrará meus filhos das mãos de Labão. …

“‘E com essas palavras meu pai, Leí, … confortava minha mãe … a nosso respeito’ (1 Néfi 5:5-6).

“Existe hoje uma grande necessidade de que homens e mulheres cultivem o respeito mútuo, a despeito de terem crenças, condutas e motivações muito diferentes. É impossível conhecer tudo o que informa nossa mente e coração, ou sequer compreender plenamente o contexto das provações e escolhas que cada um enfrenta.”

— Élder W. Craig Zwick, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de abril de 2014, “O que você acha?

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