“Tornar-se” e “fazer” foram os principais temas do primeiro devocional do novo semestre do inverno [no hemisfério norte] da Universidade Brigham Young, realizado em 9 de janeiro pelo presidente C. Shane Reese, presidente da BYU, e sua esposa, irmã Wendy Reese.
“Deus quer que nos tornemos como Ele. É nosso trabalho coletivo na BYU ajudarmos uns aos outros nesta jornada de discipulado”, disse o presidente Reese.
Ele destacou exemplos do Livro de Mórmon, de pessoas que desenvolveram olhos para ver o que precisavam se tornar. Alma, o filho, por exemplo, inicialmente se rebelou contra os ensinamentos de seu pai, mas se arrependeu e se tornou um missionário poderoso. Saria superou as frustrações para alcançar um testemunho do plano de Deus para ela e sua família. E Zeezrom, que inicialmente usou seus dons intelectuais para criar discórdia, passou por uma mudança no coração e se tornou um servo de Deus.
Agora é a vez dos alunos da BYU escreverem sua história individual e coletiva de transformação, disse o presidente Reese. Ele se referiu ao seu discurso inaugural, no qual exortou a comunidade do campus a “esforçar-se para se tornar a BYU da profecia” ao,
- Fortalecer a experiência do aluno.
- Manter e fortalecer o foco no ensino de graduação.
- Reforçar o “legado duplo” da BYU, ou ser “bilíngue”, para professores, funcionários e alunos (neste contexto, ser “bilíngue” significa falar com “confiança e poder” sobre assuntos espirituais e acadêmicos, disse ele).
- Desenvolver a coragem de ser diferente.
- Construir uma comunidade de convênio de inclusão.
- Investir em bolsas de estudo inspiradas em missões.
- Focar na contratação alinhada à missão.
“Fazer tudo isso... exigirá que vejamos nossos estudos e nosso trabalho através das lentes do evangelho, em vez de apenas vermos o evangelho através de lentes sociais ou disciplinares, ou qualquer outra lente que limite nossa visão e nossa perspectiva”, presidente Reese disse. “Em outras palavras, se quisermos nos tornar a BYU da profecia, precisaremos de ‘olhos para ver’... [E] só desenvolveremos olhos para ver à medida que vemos nossa vida, nosso mundo e nosso círculo de influência através das lentes do evangelho.”

Ele continuou ensinando que, desenvolver olhos para ver significa focar resolutamente nas coisas celestiais para que a luz afaste as trevas, permitindo que indivíduos obtenham uma compreensão mais profunda de “todas as coisas.”
“Felizmente, para aqueles de nós que às vezes podem sentir que têm fobia de matemática, ou bloqueio do escritor, ou que são um pouco desafinados, pode não haver maior promessa bíblica do que ser capaz de compreender ‘todas as coisas’”, disse o presidente Reese. “Manter nossos olhos focados intensamente nas coisas celestiais nos ajudará a compreendermos os tópicos e assuntos aparentemente impossíveis de entendermos.”
Ele também incentivou os alunos a desenvolverem olhos para verem outros e olhos para verem sua identidade divina. O indivíduo se encontra, disse ele, à medida que cuida das necessidades dos outros. Ele se referiu a Mateus 16:25, onde Jesus promete que aqueles que perderem a vida por Sua causa encontrarão a vida.
“Em outras palavras, uma das melhores formas de ‘autocuidado’ é procurar primeiro cuidar das necessidades dos outros”, disse o presidente Reese. “Esta afirmação aparentemente irônica de perdermos nossa vida para a encontrarmos, contrasta fortemente com as tendências atuais de buscarmos nossos próprios interesses, como principal forma de lidarmos com os desafios pessoais. Ter olhos para ver outros e depois nos perdermos ao servi-los, resulta em um cenário vantajoso, e tanto quem dá quanto quem recebe se tornam melhores por tal esforço.”

Em sua mensagem, a irmã Wendy Reese incentivou os alunos a se concentrarem em “fazer”. Novos semestres oferecem novas oportunidades, disse ela, mas os alunos devem agir para verem os resultados.
A irmã Reese disse que fazer a vontade do Pai é uma das características mais fundamentais de um discípulo de Jesus Cristo. Tornar-nos praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, é “fundamental para as nossas crenças e nos desafia a irmos além do envolvimento passivo com nossa fé para vivermos ativamente os princípios do evangelho que nos são caros.”
Para realmente se tornarem pessoas que agem, os indivíduos devem primeiro mudar sua mentalidade, internalizando os ensinamentos do evangelho, em vez de meramente acumularem conhecimento, disse a irmã Reese. A fé adormecida e não utilizada é como possuir um livro de receitas sem nunca pisar na cozinha.
À medida que as pessoas se esforçam para agir, o Salvador é o exemplo perfeito a ser seguido, continuou ela.
“Jesus fez mais do que apenas sentir compaixão pelos outros. Ele agiu para servir e elevar aqueles ao seu redor”, disse ela. “Seguir o exemplo de nosso Salvador ‘fazendo’ nos ajudará a sentirmos Seu amor e, por sua vez, mostrará nossa gratidão e amor por Ele.”
