O amor pela música folclórica estoniana cresceu em torno de Lance McGavin, enquanto ele observava o sol rompendo as nuvens de chuva e brilhando sobre cerca de 110.000 pessoas reunidas em Tallinn, Estônia, para o Estonian Song Festival [Festival da Canção Estoniana].
Quase em lágrimas, McGavin se juntou orgulhosamente a outros 31.000 artistas para cantar em estoniano, o idioma que ele aprendeu em sua missão há 16 anos.
Sua missão deixou nele uma marca indelével, e ele finalmente alcançou seu antigo objetivo de se apresentar no Festival da Canção Estoniana, mas não sem ajuda divina, disse ele.

Abraçando a cultura
Enquanto serviu missão na Estônia de 2009 a 2011, McGavin desenvolveu um profundo amor pela cultura estoniana. Ele até conheceu o presidente da Estônia enquanto estava lá.
“Embora eu não tenha nenhum antepassado estoniano, senti que havia adotado essa herança como minha”, disse ele.
Foi em preparação para sua missão que ele aprendeu sobre o Festival da Canção Estoniana, um festival de quatro dias de músicas e danças tradicionais, que celebra a identidade estoniana.
“Todo esse festival de música é, na verdade, a maneira [dos estonianos] de exibirem sua liberdade”, disse McGavin, explicando que a pequena nação esteve sob o controle de muitos países diferentes ao longo da história.

Como o festival de música acontece a cada cinco anos, McGavin não pôde assisti-lo durante sua missão. Então, ele retornou ao país em 2014 para assistir ao festival pessoalmente.
McGavin tinha um profundo desejo de participar da celebração e sabia que pessoas de outros países eram ocasionalmente convidadas para participarem do festival de música, mas ele não tinha certeza de como fazer isso acontecer.
Em 2024, McGavin conheceu um grupo de estonianos em Nova York que estavam ensaiando para o festival de 2025. Eles o convidaram para se juntar ao coro e viajar para a Estônia para se apresentarem com eles.
“Foi como um sonho realizado”, disse ele. “Minha esposa e eu decidimos que faríamos o que fosse necessário, para que eu pudesse ter esta experiência incrível.”

O coro estava ensaiando em Nova York, mas McGavin estava morando na Flórida, então ele fez arranjos para praticar as músicas remotamente.
McGavin disse que conhecer o coro estoniano em Nova York foi uma terna misericórdia.
“Deus nos conhece. Ele conhece os nossos desejos”, disse ele. “Não acho que nada disso tenha sido mera coincidência.”
Um momento de realização completa
No início deste mês de julho, chegou a hora de McGavin viajar para a Estônia, junto com sua esposa, seus pais e dois de seus filhos.
O festival de música começou em 5 de julho, em um desfile de oito horas, com todos os artistas marchando pelas ruas do país. McGavin descreveu aquilo como um “momento de realização completa.”

“Parecia que eu estava lá como quando era missionário, contatando e conhecendo pessoas, e mal sabendo a língua”, disse ele. “E agora estou aqui marchando em direção ao local do festival de música.”
Nos dois dias seguintes, cantores de vários coros apresentaram música folclórica estoniana, das 14h às 23h.
Quando o coro de McGavin subiu ao palco em 6 de julho às 19h, a noite ainda não havia terminado.
McGavin disse que o público pedia bis após cada música, o que fez com que seu coro cantasse todas as 12 músicas duas vezes. Ele disse que eles ficaram no palco até por volta das 22h30.

Semeando e colhendo
Para McGavin, esta viagem não foi apenas sobre um festival de música.
“Nesses tipos de experiências, tenho procurado, de certa forma, glorificar a Deus”, disse ele.
Quando os nativos perguntavam a McGavin como ele sabia falar estoniano, idioma que ele continua falando desde sua missão, ele aproveitou a oportunidade para contar sobre sua experiência na missão.
“Acredito que causei um impacto nas pessoas dessa forma”, disse ele. “Apenas plantando pequenas sementes.”

Além de plantar novas sementes, McGavin também teve a oportunidade de ver os frutos de seu trabalho missionário durante esta viagem.
“Quando eu era missionário, muitas sementes foram plantadas, e na época eu me perguntava: ‘O que eu realmente alcancei em uma missão?’”, disse ele. “Mas, voltando 16 anos depois, vejo como algumas dessas sementes floresceram e o efeito cascata que tiveram.”
McGavin mencionou especificamente ter descoberto que uma mulher que ele ensinou, acabou sendo batizada e convidou uma amiga para ir à Igreja. Essa amiga foi batizada e acabou se casando com o presidente do ramo.
“Foi um grande impulso no meu testemunho também”, disse ele. “Só de ver como o Senhor age de maneiras misteriosas.”

Uma missão para toda a vida
McGavin está confiante de que sua conexão com a Estônia não termina aqui, graças ao esforço que fez para manter contato com pessoas de sua missão. Ele incentivou outros a fazerem o mesmo.
“Você ainda pode continuar, de certa forma, a servir sua missão pelo resto da vida”, disse ele, “e ainda influenciar a vida das pessoas.”

