Dois encontros em maio na Itália, um à sombra do Templo de Roma Itália [em inglês] e o outro em Verona, destacaram o compromisso dos santos dos últimos dias e das comunidades locais com a história da família, como uma busca espiritual, emocional e unificadora.
De seminários conduzidos por especialistas a reflexões missionárias, os participantes, tanto na Conferência Nacional de Missionários de Serviço do FamilySearch quanto no evento público “Pesquisa de História da Família na era digital: Explore o passado com um clique,” exploraram como a genealogia é muito mais do que nomes e datas. Trata-se de memória, pertencimento e fé.
42.000 horas de serviço
A conferência missionária de serviço, realizada de 12 a 16 de maio, reuniu 72 voluntários de toda a Itália que, coletivamente, dedicaram mais de 42.000 horas no período de abril de 2024 a maio de 2025, para ajudarem outras pessoas a descobrirem suas raízes.
Eles indexam documentos, traduzem registros, apoiam usuários on-line e ajudam visitantes nos FamilySearch Centers. Tudo no espírito de conexão e serviço, relatou a Sala de Imprensa da Igreja na Itália.
Pesquisa de história da família na era digital

Uma semana após a conferência de Roma, a Igreja organizou um evento público de genealogia em Verona. Reunindo palestrantes e participantes de cinco regiões italianas, o encontro de 24 de maio mostrou como as ferramentas digitais estão transformando a maneira como as famílias se conectam com o seu passado.
Professores e arquivistas compartilharam ferramentas, como o Cisei Online Archive e o Ancestors Portal, e demonstraram como o software FamilySearch pode ajudar as pessoas a construírem e gerenciarem suas árvores genealógicas, relatou a Sala da Imprensa da Igreja.
Ezio Resinelli, um orador no evento, disse: “Não basta apenas ter o nome. Queremos homenagear nossos antepassados, fortalecer os laços espirituais e deixar um legado espiritual.”
Para Resinelli, a genealogia não é apenas uma pesquisa histórica. É uma obra sagrada.
“O FamilySearch é o seu recipiente de história da família, bem como de dados e pesquisas genealógicas“, disse ele, acrescentando: “Não é apenas pesquisa. A história da família é algo que nos toca por dentro.”
Matteo Borelli, professor de genealogia e história da família da Universidade de Bolonha, ofereceu pareceres inter-religiosos durante suas observações: “A genealogia é, na verdade, uma fundação muito importante para as três grandes religiões monoteístas: cristãos, judeus e muçulmanos. Na realidade, é uma grande união entre religiões.”
Em um mundo frequentemente dividido por crenças, a história da família, disse ele, tem o poder de unir.
A psicologia de pertencimento

Cristian Mannino, gerente de experiência do FamilySearch, encerrou o evento em Verona enquadrando a genealogia, não apenas como um exercício acadêmico ou religioso, mas como um exercício emocional.
“Quando falamos sobre genealogia, história da família, estamos na verdade também falando sobre a psicologia de pertencimento e conexões importantes, que nos levam e ajudam a ter um maior equilíbrio psicoemocional,” disse Mannino.
Ele explicou que, em uma era de isolamento e desconexão, o ato de aprender de onde alguém é, e honrar aqueles que vieram antes de nós, pode ajudar a pessoa a se sentir inteira novamente.
“A história da família pertence a todos nós“, enfatizou Mannino. “Trata-se de agir como um vizinho de nossa história da família. Portanto, não é sobre perguntar a nós mesmos quem é um vizinho, mas sobre agir como um vizinho como o bom samaritano fez, de nossa história da família.”
Ele encorajou os indivíduos a manterem sua própria história pessoal.
“Cada um de nós é um ser único e irrepetível, que tem uma história que merece ser preservada e contada”, ele disse.
Uma história de resiliência e sobrevivência

Em uma sessão, um convidado contou como a guerra havia dizimado sua casa, junto com seus álbuns de fotos e livros de recortes. Mas, como haviam carregado histórias e imagens no FamilySearch, essas memórias sobreviveram.
“A história da família é uma história de resiliência e uma história de sobrevivência”, disse Mannino. “Vamos preservar nossas memórias.”
Desde vasculhar registros em arquivos locais até orientar recém-chegados nas plataformas digitais, seus esforços estão preservando, não apenas documentos, mas também sua dignidade e identidade.
Mannino disse que é uma obra vital, conectando gerações e aproximando as pessoas de Deus e umas das outras.
Mannino convidou: “Vamos preservar nossas memórias.”

