Para Bibata Fofana, de 18 anos, uma estudante da escola Soubouy na comunidade de Oury, Burkina Faso, água limpa parecia um luxo.
Em Burkina Faso, uma nação da África Ocidental onde 11,5 milhões de pessoas, ou cerca da metade da população, não têm água potável disponível perto de casa, a rotina escolar diária dela costumava incluir mais do que livros e aulas. Também envolvia sede.

“Eu frequentemente trazia água de casa em uma pequena lata”, ela disse. “Mas quando acabava, eu tinha que esperar até o fim das aulas para ir até a vila pegar água. Como a distância é um pouco longa, não posso sempre sair da sala de aula para ir pegar água, porque perderia algumas aulas.”
Sem uma fonte de água segura no campus, os estudantes muitas vezes bebiam de poços rasos escavados à mão. “Estávamos cientes de que a água dos poços rasos que bebíamos antes, não era própria para beber, mas não tínhamos uma fonte de água limpa aqui”, ela disse.
O desafio afetava centenas de estudantes e professores de Oury todos os dias. Sem água nas proximidades, os estudantes muitas vezes faltavam às aulas, enfrentavam doenças provenientes de fontes inseguras ou ficavam sem beber água completamente.
Isto mudou em 2024, quando a WaterAid fez parceria com A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, para melhorar o acesso à água potável em 20 escolas e comunidades vizinhas, incluindo a escola de Fofana, com 264 alunos e professores.

Na escola Soubouy, um novo poço agora fornece água limpa diretamente ao campus. Estações de lavagem de mãos estão próximas, promovendo saúde e ajudando a reduzir a propagação de doenças, para que os alunos possam frequentar as aulas com mais regularidade.
“O novo poço na escola nos aliviou de certas tarefas que tínhamos que fazer antes”, explicou Fofana. “Agora temos acesso fácil à água no local, para todas as nossas necessidades, ao invés de termos que trazer de casa ou viajarmos longas distâncias para buscá-la na vila. Agora temos instalações ao nosso lado para lavarmos as mãos. Isto não existia antes. Como não tínhamos água, não podíamos nos dar ao luxo de lavar as mãos da maneira que fazemos agora. Tudo isto nos colocou em uma posição melhor para estudarmos e termos sucesso.”

Para Fofana, cujas matérias favoritas são História e Geografia, a mudança abriu a porta para mais do que apenas conforto. Ela sonha em se tornar professora, para poder ajudar os outros e viajar para novos lugares. Quando não está estudando, ela ajuda os pais com as tarefas domésticas e o trabalho nos campos, e aprecia passar tempo com os amigos.
Sem congregação no país, a colaboração reflete as iniciativas humanitárias globais da Igreja para aliviar o sofrimento, fomentar a autossuficiência e proporcionar oportunidades para as crianças aprenderem e crescerem.


