O guia de estudo do “Vem, e Segue-Me” desta semana abrange Gênesis 12-17 e Abraão 1-2, incluindo a promessa de Deus a Abraão de que seus descendentes seriam tão numerosos quanto as estrelas (ver Gênesis 15:5).
A seguir estão algumas citações de líderes e estudiosos da Igreja do passado e atuais sobre estes capítulos de escritura.
Abraão 1
“Ponderem a respeito de alguns homens e mulheres fiéis que confiavam em Deus, que tinham a confiança de que as bênçãos prometidas por Ele estariam a seu dispor durante esta vida ou após a morte. Sua fé não tinha como base o que Deus havia feito ou deixado de fazer em uma determinada circunstância ou momento no passado, mas conhecê-Lo como seu Pai benevolente e conhecer a Jesus Cristo como seu fiel Redentor.
“Quando Abraão estava prestes a ser sacrificado pelo sacerdote egípcio de Elquena, ele clamou a Deus para que o salvasse, e Deus o salvou (ver Abraão 1:7, 15, 20). Abraão viveu para se tornar o pai dos fiéis, em cuja semente seriam abençoadas todas as famílias da Terra. Anteriormente, naquele mesmo altar, o mesmo sacerdote de Elquena havia oferecido três virgens que, ‘por causa de sua virtude; recusaram-se a curvar-se para adorar deuses de madeira ou de pedra’ (Abraão 1:11). Elas morreram como mártires. ...
“No final, o que buscamos é a bênção de um relacionamento próximo e duradouro com o Pai e o Filho. Esse relacionamento faz toda a diferença e sempre vale a pena. … Testifico que, independentemente do que aconteça em nossa experiência mortal, podemos confiar em Deus e encontrar alegria Nele.”
— Presidente D. Todd Christofferson, então membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2022, “Nosso relacionamento com Deus”fiéis
“Sua capacidade de liderar não advém de uma personalidade extrovertida, de habilidades motivacionais, nem sequer de talento para falar em público. Advém de seu compromisso de seguir Jesus Cristo. Advém de seu desejo de ser, nas palavras de Abraão, ‘maior seguidor da retidão’ (Abraão 1:2). Se puderem fazer isso — mesmo que não sejam perfeitos nisso, mas estejam tentando —, então vocês são líderes.”
— Irmão Stephen W. Owen, na época presidente geral dos Rapazes, conferência geral de abril de 2016, “Os maiores líderes são os maiores seguidores”,
Abraão 2
“Sua bênção patriarcal é uma mensagem de seu Pai Celestial e provavelmente terá promessas e conselhos inspirados para guiá-los em sua vida. …
“Ao receberem uma declaração de linhagem, vocês saberão que pertencem à casa de Israel e à semente de Abraão.4 Para compreender o significado disso, concentrem-se nas promessas que o Senhor fez à casa de Israel por meio de Abraão.
“Essas promessas incluem:
- “Sua posteridade seria numerosa (ver Gênesis 17:5–6; Abraão 2:9; 3:14).
- “Sua semente, ou seja, seus descendentes, receberiam o evangelho e portariam o sacerdócio (ver Abraão 2:9).
- “Por meio do ministério de sua semente, ‘[seriam] abençoadas todas as famílias da Terra, sim, com as bênçãos do evangelho, que são as bênçãos de salvação, sim, de vida eterna’ (Abraão 2:11).
“Como membros da Igreja, somos filhos do convênio. Recebemos as bênçãos do convênio abraâmico ao obedecermos às leis e ordenanças do evangelho.”
— Élder Kazuhiko Yamashita, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de abril de 2023, “Quando receber sua bênção patriarcal”
Gênesis 12
“Quando o Senhor nos ordena a ‘ir’, é sempre com um propósito. Sua direção é intencional, nos conduzindo ao crescimento, a uma fé maior e a bênçãos, mesmo que, às vezes, o destino nos seja desconhecido. Ao longo das escrituras, vemos exemplos poderosos desse chamado sagrado. [Por exemplo], o Senhor disse a Abraão para deixar uma cidade idólatra e ir para uma nova terra (ver Gênesis 12:1). …
“Quando o Senhor diz: ‘Ide’, Ele está nos convidando a confiarmos Nele e a prosseguirmos com coragem. A própria missão desta maravilhosa universidade vem à mente: ‘Entre para aprender; saia para servir’. Ao agirmos com fé, perceberemos que, aonde quer que o Senhor nos leve, Ele também prepara o caminho, e isso exige trabalho.”
— Irmão Gabriel W. Reid, segundo conselheiro na presidência geral da Escola Dominical, durante o devocional da Universidade Brigham Young em março de 2025, “Vão, trabalhem e construam” [em inglês]
Gênesis 13

“Uma das grandes lições do período do Velho Testamento diz respeito ao Pai Abraão. Abraão e Ló, seu sobrinho, eram ricos, mas descobriram que não podiam habitar no mesmo lugar. Para não haver contenda, Abraão permitiu que Ló escolhesse a terra que desejava. Ló escolheu a planície do Jordão, que era bem irrigada e bela. Abraão ocupou a planície menos fértil de Manre. As escrituras declaram que Abraão então armou suas tendas e edificou ‘um altar ao Senhor’ (Gênesis 13:18). Ló, por outro lado, ‘armou as suas tendas até Sodoma’ (Gênesis 13:12). Para que tenhamos relacionamentos pacíficos, a lição é clara: devemos estar dispostos a fazer concessões e a eliminar a contenda com respeito a assuntos que não envolvam a retidão. ... Mas, quanto à conduta relacionada à retidão e aos imperativos doutrinários, precisamos permanecer firmes e constantes.”
— Élder Quentin L. Cook, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2021, “Paz individual em tempos difíceis”
“É tão fácil para algumas pessoas ficarem obcecadas com o que possuem e perderem a perspectiva eterna. Quando Abraão foi para o Egito, seu sobrinho Ló acompanhou-o até Betel. Tanto Abraão como Ló tinham rebanhos, manadas e tendas: ‘E não tinha capacidade a terra para poderem habitar juntos, porque seus bens eram muitos, de maneira que não podiam habitar juntos’ (Gênesis 13:6). Depois de alguns atritos entre os pastores de Abraão e Ló, Abraão fez uma proposta a Ló: ‘… Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos. …
“‘Se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda’ (Gênesis 13:8-9).
“Ló viu ‘o que poderia ganhar com aquilo’ ao vislumbrar a fértil planície do Jordão e escolheu a terra que ficava próxima a cidade mundana de Sodoma (ver Gênesis 13:10-11). Abraão satisfez-se em levar seus rebanhos para viver na terra mais árida de Canaã, apesar disso acumulou ainda mais riquezas lá.
“Abraão é, contudo, lembrado mais como o grande patriarca do povo do convênio do Senhor. … Abraão tinha a confiança do Senhor, que lhe mostrou as inteligências do mundo pré-mortal, a escolha de um Redentor e a Criação. Abraão ficou também conhecido por sua disposição de sacrificar o filho, Isaque. Este tremendo ato de fé simboliza o sacrifício mais altruísta de toda a história, quando o Salvador deu Sua vida por todos nós para expiar por nossos pecados.”
— O falecido Presidente James E. Faust, na época segundo conselheiro na Primeira Presidência, conferência geral de outubro de 2002, “O que eu ganho com isso?”
Gênesis 14

“Deus promete que o portador do Sacerdócio de Melquisedeque receberá as chaves para compreender os mistérios de Deus. Ele se tornará perfeito até que possa permanecer na presença de Deus. Será capaz de cumprir seu papel na obra de salvação. Jesus Cristo preparará o caminho diante do portador do sacerdócio e estará com ele. O Espírito Santo estará no coração do portador do sacerdócio, e anjos o apoiarão. Seu corpo será fortalecido e renovado. Ele se tornará herdeiro das bênçãos de Abraão e, com sua esposa, coerdeiro com Jesus Cristo do reino do Pai Celestial (ver Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:26–37). Essas são as ‘grandíssimas e preciosas promessas’ (2 Pedro 1:4). Não se pode imaginar promessas maiores do que essas.
“Para cada homem que recebe o Sacerdócio de Melquisedeque, Deus reafirma Suas promessas do convênio com um juramento (ver Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:27-31). Esse juramento se refere somente ao Sacerdócio de Melquisedeque, e é Deus Quem faz o juramento, não o portador do sacerdócio. Devido ao fato de que essa situação singular envolve Seu poder e Sua autoridade divinos, Deus faz um juramento, empregando a linguagem mais incisiva possível, para que nos certifiquemos da natureza importante e imutável de Suas promessas.”
— Élder Dale G. Renlund, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de outubro de 2017, “O sacerdócio e o poder da Expiação do Salvador”
“Todo aquele que fosse ordenado segundo essa ordem e esse chamado teria poder, pela fé, para derrubar montanhas, dividir os mares, secar as águas, desviá-las de seu curso;
“‘Para desafiar os exércitos das nações, dividir a terra, quebrar todos os grilhões, permanecer na presença de Deus; fazer todas as coisas segundo a vontade dele, de acordo com as suas ordens, subjugar principados e poderes; e isso pela vontade do Filho de Deus, que existia desde antes da fundação do mundo’ (Tradução de Joseph Smith, Gênesis 14:30-31).
“Uma das reações que podemos ter diante dessas extraordinárias e inspiradoras descrições do poder do sacerdócio é presumir que elas não se aplicam a nós. Outra maneira de reagirmos é fazer perguntas ao nosso próprio coração, indagando à nossa alma: Alguma vez já senti que os céus me foram abertos? Será que alguém usaria a frase ‘ministração de anjos’ para descrever meu serviço no sacerdócio? Será que levo ‘o poder da divindade’ à vida daqueles a quem sirvo? Alguma vez já removi montanhas, desafiei exércitos, quebrei grilhões ou subjuguei poderes mundanos, mesmo que figurativamente, a fim de cumprir a vontade de Deus?
“Esse tipo de introspecção sempre traz uma sensação de que poderíamos fazer mais no que diz respeito a servir a Deus. Espero que também lhes traga um sentimento de querer fazer mais — um desejo de participar mais plenamente na miraculosa obra do Senhor. Ter esses sentimentos é o primeiro passo para tornarem-se o tipo de homem que o serviço no sacerdócio deve produzir.”
— Presidente Henry B. Eyring, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, conferência geral de abril de 2017, “‘Anda comigo’”
Gênesis 15
“Uma lição que precisamos aprender é que o medo é o princípio da derrota. Por outro lado, a coragem é o princípio do sucesso. Ganhamos coragem ao percebermos que temos muitas coisas a nosso favor. Obtemos força do conhecimento de que o Senhor está conosco. A Abraão, Ele declarou: ‘Não temas, Abrão; [E]u sou o teu escudo’ (Gênesis 15:1). É exatamente disso que precisamos neste mundo tentador e permissivo: um escudo para nos proteger dos ‘dardos inflamados dos iníquos’ (Doutrina e Convênios 27:17).”
— O falecido Élder Derek A. Cuthbert, na época Setenta Autoridade Geral, durante o devocional da Universidade Brigham Young em maio de 1984, “A futilidade do medo” [em inglês]
Gênesis 16
“Três elementos importantes da fé são a paciência, a longanimidade e a perseverança até o fim. O Apóstolo Paulo fala da fé que tinham Abel, Enoque, Noé, Abraão e Sara, concluindo que: ‘Todos esses morreram na fé, sem terem recebido as promessas; porém, vendo-as de longe, e crendo nelas e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra’ (ver Hebreus 11:4-13). Esses santos fiéis sabiam que esta vida terrena era uma jornada, mas não seu destino final.
“Quando Abraão tinha 75 anos, o Senhor lhe prometeu: ‘E far-te-ei uma grande nação’, isso numa ocasião em que ele e Sarai ainda não tinham filhos. Ele tinha 86 anos quando a serva de Sarai, Agar, ‘deu à luz Ismael’ (Gênesis 16:16).
“O Senhor mudou o nome de Abrão para Abraão e o nome de Sarai para Sara e, quando ele tinha quase 100 anos e ela, noventa, foi-lhes prometido que Sara teria um filho, que receberia o nome de Isaque (ver Gênesis 17:17, 19). Diante de sua descrença, o Senhor perguntou: ‘Haveria coisa alguma difícil ao Senhor?’ (Gênesis 18:14)”.
— Élder Spencer J. Condie, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de outubro de 2007, “Reivindicar as grandíssimas e preciosas promessas”
Gênesis 17

“As filhas fiéis de Deus desejam ter filhos. Nas escrituras, lemos a respeito de Eva (ver Moisés 4:26), Sara (ver Gênesis 17:16), Rebeca (ver Gênesis 24:60) e Maria (ver 1 Néfi 11:13–20), foram preordenadas para ser mães antes que seus filhos nascessem. Algumas mulheres não recebem a responsabilidade de gerar filhos na mortalidade, mas assim como Ana, do Velho Testamento, que orou fervorosamente por seu filho (ver 1 Samuel 1:11), a importância que as mulheres dão à maternidade nesta vida, bem como os atributos da maternidade, que alcançarem aqui, surgirão com elas na Ressurreição (ver Doutrina e Convênios 130:18). As mulheres que desejam essa bênção na vida e se esforçam por alcançá-la têm a promessa de que a receberão por toda a eternidade, que é muitíssimo mais longa que a mortalidade. Há uma influência e poder eternos na maternidade.”
— Irmã Julie B. Beck, na época presidente geral da Sociedade de Socorro, conferência geral de outubro de 2007, “Mães que sabem”

