Michael Florencio Imanuello, um jovem da Estaca Jacarta Indonésia, disse que sempre pensou que teria que esperar até sua missão para ir ao templo pela primeira vez.
Então, quando duas estacas, um distrito e dois ramos na Indonésia anunciaram, em dezembro de 2025, que fariam uma viagem conjunta de jovens ao Templo de Bangcoc Tailândia [em inglês], “parecia um presente de Natal antecipado”, disse Michael.
Embora um templo para Jacarta tenha sido anunciado na conferência geral de abril de 2023, os membros da Igreja na Indonésia pertencem atualmente ao distrito do Templo de Bangcoc Tailândia, uma vez que a construção do Templo de Jacarta Indonésia [em inglês] ainda não começou.
Assim como Michael, muitos jovens ficaram entusiasmados com a oportunidade de visitar um templo.
“Essa oportunidade foi muito preciosa, sabendo que o templo na Indonésia ainda está em fase de planejamento”, disse Joshua Addson Kurniawan. “O anúncio me incentivou a me preparar espiritualmente para que eu pudesse participar da viagem ao templo com respeito e com o coração aberto.”
No dia 16 de dezembro, 55 jovens e três casais acompanhantes viajaram quase 2.333 quilômetros de Jacarta a Bangcoc, para passarem três dias no local do templo.
Um turbilhão de preparativos
Além da preparação espiritual, havia muito a ser feito em termos de logística antes que a viagem pudesse acontecer.
Os líderes responsáveis pela organização da viagem ao templo tinham apenas cinco semanas para reservarem voos e hotéis, obterem a autorização dos pais dos jovens e garantirem que eles tivessem passaportes válidos e recomendações do templo.

Aquelas cinco semanas foram corridas, mas tudo se encaixou perfeitamente por meio de vários milagres, disse Élder Juswan Tandiman, Setenta de Área na Área Ásia da Igreja.
Élder Tandiman disse que essa experiência o ensinou que “o futuro da nova geração é verdadeiramente importante para [o Pai Celestial e Jesus Cristo].”
Participar das ordenanças sagradas
O grupo passou três dias no local do templo, principalmente no edifício adjacente, participando de aulas de estudo do evangelho, uma visita ao Centro de Treinamento Missionário de Bangcoc, oficinas de história da família e um devocional com Élder Benjamin M. Z. Tai, Setenta Autoridade Geral e presidente da Área Ásia da Igreja.

O propósito da viagem era dar aos jovens a oportunidade de realizar batismos vicários, disse Élder Tandiman. O grupo conseguiu fazer isso na noite de quarta-feira, 17 de dezembro.
Após passarem algum tempo no templo, os jovens descreveram a casa do Senhor como um “lar espiritual” e um “refúgio espiritual sagrado”.
“Estar no templo me proporcionou uma profunda sensação de paz e serenidade”, disse Joshua. “O ambiente sagrado me ajudou a concentrar minha mente e meu coração em Jesus Cristo como Salvador e principal exemplo de vida.”
Participar das ordenanças do templo também ajudou Saretta Putri Asyani a obter uma compreensão mais completa do papel de Cristo como Salvador.
“Ver como as ordenanças fazem a ponte entre esta vida e a próxima me mostrou como a graça de Cristo é verdadeiramente universal”, disse ela. “Percebi que Ele providencia um caminho para que cada alma seja redimida, mostrando quão pessoal e misericordioso é o Seu amor.”
O grupo era grande demais para acomodar todos de uma só vez no batistério do templo, então os jovens realizaram os batismos em três grupos. Enquanto aguardavam sua vez, os jovens gravaram seus testemunhos e adicionaram fotos e histórias ao aplicativo Recordações do FamilySearch.
Saretta disse que a viagem ao templo fortaleceu sua conexão com a história da família.
“Principalmente quando entrei no batistério, senti como se meus antepassados estivessem ao lado da pia batismal, sorrindo para mim, demonstrando o orgulho e a alegria de terem seus nomes levados até lá”, disse ela. “Não vejo mais nomes em um pedaço de papel como meros dados, mas como pessoas reais que estão me esperando.”

Transformados ao retornarem para casa
Os jovens que participaram da viagem ao templo disseram que, daqui para frente, serão pessoas diferentes por causa dessa experiência.
Para Michael, preencher os papéis da missão era a coisa mais importante em que pensava ao voltar para casa.
Saretta disse: “Isso me tornou mais consciente das minhas ações diárias, porque quero continuar sendo digna de voltar lá.”


