O guia de estudo do “Vem, e Segue-Me”, desta semana, abrange Êxodo 7-13, incluindo a origem da tradição da Páscoa judaica.
A seguir estão algumas citações de líderes e estudiosos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tanto do passado quanto do presente, sobre estes capítulos das escrituras.
Páscoa
“Que nunca nos esqueçamos do que Cristo suportou para nos redimir.1 E que novamente nesta Páscoa não deixemos de sentir uma imensa alegria ao contemplarmos Sua vitória sobre a sepultura e o dom da ressurreição universal.
“Na noite anterior aos julgamentos e à Crucificação que se seguiriam, Jesus Se reuniu com Seus apóstolos para um jantar de Páscoa. Ao final dessa Última Ceia, em uma sagrada Oração Intercessória, Jesus Se dirigiu a Seu Pai nestas palavras: ‘Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós’ (João 17:11).
“Então, ternamente, o Salvador expandiu Sua petição para incluir todos os Seus seguidores:
“‘E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;
“‘Para que todos sejam um como tu, ó Pai, és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós’ (João 17:20-21).”
— Presidente D. Todd Christofferson, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2023, “Um em Cristo”
“Esta semana, quando estudamos os capítulos 7 a 13 de Êxodo, aprendemos como o Senhor libertou os filhos de Israel de séculos de cativeiro no Egito. Lemos sobre nove pragas — nove manifestações impressionantes do poder de Deus — que o Faraó testemunhou sem abrandar o coração.
“Então o Senhor falou a Seu profeta, Moisés, sobre uma décima praga e como cada família em Israel poderia se preparar para ela. Como parte de um ritual que eles passariam a chamar de Páscoa, os israelitas deveriam sacrificar um cordeiro macho, sem mácula. Em seguida, deveriam marcar os batentes das portas de sua casa com o sangue daquele cordeiro. O Senhor prometeu que todas as casas marcadas com esse sangue seriam protegidas da terrível praga que estava por vir.
“As escrituras dizem: ‘E … os filhos de Israel … fizeram isso; como o Senhor ordenara a Moisés’ (Êxodo 12:28). Há algo muito poderoso nessa simples declaração de obediência.
“Como os filhos de Israel seguiram o conselho de Moisés e agiram com fé, eles foram salvos da praga e, com o tempo, libertados do cativeiro.
“Então, o que o Espírito Santo me ensinou nesses capítulos esta semana? Estes foram alguns pensamentos que tive:
- “O Senhor age por meio de Seu profeta para proteger e salvar Seu povo.
- “A fé e a humildade necessárias para se seguir o profeta precederam o milagre de proteção e libertação.
- “O sangue nos batentes das portas era um sinal exterior da fé interior em Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus.”
— Irmão Mark L. Pace, na época presidente geral da Escola Dominical, conferência geral de abril de 2022, “Nosso objetivo é a conversão”
“Ao tomar voluntariamente sobre Si os pecados de toda a humanidade, sendo cruelmente pregado na cruz e conquistando a morte vitoriosamente ao terceiro dia, Jesus deu um significado ainda mais sagrado à ordenança da Páscoa que já havia sido conferida a Israel nos tempos antigos (ver Êxodo 12-13). Em cumprimento à profecia, Ele ofereceu Seu próprio corpo e Seu precioso sangue como o grande e último sacrifício, legitimando os tradicionais símbolos utilizados na celebração da Páscoa do Senhor. Assim fazendo, Cristo vivenciou um sofrimento físico e espiritual incompreensível para a mente humana.
“Jesus foi o único ser capaz de realizar esse sacrifício eterno e perfeito por todos nós.”
— Élder Ulisses Soares, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2021, “Jesus Cristo: O cuidador de nossa alma”

“Em poucas palavras, vamos também relembrar o significado da Páscoa judaica. A Páscoa judaica relembra a libertação dos filhos de Israel dos 400 anos de cativeiro. O livro de Êxodo relata como essa libertação ocorreu, após vivenciarem pragas de rãs, piolhos, moscas, a morte do gado, sarna, úlcera, saraiva e fogo, gafanhotos e trevas espessas. A praga final ameaçava a morte do primogênito na terra, mas não na casa de Israel se essas famílias colocassem o sangue de um cordeiro de um ano sem mácula na verga de sua porta (ver Êxodo 7-12).
“O anjo da morte passou pelas casas marcadas com o sangue simbólico do cordeiro (ver Êxodo 12:23). Esse ato de passar pelas casas representa Jesus Cristo, o cordeiro pascal, vencendo a morte no final. Na verdade, o sangue expiatório do Cordeiro de Deus dá ao nosso Bom Pastor o poder de reunir Seu povo em todos os lugares e circunstâncias para a segurança de Seu aprisco em ambos os lados do véu.”
— Élder Gerrit W. Gong, do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2020, “Hosana e aleluia — O Jesus Cristo vivo: O ponto central da Restauração e da Páscoa
“Depois de receber seu encargo do Senhor, Moisés voltou ao Egito para tirar os filhos de Israel do cativeiro. Uma sucessão de pragas não conseguiu garantir a liberdade deles, até chegar a décima e última praga: ‘E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito’ (Êxodo 12:12).
“Para serem protegidos contra o ‘destruidor’ (versículo 23), o Senhor instruiu seu povo a oferecer um sacrifício, um cordeiro ‘sem defeito’ (versículo 5), e a coletar o sangue do sacrifício. Eles deviam, então, ‘tomar do sangue’ e passá-lo na entrada de cada casa — ‘em ambas as ombreiras, e na verga da porta’ (versículo 7) — esta promessa: ‘Vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade’ (versículo 13).
“‘E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o Senhor ordenara’ (versículo 28). Eles ofereceram o sacrifício, coletaram o sangue e passaram-no em suas casas. ‘E aconteceu, à meia-noite, que o Senhor feriu a todos os primogênitos na terra do Egito’ (versículo 29). Moisés e seu povo, de acordo com a promessa do Senhor, foram protegidos.
“O sangue utilizado pelos israelitas, simbolizando a futura Expiação do Salvador, foi o resultado do sacrifício que eles haviam oferecido. No entanto, o sacrifício e o sangue, por si sós, não teriam sido suficientes para o recebimento da bênção prometida. Se eles não tivessem passado o sangue no batente das portas, o sacrifício teria sido em vão.”
— Bispo Presidente W. Christopher Waddell, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de outubro de 2011, “A maior oportunidade da vida”
Êxodo 10
“[Moisés teve dificuldade] em persuadir o faraó a deixar os israelitas saírem do Egito. Seguiu-se praga após praga, até que o soberano egípcio finalmente cedeu. Depois de ser ameaçado com nuvens de gafanhotos, o faraó concordou em deixar sair os homens, desde que ficassem os velhos, as mulheres e as crianças (ver Êxodo 10:3-11).
“Moisés, entretanto, insistiu na partida de todos, dizendo: ‘Havemos de ir com os nossos meninos, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir’ (Êxodo 10:9). Moisés recusou-se a dividir o povo de Deus.
“As pessoas de todas as idades deviam compartilhar a aventura e os perigos, exatamente como nossos pioneiros fizeram… por ocasião da grande jornada. A solidariedade das pessoas de todas as idades é a maneira de agir de Deus. É a nossa maneira, porque é a maneira Dele.”
— O falecido Élder Hugh W. Pinnock, na época Setenta Autoridade Geral, conferência geral de outubro de 1979, “Havemos de ir com os nossos meninos e com os nossos velhos”cedeu
Êxodo 13

“É claro que, em nossos dias atuais, problemas extremamente complexos se apresentam a qualquer discípulo de Jesus Cristo. Os líderes desta Igreja dão a vida para buscar orientação do Senhor quanto à solução desses desafios. Se alguns desses desafios não [forem] solucionados de acordo com a vontade de todos, eles talvez façam parte da cruz que Jesus disse que teríamos de tomar para segui-Lo. É exatamente pelo fato de que haveria dias sombrios e problemas complexos que Deus prometeu que, em uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite (ver Êxodo 13:21-22), Ele orientaria profetas, proporcionaria uma barra de ferro, abriria uma porta apertada que conduz a um caminho estreito e, acima de tudo, daria a nós a capacidade de concluir a jornada.”
— O falecido Presidente Jeffrey R. Holland, na época membro do Quórum dos Doze Apóstolos, conferência geral de abril de 2022, “Não temam; creiam somente”
“Os filhos de Israel, assim como muitas pessoas hoje, tinham dificuldade de recordar o Senhor e Seus mandamentos e, por conta desse esquecimento, frequentemente sofriam dolorosas consequências. Esse é um dos motivos pelos quais o Senhor usou a palavra ‘recordar’. Por exemplo, a jornada do Egito até Israel começou com este mandamento: ‘Lembrai-vos deste dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão, pois com mão forte o Senhor vos tirou daqui’ (Êxodo 13:3).
“A palavra em inglês remember [recordar] vem do latim memor e significa ‘tomar consciência de’. Nesse contexto, a palavra recordar significa ter em mente ou ser capaz de trazer à mente de um indivíduo a percepção de alguém ou algo que esse indivíduo viu, conheceu ou vivenciou no passado. Existe uma forte correlação entre a emoção sentida e a recordação resultante. Assim, quanto mais forte for a emoção, mais vívida e influente será a recordação. No contexto hebreu, a palavra recordar envolve um conhecimento que é acompanhado pela ação apropriada. Assim, fazer é uma parte essencial de recordar.”
— Élder Ulisses Soares, do Quórum dos Doze Apóstolos, no artigo de abril de 2022 da Liahona, “Recordá-Lo sempre”
“Quando os filhos de Israel vagavam pelo deserto, o Senhor guiou-os em sua jornada a cada dia, quando olhavam para Ele pedindo orientação. Lemos em Êxodo: ‘E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar’ (Êxodo 13:21). Sua liderança era constante, e presto-lhes meu humilde testemunho de que o Senhor pode fazer o mesmo por nós.”
— Élder Carl B. Cook, Setenta Autoridade Geral, conferência geral de outubro de 2011, “É melhor olhar para cima”

