A forma como Charles Dickens começou “Um Conto de Duas Cidades”, “foi o melhor dos tempos, foi o pior dos tempos”, poderia facilmente descrever os dias de hoje, disse o presidente Alvin F. Meredith III, da Universidade Brigham Young-Idaho.
“Estamos vivendo tanto a majestade do momento descrito por nossos profetas, quanto os tempos trabalhosos que Paulo previu”, continuou ele na terça-feira, 21 de abril, no primeiro devocional da universidade do semestre de primavera [nos EUA] de 2026. Ele estava acompanhado de sua esposa, a irmã Jennifer Meredith, que falou sobre a construção de famílias intencionais.
Presidente Meredith disse: “Por um lado, a obra do Senhor está se acelerando nos templos, na história da família, no trabalho missionário e no número crescente de membros. Por outro lado, conflitos nos cercam, desde guerras entre nações até contendas diárias nas redes sociais.”
O que os discípulos de Jesus Cristo devem fazer em tempos como estes? Seguir a orientação dos profetas e apóstolos vivos, disse o presidente Meredith. Ele observou que tanto o falecido Presidente da Igreja, Russell M. Nelson, quanto o atual Presidente da Igreja, Dallin H. Oaks, repetiram o ensinamento do Salvador de que “bem-aventurados os pacificadores” (Mateus 5:9).
“Se os profetas continuam a voltar a esta ideia de sermos pacificadores, devemos perguntar não só o porquê, mas também o que o Senhor espera que façamos.”

‘Estou construindo ou destruindo paz?’
O Senhor espera que Seus discípulos tornem a busca pela paz algo pessoal, perguntando: “Estou construindo ou destruindo a paz?” disse o presidente Meredith. “Esta pergunta, se eu, pessoalmente, sou um construtor ou um destruidor, está no cerne da busca pela paz.”
Ele disse que, em um mundo em que opiniões divergentes frequentemente levam a conflitos, “os pacificadores defendem firmemente a verdade demonstrando, ao mesmo tempo, amor genuíno”. Eles optam por discordar sem serem desagradáveis.”
Às vezes, a pacificação tem menos a ver com o que alguém diz e mais com o que escolhe não dizer.
O presidente Meredith explicou que “como discípulos de Cristo, não devemos alimentar as contendas, especialmente nas seções de comentários das redes sociais. O anonimato não justifica o uso de linguagem agressiva ou ofensiva.”

Evitar contenda
Em Sua visita às Américas, conforme relatado no Livro de Mórmon, Cristo disse: “Aquele que tem o espírito de discórdia não é [M]eu, mas é do diabo” (3 Néfi 11:29).
“Observem que o Salvador não disse que o espírito de discórdia é do diabo a menos que vocês estejam certos”, disse o presidente Meredith. “Não se enganem; Satanás ficaria encantado em ver vocês contenderem pelo mal, mas ele também vence quando consegue nos levar a contender por qualquer motivo, mesmo quando acreditamos estar defendendo o que é certo.”
Então, os pacificadores ainda podem defender a verdade? “Há uma diferença entre defender a verdade e contestá-la. Os verdadeiros discípulos aprendem esta diferença e defendem o que é certo, sem serem contenciosos.”
Presidente Meredith citou Presidente Oaks, que, em sua mensagem na conferência geral de abril de 2026, disse que a pacificação “não significa abrir mão de nossos valores.”

Pacificadores são motivados pelo puro amor de Cristo
O presidente Meredith disse: “Ser um pacificador é mais do que simplesmente evitar contendas e linguagem áspera. Não se trata apenas do que não dizemos ou fazemos. Trata-se do que escolhemos dizer e fazer.” Essas escolhas são motivadas pela caridade, pelo amor puro de Cristo, estendendo o amor a todas as pessoas.
Ele descobriu isso um dia, após receber um gentil e-mail. Embora fossem apenas dois parágrafos, as palavras trouxeram paz ao presidente Meredith e fizeram com que ele se sentisse mais leve em relação aos problemas que o afligiam.
“Aquilo me fez pensar: e se agíssemos de acordo com essas impressões com mais frequência? E se, quando pensássemos ou ouvíssemos algo gentil sobre alguém, simplesmente disséssemos a essa pessoa?”
Se alguma vez houve um momento em que o mundo precisou de pacificadores, esse momento é agora, disse ele. “A paz mundial começa com indivíduos que escolhem ser pacificadores.”
Presidente Meredith encerrou com seu testemunho: “Jesus Cristo é o Príncipe da Paz. Ao segui-Lo e aos Seus ensinamentos, podemos nos tornar pacificadores e encontrar maior paz em nosso próprio coração.”

Estabelecer tradições e hábitos para fortalecer as famílias
Em seu discurso, a irmã Meredith citou Presidente Oaks, que disse em outubro de 2025, que “os laços familiares também são fortalecidos por histórias da família, pela criação de tradições familiares e pelo compartilhamento de experiências sagradas.”
Uma dessas tradições dos Merediths era dirigir por 45 minutos até o templo na manhã do batismo de seus filhos. Eles apontavam as placas de sinalização, que os levavam em segurança até o templo, e explicavam que seguir o Salvador os levaria em segurança para seu lar celestial.
“Então, eles assistiam ao nascer do sol, conversando sobre como o batismo é como um novo amanhecer. Foi uma manhã verdadeiramente memorável para cada um dos nossos filhos.”
A irmã Meredith disse que “a vida em família é uma mistura do sagrado e do prático”. Ela acrescentou um convite para que os alunos da BYU-Idaho seguissem o conselho de Presidente Oaks, de estabelecerem tradições e hábitos que unirão e fortalecerão suas famílias agora e no futuro.
“Minhas maiores alegrias vêm de cultivar meu casamento e meus relacionamentos familiares”, disse ela. “Testifico que, ao nos esforçarmos para fortalecermos nossas famílias, o Senhor estará conosco e Ele magnificará nossos esforços.”








