As palavras da música da Primária “Eu gosto de ver o templo” podiam ser ouvidas frequentemente, vindas de Taylor Moberg, membro da Estaca Moses Lake Washington. Especificamente, os versos da segunda estrofe:
Ali eu entrarei.
Com Deus farei convênios
Que obedecerei."
Desde jovem, Taylor sonhava em entrar no templo. Mas, por ter síndrome de Down, o caminho para fazer esses convênios sagrados nem sempre foi claro.
Quando tinha 13 anos, uma colega de sua classe das Moças perguntou quem queria realizar batismos vicários no templo. A mão de Taylor se ergueu imediatamente. Havia apenas um problema: ela ainda não havia sido batizada.
Ela não perdeu tempo. Logo depois, seu irmão mais velho a batizou. Sua mãe, Leslie Moberg, disse que foi uma experiência sagrada para a família e acredita que Taylor estava especialmente preparada para fazer aquele convênio.
“Ela realmente compreendeu melhor o que estava fazendo, do que teria compreendido aos 8 anos de idade”, disse Leslie Moberg.
Após o batismo, Taylor continuou a crescer espiritualmente.
“Imaginei que, depois [do batismo], ela continuaria nesse caminho do convênio”, disse Leslie Moberg. “Mas não sabíamos quando isso iria acontecer.”
Anos mais tarde, Taylor recebeu sua investidura no templo e logo depois começou a servir no Templo de Columbia River Washington. Inicialmente, sua plaqueta a identificava simplesmente como “voluntária.”
Leslie Moberg ainda se lembra do dia em que tudo mudou.
“Foi como se ela tivesse ganhado o Oscar”, disse Leslie Moberg. “Ela estava tão animada. Aquilo lhe deu um senso de pertencimento, de ter um nome e pertencer àquele lugar.”
Taylor encontrou seu lugar na casa do Senhor. Ela serve várias vezes por semana realizando diferentes ordenanças ou simplesmente recepcionando as pessoas que entram no edifício.
Taylor traz o espírito a cada ordenança e a cada ambiente. Atualmente, ela serve ao lado de seus pais no Templo de Moses Lake Washington.

“Passar um dia com esses espíritos especiais e incríveis, como o de Taylor, no templo é uma experiência que eu gostaria que todos pudessem ter”, disse Leslie Moberg. “Eles podem nos aproximar ainda mais do espírito que se encontra no templo e do importante trabalho que acontece na casa do Senhor.”
Para Leslie Moberg e seu marido, servir ao lado de Taylor passou a ser mais do que simplesmente acompanhar a filha ao templo. Isto lhes deu um lugar privilegiado para ver Taylor encontrar um lugar onde se sinta amada, valorizada e necessária.
Seus pais e outros oficiantes do templo têm testemunhado o crescimento da autoconfiança de Taylor e de sua capacidade de compartilhar esse amor com outras pessoas.
“Taylor tem abençoado a vida de tantas pessoas que convivem e servem com ela”, disse Leslie Moberg. “Ela ama incondicionalmente e traz muita alegria aos nossos turnos no templo e às pessoas que o frequentam. Taylor suavizou e transformou todos em nossa família.”
Sydnee Bailey Kirkham, uma missionária retornada que serviu na ala de Moberg, testemunhou de primeira mão o amor de Taylor pelo serviço no templo. Kirkham disse que o serviço de Taylor nunca foi sobre o que ela poderia receber da experiência, mas sobre o que ela poderia proporcionar às outras pessoas.
“Não acho que Taylor tenha feito isso por si mesma”, disse Kirkham. “Ela não necessariamente precisava, mas serve no templo para ajudar outras pessoas. … Ela é sempre tão pura e feliz.”
Todas as semanas, Taylor cruza as portas do templo, não mais cantando “ali eu entrarei”, mas vivendo as palavras que tem cantado desde criança.
