Sou uma pessoa sensível, quando se trata daqueles vídeos de “reencontro surpresa” nas redes sociais, onde alguém que esteve ausente por um longo período, talvez a serviço militar ou morando longe, retorna sem avisar, surpreendendo familiares e amigos desprevenidos.
E, todas as vezes em que estou no Aeroporto Internacional de Salt Lake City, a trabalho ou em viagens pessoais, vejo missionários retornarem para casa e serem recebidos por suas famílias — nada surpreendente, mas ainda assim emocionante.
Todos esses momentos de alegria, amor e felicidade trazem um sorriso ao meu rosto e uma lágrima aos meus olhos.
Ocasionalmente, já recriei reencontros surpresa, como me vestir com uma fantasia inflável de T. rex para receber meus netos no aeroporto ou combinar para que meu filho mais velho, que mora do outro lado do país, embarcasse em um voo e ocupasse o assento vazio entre minha esposa e minha filha mais velha.
Não é de surpreender, portanto, meu apreço por Alma 17, Alma 26 e Alma 27. O primeiro capítulo apresenta o reencontro de Alma, o Filho, com os quatro filhos de Mosias, após 14 anos pregando e ministrando entre os lamanitas; os dois últimos, descrevem a grande alegria desse reencontro.
Esta história ganhou um significado ainda maior quando minha esposa, Cheryl, e eu lideramos a Missão Arizona Phoenix de 2011 a 2014, acolhendo, servindo, amando e, por fim, nos despedindo de cerca de 660 missionários ao longo desses três anos. Frequentemente, falávamos a eles nossa promessa de sermos seus “líderes de torcida por toda a vida.”
Durante vários anos depois disso, realizamos encontros de missionários em Utah, Idaho e Arizona, e nos conectávamos com missionários retornados em nossas viagens. Os reencontros formais cessaram, mas tentamos organizar um churrasco anual no quintal para quem puder comparecer.
Isso sem contar telefonemas, e-mails, mensagens de texto, visitas, caminhadas, jantares, eventos esportivos, casamentos e recepções ao longo dos anos.
Como líder de discussão da classe de Doutrina do Evangelho da ala durante o estudo do “Vem, e Segue-Me” do Livro de Mórmon, em 2024, combinei meu carinho pelo relato de Alma 17, 26-27 com nosso amor por nossos missionários. Planejando com alguns meses de antecedência, enviei um e-mail àqueles com quem estávamos em contato, informando a data em que eu ensinaria sobre o reencontro de Alma com os quatro filhos de Mosias. Convidei os interessados e disponíveis para ajudarem com uma lição prática, e uma surpresa para sua querida “síster Taylor”.

Chegou o dia da discussão. Recapitulei brevemente o encontro de Alma com os filhos de Mosias e pedi à minha esposa que viesse à frente da classe no salão cultural para falar sobre a alegria de reencontrar pessoas queridas após um período de separação.
Ela começou a falar, sendo este o sinal para os missionários retornados e suas famílias, que observavam pelas frestas da porta. As portas se abriram e cerca de 30 de nossos missionários de Phoenix, com suas famílias, entraram e se alinharam ao longo das paredes. Os membros da ala sabiam que os convidados eram especiais ao verem os Taylors sorrirem, acenarem e chorarem de alegria ao simplesmente verem alguns de nossos melhores jovens amigos.
Depois de apresentar os convidados, pedi à Cheryl que explicasse o significado daquele momento para nós. Em seguida, permiti que ela ficasse com eles em uma sala ao lado, enquanto eu encerrava o debate.
Os pontos que discutimos naquele dia servem de ênfase aqui.
Falamos sobre a alegria desses reencontros com pessoas queridas, não apenas com missionários, mas também com familiares, parentes, amigos, vizinhos e pessoas que marcaram nossas vidas. Os reencontros podem acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar, mas podem ter um significado especial em um lar, local de adoração ou templo.
Às vezes, esses reencontros, reuniões improvisadas ou encontros formais ocorrem em momentos difíceis. No caso de nossos missionários retornados, além de celebrarmos formaturas, casamentos e nascimentos, também procuramos ser empáticos e acolhedores em momentos de divórcio, separação e até mesmo de falecimento. E, ao mesmo tempo em que reconhecemos seu progresso no caminho do convênio e seu bem-estar espiritual, também procuramos encorajar e nos lembrar daqueles que se estagnaram ou se desviaram desse caminho.
Nossa discussão terminou com projeções sobre futuros reencontros com entes queridos, não apenas com aqueles que ocorrerão mais tarde em nossa vida terrena, mas também com os que nos aguardam do outro lado do véu. Além de futuros encontros e eventos familiares, penso também em reencontros na vida após a morte, para mim, em particular, um encontro muito aguardado com meu próprio pai, que faleceu há quase 30 anos.
E pensar em estar com meu pai novamente me leva a refletir sobre o reencontro mais significativo de todos: estar na presença de nosso Pai Celestial e de Seu Filho Amado, Jesus Cristo. Nosso Pai “planejou” este reencontro com Seu plano de felicidade, Seu plano de salvação. O Salvador tornou este plano eficaz por meio de Sua Expiação.
E devemos fazer os planos, os preparativos e os ajustes necessários para um dia nos reencontrarmos com Eles, nossos verdadeiros “líderes de torcida por toda a vida.”
— Scott Taylor é o editor-chefe do Church News.

